Estado de Minas
  • RSS RSS
  • Você está em
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Soluções alternativas na mostra

Publicação: 24/08/2008 06:00 Atualização:

A evolução tecnológica da indústria garante que, a cada dia, novos produtos ecologicamente corretos sejam lançados no mercado e, com a orientação de um profissional competente, é possível aplicá-los com eficiência na construção ou reforma de um imóvel sem a elevação significativa dos custos da obra. A criatividade também ajuda para que o orçamento se mantenha equilibrado, com o uso alternativo de materiais convencionais e a restauração de revestimentos danificados.

No ambiente Varanda gourmet, a dupla formada pela designer de interiores Jaqueline Rubinich e pela arquiteta Patrícia Pretti criou um deck feito com um produto cimentício que se assemelha, na cor e na textura, à madeira de demolição. “É um piso durável que, ao contrário da madeira, não sofre com calor ou chuva; portanto, não demanda manutenção”, diz Jaqueline, que aponta como outras vantagens do revestimento a padronagem, em cinco tonalidades, e o preço, cerca de R$ 190, compatível com produtos convencionais de qualidade.

No restante do piso da varanda as profissionais optaram por manter e restaurar o piso original do ambiente, um marmorite. “Tratamos as trincas com uma estucagem, depois limpamos a superfície com um ácido e ainda aplicamos um impermeabilizante acrílico”, explica Patrícia, ao garantir que a restauração do piso teve um custo inferior ao que seria demandado por uma troca do revestimento. A restauração do piso, de tacos de peroba-do-campo, também foi a opção de Ednei Aquino para o Escritório. A designer recuperou os tacos com a aplicação de um produto semelhante ao sinteco, mas com a vantagem de permitir retoques pontuais em áreas que, porventura, sejam danificadas.

Já a designer de interiores Valéria Alves usou no piso do ambiente Quarto do filho um revestimento de PVC, material 100% reciclável, flexível e com bom efeito estético, acústico e térmico. “Como o piso de PVC é flexível, não precisei usar rodapés. Subi com o revestimento na parede. No vão formado entre os dois, coloquei lâmpadas fluorescentes comuns para compor uma iluminação diferenciada”, diz, ao explicar que furos feitos nas beiradas do piso, junto à parede, permitem a passagem da luz, proveniente das lâmpadas embutidas. “Cobri cada furo com um cristal, desses usados em bijuterias e luminárias, o que proporcionou um belo efeito decorativo ao conjunto”, destaca.

Nas paredes da Sala de Degustação, Fátima Gonçalves aplicou uma pintura trabalhada artisticamente, com efeito semelhante ao do papel de parede. “O resultado ficou excelente e fiz isso para mostrar às pessoas que existe a possibilidade de trocar produtos com processos produtivos impactantes por outros artesanais, sem perder em qualidade ou custo”, afirma.

A Biblioteca criada pelas designers Ana Karina Massura, Ana Paula Chaves e Klazina Norden tem como destaque uma estante, em uma das paredes laterais do ambiente, feita em gesso, com nichos circulares, e revestida com papel de parede e pastilhas de vidro. Ana Paula explica que a estante foi produzida com três placas de drywall, moldadas por um gesseiro a partir do desenho criado pelas profissionais. Depois de pronta, foi toda revestida com um papel de parede importado, com exceção dos nichos, que receberam a aplicação de pastilhas de vidro.

Mesmo com o uso de materiais nobres como o papel importado e as pastilhas de vidro, o preço final da estante ficou bem abaixo do custo médio das estantes de madeira vendidas em lojas. “Tudo ficou em cerca de R$ 3 mil, enquanto na pesquisa que fizemos em lojas o preço de uma estante de madeira laqueada e de boa qualidade era R$ 7 mil”, assegura.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro, Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »