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Mercado imobiliário

Confiança na construção civil

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Não é novidade que a construção civil tem sido a locomotiva do crescimento do país nos últimos anos. E o que se espera é que neste ano o setor continue nessa condição. Dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que, mais uma vez, o resultado do setor foi superior ao da economia nacional. Em 2010, enquanto o PIB do país cresceu 7,5%, a construção apresentou expansão de 11,6%. Em 2011, a economia nacional cresceu 2,7% e a construção 3,6%. Nesse mesmo ano, o PIB de Minas Gerais também cresceu 2,7%, enquanto a construção mineira teve incremento de 5,6%.

O menor ritmo de contratações do programa Minha casa, minha vida e a redução dos investimentos certamente contribuíram para os números mais modestos no setor em 2011. Entretanto, também deve ser considerado que o crescimento do ano passado ocorreu em relação a uma base de comparação muito elevada. O resultado de 2010 foi excepcional e configurou-se um marco da recuperação do dinamismo setorial.

Já 2011 caracterizou-se por um processo de acomodação de atividades. Os números mais moderados do último ano, aparentemente sem a exuberância dos observados em 2010, são importantes e estão longe de representar um ambiente de retração de atividades para o setor.

A continuidade da geração de emprego formal é uma demonstração disso. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o estoque de trabalhadores com carteira assinada na construção, em todo o país, cresceu 8,45% em 2011, o que correspondeu à geração de mais de 225 mil novas vagas com carteira de trabalho assinada naquele ano.

Para este ano, as estimativas indicam que a construção deverá continuar registrando importante crescimento em suas atividades (cerca de 5%) e certamente exercerá, mais uma vez, relevante papel no desenvolvimento do país, contribuindo para amenizar os efeitos da crise econômica internacional, gerando emprego e renda na economia.

Alguns dados contribuem para esse otimismo, como, por exemplo, os financiamentos imobiliários concedidos pela Caixa Econômica Federal neste primeiro bimestre, que registraram incremento de 30,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Também os recursos oriundos da caderneta de poupança vêm aumentando vertiginosamente.

Conforme a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o financiamento imobiliário poderá totalizar 11% do PIB nacional em 2014. Segundo o Banco Central, hoje ele corresponde a 5% de tudo que a economia produz. Em janeiro do ano passado, esse número era de 3,7% e em janeiro de 2007 era de 1,5%.

Do lado do empresário, outro dado revela a expectativa positiva para os próximos meses. Apesar de o Índice de Confiança da Construção (ICST) ter caído 8,4% no trimestre finalizado em fevereiro deste ano, frente ao mesmo período de 2011, ele se manteve sempre no campo positivo, acima dos 100 pontos. Ou seja, ficou em 128,9% em fevereiro. E, conforme o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas, esse índice vem mantendo uma evolução positiva desde dezembro, por causa da recuperação do investimento em infraestrutura, das contratações da segunda fase do Minha casa, minha vida e do arrefecimento da crise no cenário internacional.

Essas sinalizações positivas se somam a outros programas do governo que apontam para um contínuo incentivo ao setor, como por exemplo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção até o fim deste ano, e às obras necessárias para os eventos esportivos internacionais que aportarão por aqui, entre outros.

Como se vê, temos esperança de que fatores externos não minarão a confiança do setor na sua prosperidade, mesmo que os resultados conjunturais da economia venham se mostrando menores do que o esperado. Afinal, o país ainda tem muito a ser construído e, sabemos, está no rumo certo para o enfrentamento das dificuldades.

Tags: civil

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