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Mercado imobiliário

Disruptura

O que está na rotina dos nossos clientes que nasceram na era dos smartphones é um dos maiores desafios para as startups desenvolverem produtos e serviços. Precisamos de sistemas tecnológicos que alterem os programas que atendem as imobiliárias

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Tradução literal do inglês que mal consta nos nossos dicionários, disruptura é a palavra do momento. Também conhecida como ruptura digital, ganhou vida própria e invadiu nossas vidas e ocorre quando nós e as máquinas nos comunicamos. Por exemplo: achar imóveis para comprar por aplicativos de smartphones como hoje pessoas caçam Pokémons nas praças...

O que está na rotina dos nossos clientes que nasceram na era dos smartphones é um dos maiores desafios para as startups desenvolverem produtos e serviços. Precisamos de sistemas tecnológicos que alterem os programas que atendem as imobiliárias, pois a maioria dos softwares atuais foram criados há aproximadamente 20 anos, antes do Facebook e demais redes sociais, da Nuvem, do Google e alguns até mesmo antes da internet. E quase todos não acompanharam a evolução tecnológica na mesma velocidade.

Se antes falávamos de globalização é porque não conhecíamos a mobilidade e a conectabilidade. Se sonhávamos com carros parecidos com pequenos discos voadores voando entre nuvens ou pílulas de nutrição para resolver questões de mobilidade urbana ou da fome no mundo, não poderíamos imaginar que existiria uma nuvem virtual nem sofisticadas soluções tecnológicas que foram implementadas num aparelho telefônico de aproximadamente 15cm. Hoje, o celular é praticamente uma extensão do nosso corpo, parte integrante da nossa vida, vai aonde vamos, dorme ao nosso lado, estamos todos conectados o tempo todo. Como viver no mundo urbano hoje sem um aparelho celular, que para telefonar quase não serve (ouvi outro dia: “Uma ligação telefônica é uma declaração de amor”). O WhatsApp mudou nossa forma de comunicar e nossas atividades se concentram muito na via tecnológica.

Vivemos na era em que a comunicação deixa de ser apenas entre duas pessoas e sim com imensos grupos. Avaliações de serviços e produtos são disseminadas na rede, influenciando na realização de um negócio. Em segundos pode-se aumentar ou destruir uma marca ou uma reputação que pode ter demorado anos para ser solidificada.

As pessoas querem opinar e influenciar outras pessoas com curtidas, com blogs, com suas opiniões enquanto consumidores, querem ser premiadas pelas suas experiências em qualquer segmento: turismo, gastronomia, bancos, e-commerce. Portanto, contar e estudar número de likes por imóvel ou algo similar, gerar conteúdo sobre empreendimentos ou afetar a forma de construir moradias ou processos organizacionais é fundamental. Com certeza, está sendo criada alguma ferramenta tecnológica ou algum aplicativo para melhorar seu desempenho profissional enquanto escrevo e você lê estas linhas.

Ou seja, além de acompanhar a evolução do mundo digital devemos decifrar as emoções e opiniões dos clientes. É sensacional! Transformar alegria, tristeza, sentimentos ou experiências em números e dados para melhor entender o cliente e trazer benefícios para ele e para outras pessoas é desafiador.

Quem imaginaria isso? Parece tão banal, simples, tão lógico e, por outro lado, tão novo. Por isso a importância da palavra disruptura: romper todos os conhecimentos que tínhamos até aqui e criar outros, especialmente atentos às emoções e desejos das pessoas.

Simplicidade e tecnologia unidas nos tornam mais lúdicos. Aprendemos e trabalhamos “brincando” no celular, “jogando” informações na internet e relacionando de forma mais interativa e proativa, leve e constante, com pessoas que estão próximas ou distantes.

Por outro lado, alguns profissionais não estão atentos a essa mudança, continuam sentados esperando que o cliente ligue para o telefone fixo da empresa (!!!), vindo por meio de um anúncio (que hoje chama-se lide) para receber informações que ele já conhece pela internet...

O cliente das imobiliárias, por exemplo, hoje já viu tudo no site, fotos, localização do imóvel no Google Maps. O que ele quer é conversar sobre o que ele precisa com alguém que conhece sobre o negócio imobiliário em si. Todo o resto ele já tem na internet. Portanto, o corretor não pode atender se não conhece tudo sobre o imóvel que vai apresentar, precisa entrevistar o cliente e entrar na realidade da pessoa que quer comprar, vender ou alugar sua casa ou seu local de trabalho. O cliente tem sonhos importantes a concretizar.

Algumas profissões já foram descartadas e se não mudarmos nossa forma de enxergar o mundo, se não modificarmos nossa forma de atender, interagindo e relacionando com o cliente, não existiremos mais enquanto corretores e profissionais que intermediam as negociações imobiliárias. Seremos dinossauros em muito pouco tempo se não percebermos e explorarmos nossa real importância, que não é mostrar imóveis e prestar informações e sim romper as barreiras dos clientes e trazer segurança na realização do seu sonho, somos consultores de mercado. Não somos descartáveis nem podemos fazer o que uma máquina ou aplicativo faz.

Temos de entrar no mundo da fantasia do cliente, na casa que ele desenhou com todas as cores numa folha de papel ou melhor, num novo software ou jogo digital com sua família. Assim acharemos um lar para nosso cliente, um dos únicos lugares no mundo onde ele não será um ser digital e sim uma pessoa com emoções humanas, criará sua família, terá seu cachorro ou cuidará de seus filhos ou das suas plantas, ou o que ele quiser, o sonho é dele. E teremos a honra de participar dele se tivermos a competência para isso, é claro.

E-mail para a coluna: adriana@ceularimoveis.com.br

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