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A grande depressão

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Também chamada de Crise de 1929, a depressão econômica desencadeada nos Estados Unidos atingiu muitos outros países, teve seu ápice em 1933 e só terminou com a Segunda Guerra Mundial. A quinta-feira negra, 24 de outubro de 1929, é considerada popularmente a data de início do mais longo período recessivo do século 20.

Esse período de forte recessão econômica provocou altas taxas de desemprego, redução drástica do PIB e da produção industrial, os preços das ações nas bolsas de valores despencaram bem como toda a atividade econômica, em diversos países no mundo.

No Brasil, já passamos por diversas crises econômicas. Porém, na atual, além da ausência de recursos e investimentos, há presença generalizada e frequente de tristeza, pessimismo e baixa autoestima.

Iniciado a meu ver no dia seguinte ao resultado das eleições presidências do ano passado, a recessão ultrapassa a crise monetária e política. Grande parte da população ficou extremamente frustrada porque queria uma renovação de poder que não ocorreu. Além disso, a partir daquela data tem ocorrido uma avalanche de questões nacionais que entristeceu e deixou as pessoas extremamente pessimistas. Portanto, considero que o nome “depressão” me parece adequado para o momento atual.

A depressão é considerada um distúrbio patológico afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. Segundo pesquisas, o número de casos de depressão numa população é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida, e os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes, são consequência e não causa da depressão. No entanto, no meu círculo profissional e pessoal, muito mais de 19% das pessoas estão com os “sintomas” acima.

A conseqüente desolação tem levado cada vez mais brasileiros a deixar o país e os que ficam se lamentam. Sentimo-nos impotentes frente à corrupção e impunidade e estarrecidos com a nossa maior crise: a moral. A população está sacrificada e o governo aumenta seus próprios salários, triplica os recursos para os partidos políticos e prevê a construção de um palacete ao custo de R$1 bilhão.

Seria muito romantismo e ingenuidade negar os graves problemas de descaso e desvio do dinheiro público, da alta carga tributária e dos complexos problemas trabalhistas. Porém, acredito que o Brasil enfrentará e superará mais essa crise, por mais séria que seja.E acho que a desesperança não leva a nada. O que vai fazer diferença é a nossa indignação e o que vamos fazer com ela. Muito provavelmente, sem uma crise de tamanhas proporções o Brasil não mudaria. Somos muito acomodados, mas estamos mudando. Somente as mobilizações para as “Diretas Já” e para o impeachment do Collor podem ser comparadas com o que tem ocorrido nas manifestações atuais.

Não houve revolta popular nem mesmo quando em 16 de março de 1990, um dia depois de Fernando Collor de Melo assumir a presidência, as pessoas foram surpreendidas com a retirada de 80% da moeda corrente no país por meio de um confisco bem como com o congelamento de preços e salários para combater a hiperinflação. Somente quando foram denunciados os desmandos do seu governo, a população bradou nas ruas.

Portanto, devemos exigir que o Estado retome sua razão de existir, que é servir à sociedade. Só assim poderemos resgatar nosso orgulho e fé em nosso país. Por isso, vamos lutar por um Brasil melhor e fazer nossa parte enquanto cidadãos. Não vamos nos calar.

Ademais, há economistas que já sinalizam um cenário para 2016 um pouco melhor que 2015, cujo PIB terá contração prevista de 1,24%. Alguns empresários, inclusive do setor da construção civil, afirmam, felizmente, que não vão cortar investimentos. Haverá uma readequação do mercado de acordo com a oferta e procura, as empresas estarão focadas em minimizar os riscos de empreender especialmente frente ao grande vilão que é o aumento dos juros. Temos de nos ajustar e reestruturar, sem queixumes deprimentes, mas com cuidado pois, como ouvi de um grande empresário mineiro: “Na crise vislumbramos oportunidades e podemos crescer. Mas também é nela que muitas empresas quebram e fecham suas portas”.

* Diretora da Céu-Lar Imóveis, diretora da Rede Netimóveis, conselheira da Câmara do Mercado Imobiliário e vice-presidente da CMI-Secovi Mulher


E-mail para esta coluna: adriana@ceularimoveis.com.br

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