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Beleza valorizada sem complicação Arquitetos e paisagistas recomendam elaboração de projetos para múltiplo uso dentro do imóvel para ter espaços que sejam bonitos e floridos sem perda de área utilizável

Publicação: 13/04/2009 17:00 Atualização:

Para a designer de interiores Thaysa Dutra Godoy e a arquiteta Mariana Borges Vieira, o pergulado tem presença marcante  (Gladyston Rodrigues/AO CUBO Filmes)
Para a designer de interiores Thaysa Dutra Godoy e a arquiteta Mariana Borges Vieira, o pergulado tem presença marcante
A arquiteta Mariana Borges considera os jardins pergulados uma demonstração clara de que os projetos de construção mais bonitos não precisam ser, obrigatoriamente, os mais modernos e ambiciosos. "O pergulado é uma dessas particularidades que permitem, a partir de traços simples, criar uma arquitetura de presença marcante". Com a designer de interiores Thaysa Dutra Godoy, Mariana executou recentemente o projeto para um cliente que desejava criar um ambiente o mais agradável possível. "Um dos desafios apresentados pelo cliente era incluir no espaço os vasos de flores, mimos da matriarca da família. As peças deveriam receber um lugar de destaque, sem exigir grande trabalho para a manutenção", conta Thaysa.

Da solicitação surgiu um pergulado com múltiplas funções. A estrutura foi feita de ferro galvanizado para dar um ar mais rústico ao ambiente. A pérgula foi associada às chapas de policarbonato refletivo prata para garantir o conforto térmico. Ripas de madeira formaram treliças para pendurar pequenos vasos de cerâmica, que foram apoiados em ganchos de alumínio. A preocupação das profissionais era dar ao ambiente um ar despojado e confortável, facilitando a manutenção do jardim pelos moradores.

Para a execução do pergulado e do ripamento em madeira foram contratadas empresas especializadas nos serviços que, entre o pedido e a montagem no local, demoraram em média 30 dias. O investimento total no jardim foi de R$ 8,5 mil. "Conseguimos criar um espaço indicado para pequenos ambientes internos, onde o verde e as cores das flores têm papel principal", explica Mariana Borges.

PLANEJADO

Para ter jardim com pérgula é preciso bom projeto e também cuidados especiais na hora da execução da obra. O bambu, segundo a paisagista Rozália Magna, demanda bom impermeabilizante para que fique exposto ao sol e à chuva sem rachar ou apodrecer. A madeira deve ser bem imunizada. "Cada um tem liberdade para escolher o modelo, que pode ir do eucalipto tratado a dormente ou madeira de demolição". Para pérgulas de concreto, a dica é garantir uma estrutura bem-feita.

Rozália ressalta que as pérgulas são estruturas mais bem elaboradas que simples caramanchões e, para sustentar trepadeiras e criar um novo espaço na construção, incluem treliças de madeira e ferro que separam um ambiente do outro. "O uso do caramanchão no jardim com pérgula também ajuda a fazer a passagem de um espaço para outro".

Escolha da vegetação Na hora de comprar as plantas pendentes que serão usadas na pérgula, a dica da paisagista Rozália Magna é usar espécies que se adaptam ao clima das montanhas, como chifre-de-veado, rypsalis e até mesmo samambaias. "Desde a última Casa Cor, essas plantas deixaram de ser sinônimo de brega e reconquistaram o que há muito tempo tinham perdido nos projetos de paisagismo. O resultado pode ser muito interessante".

As trepadeiras, que garantem grande parte da beleza e conforto do jardim, devem ser selecionadas pela aparência, duração das floradas, ritmo de cobertura e facilidade na manutenção, mas, também, pela adaptação ao clima da região onde está o imóvel. Rozália destaca que o maracujá é recomendável porque dá belas flores e também frutos, enquanto a uva tem a seu favor a adaptação a regiões mais frias.

A trepadeira favorita de muitos paisagistas, no entanto, tem sido a jade, uma planta de flores exóticas verde-esmeralda, que floresce uma vez por ano, mas com abundância e sempre no verão. "Em oito meses, usando um número de mudas proporcional ao tamanho da área, a jade cobre todo o espaço". A espécie tem a vantagem de ter desenvolvimento rápido, especialmente em regiões de clima quente, e cobre dois metros quadrados por ano. A trepadeira glicínia, a favorita do consagrado paisagista Roberto Burle Marx, é, na opinião de Rozália, a mais indicada para regiões de clima frio. A espécie, nativa do Japão e China, tem floração longa e farta.

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