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Intolerância à falta de tolerância

O preço a se pagar pode ser muito alto para se acordar o gigante adormecido e ensinar o brasileiro a pensar antes de votar, a acompanhar os desmandos de quem está no governo, e a cobrar responsabilidades

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Como muitas vezes sentimos insuportável o mundo... Como as pessoas estão insuportáveis, intolerantes, depressivas e agressivas. De repente, a polarização tomou conta do país. Um professor foi demitido semana passada em São Paulo por ter ameaçado um aluno, por meio das redes sociais, dizendo que iria acabar com ele e com sua família “assim que iniciar a tão esperada revolução”. Uma pediatra do Rio Grande do sul se nega a atender a uma criança por ser filha de petista...

As pessoas perderam o escrúpulo? Perderam a esperança?

Milhões vão às ruas contra a corrupção e lutando por mais ética, mas cometem delitos no seu cotidiano. Só enxergam desrespeito as regras em terceiros e não em si mesmos. A falta de ética e caráter, a política de levar vantagem em tudo, a ilegalidade e a impunidade trazem uma carga perversa e vergonhosa ao povo brasileiro.

Choca muito essa violência atual (e virtual), porque vai muito além da violência urbana que sempre assolou e assustou o Brasil e que deveria estar na tônica das discussões políticas e sociais, juntamente aos temas que dizem respeito ao Estado: saúde, educação e habitação.

O preço a se pagar pode ser muito alto para se acordar o gigante adormecido e ensinar o brasileiro a pensar antes de votar, a acompanhar os desmandos de quem está no governo, e a cobrar responsabilidades.

Corrupção sempre existiu, no Brasil e no mundo. A novidade por aqui é que em meio a um período superturbulento da economia e da política, estão prendendo elementos do governo e da iniciativa privada. Gente “graúda”: corruptos e corruptores.

O que está ocorrendo é um grande amadurecimento digno de orgulho e esperança devido ao fortalecimento das instituições democráticas e autonomia da Polícia Federal e da Justiça.

Não podemos deixar a polarização crescer e nos ameaçar.

Urge enxergarmos além do óbvio, reconhecer os malefícios de gestões desastrosas e arrogantes. Devemos nos importar com a situação do país e de seu povo.

Exigir políticas e reformas necessárias e lutar por segurança, sem brigas ou armas. É legítimo flamular bandeiras mas que não sangrem, mesmo que vermelhas.

No hino à Bandeira do Brasil Olavo Bilac diz que “nos momentos de festa ou de dor, paira sempre sagrada bandeira, pavilhão da justiça e do amor”!

Estamos sofridos, todos e de todas as classes, idades e credos. Por isso tanta amargura. A dimensão da crise atual alcança a todos. Os ânimos estão exaltados, as pessoas inseguras. Sentimos isso em nosso dia a dia. No trânsito, nas relações familiares e sociais, no trabalho.

Especialmente no trabalho, além da percepção dos desgastes nas relações pessoais devido à intransigência resultante do status quo, há algo extremamente saudável acontecendo: a busca por inovação, da qual já falei algumas vezes, e a melhoria na gestão.

Talvez por perceber onde pode levar a falta dela ao ver o próprio país e tantas organizações em situações gravíssimas, todos queremos reavaliar e melhorar os processos de gestão. Isso me parece extremamente benéfico para as empresas (e para governos) que tiverem a capacidade de se reinventarem.

Na sociedade brasileira, em vez de ser paternalistas, temos de estimular a criatividade, preparar as pessoas, buscar soluções, competir e ser mais éticos. Especialmente, termos esperança em dias, empresas e governos melhores, bendizer a vida, parar de ter dó de nós mesmos e ler um pouco mais de Olavo Bilac e outros poetas.

“Um pouco de poesia não faz mal a ninguém!”

Tags: tolerância intolerância comportamento sociedade brasil corrupção ética violência

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