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Revestimentos naturais são tendência em arquitetura e decoração Materiais produzidos em processos sustentáveis são ideais para acabamento de paredes e mobiliário

Publicação: 07/10/2007 15:00 Atualização:

"A madeira recebe um tratamento com verniz à base de água e torna-se impermeável" - Gabriela Campolina, gerente
As madeiras de reflorestamento ganham cada vez mais espaço na arquitetura e decoração. Extraídas e tratadas em processos sustentáveis, que não degradam a natureza, as peças de pinus, eucalipto e teka são ideais para o revestimento de parede e móveis, além de confecção de bancadas, ripados de varanda, adornos e painéis. “Elas substituem as madeiras nobres, que hoje são obtidas em demolições, e apresentam ótimo efeito estético, qualidade e durabilidade”, garante Gabriela Campolina, gerente da CWT Design, que comercializa o produto em Belo Horizonte.

Segundo ela, outra vantagem das madeiras de reflorestamento é que as peças são vendidas no formato desejado pelo cliente, sendo possível, em casos como o do eucalipto, tonalizá-las de maneira customizada. Os preços, diz Gabriela, são mais baixos do que os das madeiras tradicionais, e variam de R$ 150 a R$ 250 o metro quadrado.

As peças podem ser aplicadas também em áreas externas, como pisos de deck, pérgulas e ripados de parede, sem risco de deterioração das estruturas. “A madeira recebe um tratamento com verniz à base de água e torna-se impermeável”, explica a gerente.

CORTIÇA E FIBRAS NATURAIS
Além das madeiras, a CWT trabalha com cortiça e fibras naturais, que também podem substituir nas paredes os revestimentos tradicionais ou ainda serem usadas para o acabamento de mobiliário.

A cortiça é extraída da casca do sobreiro, uma árvore de origem portuguesa. Como revestimento de parede, ela confere ao ambiente conforto térmico e acústico. “É muito usada em adegas, home-theater, salas e também na confecção de painéis decorativos”, diz Gabriela. No mercado, a cortiça é encontrada em várias tonalidades, com preços que variam de R$ 60 a R$ 100 o metro quadrado.

Já as fibras de bananeira, junco, sisal, palmeira, bambu, coco e taboa são trabalhadas artesanalmente por artistas do interior de Minas e do Recife. Elas podem ser aplicadas como revestimento de parede, na confecção de persianas e de painéis. “São resistentes ao sol, mas não à chuva”, alerta a gerente da CWT, lembrando que o preço do metro quadrado varia de R$ 50 a R$ 90.

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