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Mercado imobiliário

Prédios verdes em crescimento

Entusiastas da ideia garantem que essas edificações vendem mais rápido, além de ser constatada valorização de 10% a 40%

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Cada vez mais presentes na vida dos brasileiros, os chamados prédios verdes (edificações que apresentam características de sustentabilidade, com elevado grau de preocupação ecológica) têm crescido numa velocidade expressiva. Em 2012 representavam 7,8% do estoque total na cidade de São Paulo, 4,2% no Rio de Janeiro e percentuais inferiores a 2% nas demais capitais. Este ano é esperado incremento de 50% na comparação com 2012.

Especialistas apontam que a causa desse crescimento significativo não está somente na preocupação das empresas com a questão ambiental, mas representaria uma estratégia de negócios focada nas vantagens que esse tipo de empreendimento pode trazer, como o fato de agregar valor à imagem da empresa. Além disso, são notáveis os benefícios econômicos, centrados na economia de energia, que situa-se em nível 10% inferior aos edifícios comuns e o menor consumo de água proporcionado pelo projeto sustentável.

Para atingir a condição de prédio verde, é necessário seguir especificações que envolvem diversos aspectos, a começar pelo entorno. O espaço destinado ao transporte deve priorizar o baixo impacto ambiental, a partir da construção de bicicletários, instalação de tomadas para carros elétricos, acesso ao transporte público de massa. E também contar com serviços básicos, como padarias e farmácias, aonde se chega a pé, e o solo ser capaz de absorver a água de chuva.

O quesito referente ao uso da água começa pela coleta e reaproveitamento da água de chuvas, que deve ser armazenada para aproveitamento nos sanitários e irrigaçãodeplantas, enquanto o seu consumo global deve ser reduzido em pelo menos 20% em relação ao de edifícios convencionais.

Outro item de fundamental importância se refere à energia, cujo consumo deve ser reduzido em 10% em relação ao tradicional. Para isso, devem-se buscar fontes alternativas de produção, como a colocação de turbinas de vento onde as condições sejam propícias, geralmente nos edifícios mais altos, e as tradicionais células fotovoltaicas, que aproveitam a energia solar. É importante pensar a integração com o ambiente, que propicia o aproveitamento da luz natural, bem como a utilização de métodos ecológicos para aquecimento e resfriamento da água.

Devem ser observados, ainda, a qualidade dos ambientes, mediante a eliminação de substâncias tóxicas nos diversos espaços que compõem o edifício, a ocorrência de baixos níveis de gás carbônico e outros gases nocivos, os materiais de construção utilizados, que devem apresentar baixo impacto ambiental e originar-se de produção regional ou de rápida renovação, como madeiras certificadas, e ainda de materiais reciclados.

Embora os custos ainda signifiquem uma barreira, que segundo especialistas representam adicional de 5% a 10% em relação aos edifícios convencionais, podendo chegar a 16% quando se persegue um nível de certificação mais elevado, já existem aqueles que garantem que, devido a um correto planejamento, esse adicional pode ser eliminado. Independentemente disso, verifica-se uma defesa quanto à ponta de venda, pois os entusiastas da ideia garantem que essas edificações vendem mais rápido, além de ser constatada valorização de 10% a 40%, especialmente porque o mercado está receptivo a esse produto, que deverá ser tendência no segmento comercial.

*Engenheiro e advogado, sócio da Precisão Consultoria e autor do livro Guia de negócios imobiliários - Como comprar, vender ou alugar seu imóvel

E-mail para esta coluna: coluna@precisaoconsultoria.com.br

Tags: sustentabilidade

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