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| Exemplo de decoração sofisticada, sem perder a personalidade. Nesse caso, o ambiente foi decorado com móveis nacionais, que imprimem identidade ao espaço |
23 de agosto de 2010 - Existem várias
maneiras de transformar o visual de uma casa utilizando as novidades do
mercado sem deixar a decoração com “cara de revista”. A mudança pode
ser na disposição da mobília, na troca das cores das paredes ou apenas
em um objeto de decoração. Para quem vai decorar um espaço novo, ou
simplesmente renovar o ambiente, a dica é investir nas tendências.
Porém,
para não errar na hora de fazer uma mudança mais radical, seguir dicas
e conhecer macetes pode ser fundamental para deixar os ambientes mais
harmoniosos e aconchegantes. Para a arquiteta e design de interiores,
Ana Maria Arsky, o importante é ter personalidade. Quando o assunto é
tendência, tudo é permitido. “Misturar cores, móveis e texturas sempre
vale a pena, porém existe a dose certa”, comenta.
Revestimentos
De
acordo com o arquiteto e decorador, Hélio Albuquerque, os revestimentos
representam a forte tendência na decoração. “Os revestimentos de
móveis, pisos e tetos sempre trazem novas tecnologias, que atendem as
necessidades do mercado e apresentam, cada vez mais, produtos que não
degradam a natureza”.
Outra novidade é a volta do papel de
parede, o revestimento mais usado na decoração de interiores. “O
retorno está ligado ao desenvolvimento do produto, que agora além de
mais durável e resistente, exibe texturas ressaltadas, que imitam
perfeitamente materiais como o couro, fibras naturais e até madeira”,
afirma Hélio.
Quando o assunto é estilo, muitas pessoas pensam
que só podem adotar um. Para Ana Maria, a ideia é justamente o
contrário. A novidade é a presença do clássico como complemento do
contemporâneo. “Colocar um objeto mais moderno em um espaço mais
tradicional ajuda a quebrar o aspecto antigo, sem perder as
características do ambiente”, diz a arquiteta.
As cores, que são
sempre sinônimos de mudança, também ganham uma nova tendência. Segundo
os arquitetos a ordem é abusar das cores vibrantes. “Os tons mais
neutros podem ficar nas paredes e pisos, já nos móveis, objetos e obras
de arte com cores fortes como, vermelho, laranja e amarelo cítrico,
devem ser usados para destacar o ambiente”, diz Ana Maria. Ela explica
ainda, que outra opção é revestir almofadas com patchwork – trabalhos
manuais feitos com retalhos – em cores vibrantes, para dar mais
descontração à decoração.
Iluminação
A iluminação
também merece destaque. Segundo o arquiteto Hélio Albuquerque, algumas
tendências nunca saem de moda. É o caso dos LEDs (diodos emissores de
luz), que, aliados à tecnologia, ganham espaço no mercado de decoração
e se apresentam mais eficientes e com qualidade. “Um bom projeto
luminotécnico consegue valorizar ambientes e objetos, além de criar
diferentes cenários em um mesmo espaço”, diz.
Para dar sensação
de amplitude a ambientes menores, espelhos são a escolha certa. Vidros,
acrílicos transparentes e objetos incolores iluminam e não carregam a
decoração. “A tendência são espelhos desenhados, ou nas tonalidades em
bronze, fumê e até pretos. Esse tipo de decoração pode ser usado em
qualquer cômodo da casa”, explica Ana Maria.
O destaque especial
está no uso de objetos pessoais que contam a história dos moradores da
casa. “A moda pode apresentar tendências e sugestões, mas é sempre
importante colocar móveis e objetos que lembrem parentes e amigos, como
recordações de viagens, heranças de família, presentes decorativos,
fotografias, para deixar o ambiente mais pessoal e original”, conclui a
arquiteta Ana Maria.
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