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Passo a passo de um projeto paisagístico Investir em um plano inicial para criar jardins é atitude inteligente, com resultado satisfatório

Juliana Aguiar - Especial para o Lugar Certo

Publicação: 08/05/2009 18:30 Atualização:

 (Trópica Paisagismo/Divulgação)
Existem no mercado vários tipos de projetos, como, por exemplo, os com finalidades arquitetônicas, elétricas, sociais, de pesquisa, culturais ou educacionais. Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa On-line, a palavra projeto (ou projecto) quer dizer "plano geral de uma obra".

Em várias profissões, antes de se executar qualquer coisa, o essencial é elaborar um projeto, pois ele conterá todas as informações necessárias para a realização de um trabalho. No paisagismo não é diferente. O projeto é concebido de forma a atender todas as expectativas do cliente.

Para obter tais resultados, é preciso haver, durante os encontros, uma sintonia entre o paisagista e o cliente. Assim, o profissional passará a compreender todos os seus gostos, costumes, rotina, e o que realmente ele espera de um jardim. A partir daí, os dados são analisados e o seu perfil é traçado.

Há clientes que gostam de cores, volume de plantas, vasos, plantas sem flores e, para cada gosto, existe um perfil. Homens costumam preferir um jardim mais limpo, muita grama e algumas espécies de porte alto. Já as mulheres apreciam mais as cores, flores e vasos, mas sempre encontramos particularidades.

Traçado o perfil do cliente, temos que levar em consideração todas as características da área do jardim. Analisar o estilo arquitetônico, os tipos de solo, o clima predominante, a exposição ao sol/sombra, a disponibilidade hídrica, a topografia e presença de crianças ou animais domésticos. Definindo isso, podemos apontar a vegetação mais adequada para o lugar.

O desenho do novo espaço começa a partir da criatividade e do conhecimento do paisagista, e será criado de acordo com os itens já analisados.

O paisagista pode optar por fazer um jardim com formas orgânicas ou simétricas, brincando assim com formas, volumes e composições das vegetações, mas sempre preocupado com a harmonia resultante. O profissional também pode brincar com as cores, elaborando um jardim monocromático, no qual as flores terão a mesma cor em tons diferentes, ou um policromático, com várias cores. Novamente, tudo isso lançando mão da sensibilidade e do conhecimento para que o ambiente não fique sem harmonia. Para valorizar o jardim, podem fazer parte do projeto fontes, pérgolas, redários, pomares, cascatas, além de mobiliários para áreas externas que proporcionam agradáveis ambientes.

Depois que a forma do jardim está definida, o próximo passo é a escolha das espécies. Mais uma vez, tudo baseado na entrevista com o cliente e a análise do profissional. Estas escolhas fazem parte de um processo que exige muito estudo e conhecimento acerca das plantas.

Em seguida, é elaborado um anteprojeto, a ser apresentado para o cliente. De posse deste trabalho, ele passa a ter uma noção de como ficará o seu jardim. O paisagista explica com quais conceitos trabalhou e o porquê de cada espécie, o seu posicionamento e o seu porte. E o cliente se posiciona quanto às ideias. Neste momento, ele também poderá ter a noção de quanto custará a execução deste jardim.

Tudo aprovado, o paisagista se dedica ao projeto executivo, no qual detalha cada procedimento: tamanho das covas para cada espécie, quantidade e tipo de adubo para cada cova, porte e quantidade da vegetação, cuidados no transporte, espaçamento entre as plantas e cuidados no preparo do solo. Um fator que muitos definem como essencial é conhecer com precisão os gastos e o custo final da obra.

Durante todo este processo, o paisagista trabalha em parceria com profissionais nas áreas de iluminação e irrigação, que realizam os projetos atendendo aos efeitos sugeridos por ele.

É muito importante deixar claro que, por se tratar de um projeto, ele pode ser executado em partes. Se depois de contratar um paisagista para fazer um projeto, o cliente chegar à conclusão que os custos ficarão além de suas expectativas, ele pode optar em realizá-lo parcialmente. A fachada da casa costuma ser prioridade, então ela pode ser trabalhada primeiro e, após algum tempo, o restante do jardim. Vale lembrar que os valores podem ser reajustados variando-se, por exemplo, o porte das plantas ou a quantidade das mudas. Somente com um projeto completo é possível fornecer estes dados.

Como se vê, é grande a importância de um projeto paisagístico. Não basta simplesmente comprar algumas espécies e plantá-las. É assim que muitas pessoas, por desconhecimento, gastam muito dinheiro, já que acabam tendo que trocar as plantas a cada mês. É preferível gastar um pouco mais no projeto para não ter despesas futuras desnecessárias. Com um projeto bem elaborado, o único gasto previsto é com a manutenção do jardim.

Conclusão: investir em um projeto é uma atitude inteligente com resultado satisfatório.

* Juliana Aguiar é paisagista da Trópica Paisagismo (conheça o site). Dúvidas e sugestões para esta coluna podem ser enviadas para contato@tropicapaisagismo.com.br

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