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Empreendedorismo e inovação frugal

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Na alimentação, na vida pessoal ou corporativa, frugalidade é a qualidade de ser simples, poupador, prudente ou econômico no uso dos recursos de consumo e evitando desperdício, esbanjamento ou extravagância. Os excessos estão cada vez mais fora de moda e o mundo sustentável nos requisita um respeito maior à simplicidade. Para ter ideias inovadoras, as empresas precisam investir em um projeto de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) que seja relevante para seus clientes e seus negócios. Uma inovação com foco preciso numa necessidade de clientes ou do negócio tem mais chances de ter resultados revolucionários do que inovações revolucionárias sem foco em problemas definidos.

A inovação não precisa custar muito. O que importa é desenvolver um modelo de trabalho que estimule seus colaboradores-inovadores a começar com pouco, testar o conceito ou montar um protótipo rapidamente para que o potencial do projeto possa ser avaliado, verificado se é viável a curto, médio ou longo prazo. Para isso, eles não precisam de doutorado e sim de tempo livre para braistorms (técnica de dinâmica de grupo com “tempestades de ideias”) em que a criatividade precisa ser explorada, apoiada, avaliada e desenvolvida para se tornar comercial.

Acabo de voltar do módulo internacional (Empreendedorismo e Inovação) do curso de especialização em gestão de negócios imobiliários da Fundação Dom Cabral, em parceria com a Universidade de Cambridge, que é considerada um dos principais centros do conhecimento e empreendedorismo da Inglaterra e do mundo e investe em milhares de projetos de inovação e startups. Fundada em 1209, a universidade conta com 31 escolas, onde estudaram diversas personalidades ilustres, como Isaac Newton, Charles Darwin, Lord Byron, Francis Bacon e o príncipe Charles, sem contar que produziu 90 prêmios Nobel. A instituição atualmente conta com mais de 18 mil estudantes.

Foi numa mesa de um dos pubs de Cambridge (o Eagle) que o britânico Francis Crick e o norte-americano James Watson anunciaram ao mundo a descoberta da estrutura molecular do DNA, em 1953. Essa pesquisa rendeu a eles o Prêmio Nobel de Medicina. E foi na Faculdade Cristã de Cambridge, entre 1828-1831, que estudou Darwin, naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural. Mas lá ele estudava artes e saía para pesquisar besouros com seu primo à beira doRio Cam.

Portanto, o necessário é unir conhecimento com um ambiente profícuo para o desenvolvimento de ideias e não ter medo de errar. O resultado é inovação. O que vem depois: empreendedorismo, ou seja, sair do campo das ideias para a prática. O empreendedorismo, segundo Robert D. Hisrich, em seu livro Empreendedorismo, é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal.

A realidade, especialmente nas empresas brasileiras, é que estamos usando conceitos ultrapassados e ferramentas inadequadas. Quer seja porque importamos soluções de empresas/países com realidades diferentes, quer seja por não pensar efetivamente sobre os nossos problemas. O fato é que não temos obtido soluções assertivas para as questões importantes. O objetivo das empresas é discutir, à luz do conceito de inovação frugal, as causas e efeitos dos principais problemas e soluções adotadas. Criar uma equipe sempre pronta para discutir ideias, com o olhar no cliente e no que é simples de se fazer, “improvisar para satisfazer as necessidades”.

Jugaad innovation é o livro mais completo sobre o assunto publicado até agora (jugaad é uma palavra em hindi que quer dizer “improvisação inteligente”) e o termo “inovação frugal” não é novo. O autor, o indiano Navi Radjou, que fez instigante palestra para nossa turma na Judge Business Scholl, fala dessa tendência e enumera diversos estudos de casos, com o do lendário presidente da Renault e da Nissan, Carlos Ghosn, que usa a expressão “engenharia frugal” para se referir à criação de produtos para os mercados emergentes, como o Tata Nano, produto do Grupo Tata, conglomerado indiano de maior renome mundial. As mudanças que ocorreram no mundo devem fazer com que repensemos a inovação em nossos empresas. A inovação frugal ocorre em qualquer lugar.

O mercado imobiliário esteve oscilando muito no último ano e esse movimento gera um momento competitivo ideal para o desenvolvimento de ideias para novos produtos e serviços. Compradores, vendedores, investidores e usuários de imóveis querem satisfação com o melhor custo e o maior benefício.

Em 4 de novembro, teremos a oportunidade de visualizar atitudes inovadoras no setor da construção e imobiliárias, pois receberão o Prêmio Edson Zenóbio (iniciativa da CMI-Secovi-MG e Estado de Minas) aquelas empresas quer tiveram as ações estratégicas de comunicação mais eficazes em 2014. Lembrando que motivação para inovar temos todos os dias em nossas empresas: a produção rentável de um trabalho para a satisfação dos clientes.

 

* Diretora da Céu-Lar Imóveis, diretora da Rede Netimóveis, conselheira da Câmara do Mercado Imobiliário e vice-presidente da CMI-Secovi Mulher


E-mail para esta coluna: adriana@ceularimoveis.com.br

Tags: mercado imobiliário

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