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Mobilidade urbana

"A solução vai além, como o adensamento nacional, fazendo com que as pessoas possam trabalhar, estudar e se divertir próximo a suas residências, que resultou no projeto dos polos de desenvolvimento autossustentáveis"

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Estudos recentes de uma consultoria internacional independente apontam que os investimentos programados pelas montadoras no Brasil elevarão a capacidade de produção de automóveis e veículos comerciais leves em aproximadamente 60% deste ano a 2017, o que significa dizer que, se todos os projetos se concretizarem haverá acréscimo de 2,5 milhões de unidades à atual capacidade instalada no país. Com esse incremento, o potencial produtivo subirá dos atuais 4,3 milhões de veículos para 6,8 milhões em cinco anos, o que fará com que sejam incorporados anualmente ao mercado de consumo 5,4 milhões de unidades até 2017, considerando a taxa de ocupação das fábricas na ordem dos atuais 80%. A apresentação dessas estimativas vem ao encontro do especial momento econômico vivido pelo país, que caminha para se tornar em breve a sexta maior economia mundial, o que já se reflete nos maciços investimentos externos e na busca de oportunidade por estrangeiros que aqui se dirigem à procura de trabalho e negócios. Esse cenário seria mais auspicioso não fossem os grandes desafios a serem enfrentados, iniciando-se pela precária infraestrutura, passando pelo gigantesco déficit habitacional e chegando às questões prementes ligadas à segurança, saúde e educação, que se tornam barreiras na oportunidade de impulsionar o crescimento sustentável do país. No tocante às áreas urbanas, que hoje já abrigam 85% da população, persiste um dos maiores desafios para as autoridades públicas, onde os constantes gargalos no trânsito fazem com que milhões de brasileiros passem cada vez mais tempo nos trajetos cotidianos, transformando o debate sobre a mobilidade urbana na ordem do dia para os setores público e privado. O grande questionamento é criar condições para o deslocamento dessa enorme massa da população, onde milhões de pessoas percorrem um movimento pendular diário de suas residências para o trabalho ou estudo, permitindo que cheguem e saiam de suas casas de maneira organizada, segura e confortável, o que certamente não será pelo estímulo ao uso do automóvel, em detrimento do transporte público. Essa questão exige criatividade e competência dos gestores públicos, que têm buscado alternativas, como o VLT (veículo leve sobre trilho), metrô, monotrilhos, BRT (bus rapid transit) e corredores exclusivos para ônibus. No entanto, a solução vai além, como o adensamento nacional, fazendo com que as pessoas possam trabalhar, estudar e se divertir próximo a suas residências, que resultou no projeto dos polos de desenvolvimento autossustentáveis. Além disso, é fundamental o incentivo às ações metropolitanas conjuntas para que as legislações sejam compartilhadas, resultando no planejamento de uma macrorregião e, consequentemente, no desenvolvimento integrado das cidades envolvidas nessa nova política. Isso permitirá enfrentar esse grande desafio que é a mobilidade urbana, exigindo do empresariado e das autoridades projetos novos e planejamento urbano sustentável.

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