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Reflexões sobre a engenharia

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“Deus criou o mundo e, para continuar sua criação, Ele criou o homem, e este criou a engenharia, que veio complementar a obra do Criador”. Essas palavras são do saudoso professor Paulo Henrique, um dos fundadores da Escola de Engenharia da Fumec.

Como ex-aluno e discípulo desse grande mestre, gostaria de usar este espaço para fazer algumas reflexões sobre a engenharia, visto que no próximo domingo será comemorado, em todo o país, o Dia do Engenheiro.

Na definição do dicionário Aurélio, a engenharia é a “arte de aplicar conhecimentos científicos e empíricos e certas habilitações específicas à criação de estruturas, dispositivos e processos que se utilizam para converter recursos naturais em formas adequadas ao atendimento das necessidades humanas”.

Segundo a Wikipédia, enciclopédia livre da internet, a engenharia é definida como “a ciência e a profissão de adquirir e de aplicar os conhecimentos matemáticos, técnicos e científicos na criação, aperfeiçoamento e implementação de utilidades, tais como materiais, estruturas, máquinas, aparelhos, sistemas ou processos, que realizem uma determinada função ou objetivo”.

A meu ver, a engenharia é o alicerce do progresso da humanidade. Afinal, seus princípios estão presentes em todas as invenções das mais variadas áreas, desde o início dos tempos. Assim, são várias as engenharias, como a civil, mecânica, elétrica, de telecomunicações, química, de minas, agronômica, florestal, zootécnica, além das mais modernas, que surgiram com os adventos das novas tecnologias, como as engenharias de materiais, produção, aeronáutica, computação, informática, eletromecânica, mecatrônica, robótica, nanotecnologia, nuclear, molecular, ambiental, alimentar e por aí vai.

Como se vê, engenharia é sinônimo de desenvolvimento. Não há avanço em nenhuma sociedade sem essa “arte”, sem essa “ciência”. Por isso, seus profissionais deveriam ser mais reconhecidos e valorizados. Um exemplo foi dado recentemente pelo presidente da Associação Brasileira de Empresas de Projetos e Consultoria em Engenharia Geotécnica, Milton Golombeck, em artigo assinado. Segundo ele, os engenheiros Earl Bakken e Wilson Greatbatch receberam o Prêmio Russ Prize, uma espécie de Nobel da engenharia, e o evento praticamente não foi noticiado. E sabem o que eles inventaram? O marca-passo, aparelho sem o qual mais de 4 milhões de pessoas estariam mortas hoje.

O mesmo ele diz sobre outros casos – e com ele faço coro em mais um: nas grandes obras, em que as autoridades políticas são enaltecidas pela mídia e os profissionais responsáveis nem são mencionados. Será que, como autores dos empreendimentos que vêm suprir a necessidades humanas, eles não deveriam ser destacados? O triste é que somente são lembrados em casos de acidentes e catástrofes.

Sem dúvida, se as conquistas da engenharia fossem mais destacadas pelos veículos de comunicação, certamente mais estudantes se interessariam em construir carreira em suas diversas áreas. Assim, teríamos mais pessoas qualificadas para contribuir com este país, que ainda tem muito a crescer.

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