O professor de arquitetura Róccio Rover Rosi Peres destaca que, apesar de ainda estar associada à ideia de desmatamento, a madeira tem ciclo limpo, pois não exige energia para ser produzida, o que a torna menos poluente que o metal, o concreto e o vidro. O ideal, diz ele, é escolher madeira com a certificação do Conselho de Manejo Florestal (FSC), que atesta a exploração sustentável de florestas, respeitando princípios ambientais, econômicos e sociais, como relações trabalhistas transparentes.
Fora a certificação, para a busca por madeiras corretas, Rosi sugere projetos que usem o eucalipto, o pínus e a grevílea, assim como a guanandi, plantada em Santa Catarina, Bahia e São Paulo, e paricá, cultivada no Pará. Para quem quer comprar madeira sem peso na consciência, as opções também podem ser garapeira, cambará, angelim-pedra, cedrinho, bacuri, itaúba, piquiarana, roxinho, marupá e curupixa.
Além da busca por outras espécies, a escassez de madeiras nobres leva a novas formas de material, como pisos com madeira reconstituída e até com tábuas de bambu prensado. "Seguindo uma tendência mundial, lâminas de madeiras coladas começam a ser usadas nas construções brasileiras para criar vigas, revestimentos de parede, pilares e portas belíssimas", explica Rosi.
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