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A realidade do mercado imobiliário

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O planejamento de atividades é essencial para o futuro de qualquer empresa. O ideal é que ele seja usado sempre, pois é ele que define as estratégias e os passos a seguir em busca do sucesso. Até mesmo nos momentos de crescimento, os dirigentes devem ter a consciência de que devem seguir suas diretrizes. Obviamente, se adaptando aos imprevistos que surgirem no caminho.

E é isso o que algumas empresas da construção civil brasileiras estão fazendo, como tem sido noticiado pela imprensa. Isto é, adaptando sua realidade individual à realidade do mercado. Cada uma com os instrumentos que lhe são viáveis.

E qual é a atual realidade do mercado? A de acomodação, depois de grande expansão, em busca de um crescimento sustentável. Explicando melhor: o setor, que ficou décadas estagnado, vem experimentando um novo patamar de crescimento, gerando cada vez mais emprego e contribuindo cada vez mais para o desenvolvimento do país.

Para se ter ideia desse novo cenário, a construção nacional cresceu a uma taxa média anual de cerca de 5% no período de 2004 a 2011. Para verificar a importância desse resultado, basta lembrar que nos oito anos imediatamente anteriores (1996-2003) essa média correspondeu a um inacreditável 0,48%. Resultado difícil de ser compreendido para um setor que, em sua essência, proporciona impulso para o desenvolvimento de qualquer economia, em especial para as emergentes como o Brasil.

Especificamente em 2011, o setor cresceu 3,6% no país, de acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número é inferior ao resultado alcançado em 2010, quando a construção cresceu 11,6%, a maior alta dos últimos 24 anos.

O menor crescimento no último ano era aguardado, em função da elevada base de comparação e do próprio cenário econômico nacional, menos dinâmico do que no ano anterior. O resultado de 2010 foi excepcional e configurou-se em um marco da recuperação do dinamismo setorial. Assim, o resultado de 2011 representou um avanço sobre uma base elevada, o que é, naturalmente, positivo.

Minas Gerais apresenta números melhores do que os nacionais. O PIB setorial, conforme a Fundação João Pinheiro, cresceu 5,6% no ano passado. O resultado ficou acima do registrado pela economia mineira, que teve expansão de 2,7% (o mesmo incremento observado pelo país) e foi o melhor desempenho no segmento industrial.

Outro indicador que legitima o bom momento da construção civil e as perspectivas positivas do mesmo é o emprego formal. Afinal, se há emprego, há produção. E se há produção é porque existe mercado. Vamos aos números que foram divulgados na semana que passou pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED): no primeiro trimestre de 2012, foram geradas 442.608 novas vagas de trabalho em toda a economia nacional. Desse total, 27,71% são empregos formais da construção civil, o que corresponde a 122.662 vagas. Em Minas Gerais, o total de vagas foi de 64.824, sendo que 30,63% foram no setor, ou seja, 19.856 novas vagas com carteiras de trabalho assinadas na construção. E na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no mesmo período, foram criadas 11.652 novas vagas no setor, o que corresponde a 48,18% do total de 24.182 vagas formais.

Especificamente na capital mineira, os números mais atuais da Fundação Ipead/UFMG, apurados com cerca de 100 construtoras, mostram que em fevereiro foram vendidos 575 novos apartamentos, contra 218 em janeiro. Essa alta deve ser avaliada como significativa, uma vez que fevereiro é mês de carnaval e tem menos dias úteis.

Todos esses números atestam que o setor caminha, de forma sólida, para seu desenvolvimento sustentado. Isto é, passou a euforia e ficou o equilíbrio. Assim, as perspectivas continuam positivas e, caso confirmadas, certamente contribuirão muito para o maior crescimento socioeconômico do Brasil.

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