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Especialistas dão dicas de como colocar quadros nas paredes com estilo As obras podem parecer simples, mas deixam qualquer ambiente da casa mais bonito e colorido

Júnia Leticia - Estado de Minas

Publicação: 28/05/2012 09:00 Atualização: 28/05/2012 11:24

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


Eles adornam as paredes e transformam a atmosfera dos ambientes. De diversos tamanhos, formas e estilos, os quadros são uma presença marcante na decoração. Da sala à cozinha, passando pelo banheiro, eles podem ser utilizados de várias maneiras. Mas para isso é preciso conhecer suas possibilidades.


Para o designer de interiores da Lider Rafael Cândido, por meio da arte os quadros expressam o conceito do espaço e dão o toque final à decoração. “Para escolhê-los bem, deve-se observar o perfil de cada ambiente. Se é alegre, opte por quadros divertidos e coloridos. Se é neutro, há duas opções: continuar essa escala de cores, escolhendo um quadro também neutro, trazendo charme e sofisticação, ou criar um ponto de destaque, optando por um de cor mais vibrante”, diz.

Eles são bem-vindos também na cozinha. Nesse caso, o melhor é colocar quadros que fazem referência a esse universo. “Para os banheiros e lavabos, o ideal é que sejam menores. Quadros pequenos podem ser observados de perto, característica ideal para esses ambientes que têm tamanho reduzido”, aponta Rafael Cândido.

Ambientes muito coloridos pedem quadros mais neutros. Espaços mais neutros pedem quadros com mais cor - Milene Donato, arquiteta (Eduardo de Almeida/RA studio)
Ambientes muito coloridos pedem quadros mais neutros. Espaços mais neutros pedem quadros com mais cor - Milene Donato, arquiteta


A regra vale também para corredores, que, por fazerem parte da área íntima da casa, aceitam bem fotos de família. “Quartos, geralmente, têm fotos do casal e/ou da família. Além de escritórios, em que às vezes se quer esquecer dos problemas olhando para as pessoas que trazem felicidade”, observa o designer.

De acordo com a arquiteta Daniela Lauar, a compra de peças como essas é uma escolha muito pessoal e deve ser uma fonte de bem-estar para os moradores da casa. “Portanto, não existem regras para se adquirir um quadro. Acredito no equilíbrio da composição, mas é preciso estudar bem a proporção e a harmonia da peça inserida no contexto. Se o cliente pode investir em boas obras de arte, tente adequar a peça ao estilo da decoração.”

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


Para quem optar por uma decoração clássica, a sugestão da arquiteta são os quadros com temas de paisagem ou figurativos, com molduras mais trabalhadas. “Se a decoração for moderna, telas sem molduras, com formas abstratas, texturas e uso de cores podem tornar o espaço mais estimulante”, diz Daniela.

VANTAGENS
Mas, infelizmente, nem sempre é possível investir em obras de arte, como reconhece a arquiteta. “Se o orçamento para esse item for pequeno, o ideal é investir em fotos, ilustrações, gravuras, aquarelas ou mesmo algum objeto emoldurado que combine com o estilo do ambiente e do morador”, sugere.

Obras de arte ou não, a sofisticação possibilitada pelos quadros é uma das vantagens de empregá-los na decoração. Segundo a arquiteta Milene Donato, eles são peças de peso nos espaços. “Podemos utilizá-los em qualquer tipo de ambiente: salas, quartos, banheiros, halls, corredores, escritórios, entre outros.”

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


Milene indica o uso de retratos e quadros com temas religiosos em áreas mais íntimas. Os que fazem referência a paisagens e os abstratos podem ser utilizados em qualquer ambiente, enquanto os com temas infantis devem ficar reservados a quartos de crianças. “Motivos relacionados com comida caem bem em copa, cozinhas e espaços gourmets”, acrescenta.

Para definir o que cai bem em cada ambiente, Daniela diz que tudo depende da intenção e de qual o resultado pretendido. “Você pode optar por temas como imagens de uma determinada cidade para fazer uma composição. Se a intenção é dar um ar mais despojado e descontraído, há várias possibilidades. A mistura de estilo e cores é permitida e tudo se torna uma grande brincadeira.”

Na área íntima, como o quarto de casal, a indicação de Daniela é usar fotos da família ou quadros com motivos mais leves, como flores. “Quadro usado na cozinha pede um cuidado especial. Evite pinturas a óleo, que podem sofrer danos com a gordura da comida. É melhor optar por gravuras protegidas por vidro ou adesivos. O mesmo cuidado deve ser aplicado se o quadro for utilizado em banheiro com vapor e muita umidade”, ensina a arquiteta.


 (Eduardo de Almeida/RA studio)



EQUILÍBRIO É ESSENCIAL
Antes de decidir pela peça é preciso analisar o ambiente para que a decoração fique em harmonia


Escolher o quadro ideal não é tarefa tão fácil quanto parece. Isso porque as peças devem estar em harmonia com o todo, como ensina o designer de interiores da Lider Rafael Cândido. “Eles devem ser uma extensão da proposta do ambiente. Na cozinha, por exemplo, é interessante ter temas ligados à comida ou cores que incitem o apetite (isso se você não estiver de dieta!)”, ressalva.

Além do tema, Rafael diz que é interessante observar o material utilizado, pois ambientes específicos pedem quadros com características específicas. “Continuando no exemplo da cozinha, quadros emoldurados e protegidos por vidros são ideais por serem fáceis de limpar. As telas, por exemplo, ficam engorduradas e correm o risco de estragar.”

Com relação às cores, o designer conta que elas podem ser usadas de diversas maneiras. No caso de um ambiente neutro demais, um quadro colorido faz toda a diferença, “trazendo vida, sem deixá-lo exagerado. Se a intenção é fazer um ambiente despojado e alegre, cores vivas, fotografias inusitadas e gravuras cumprem bem essa tarefa. Já cores neutras no quadro geralmente deixam o ambiente sério e sofisticado”, diz Rafael.

Para Daniela Lauar, não importa se forem pinturas, fotografias ou gravuras contanto que case com o jeito de ser dos moradores (Eduardo de Almeida/RA studio)
Para Daniela Lauar, não importa se forem pinturas, fotografias ou gravuras contanto que case com o jeito de ser dos moradores


O segredo é utilizar a regra dos opostos para obter equilíbrio, como confirma a arquiteta Milene Donato. “Ambientes muito coloridos pedem quadros mais neutros. Espaços mais neutros pedem quadros com mais cor. E quando vamos colocá-los sobre paredes já com aplicação de papel, lançamos mão dessa mesma regra.”

Escolhidos os temas e as cores, é preciso decidir como colocar as peças, tarefa que não é tão fácil quanto pode se pensar. Segundo Milene Donato, “colocar um quadro na parede parece ser uma coisa bastante simples de se fazer. Mas, para que todos o admirem com naturalidade, deve-se seguir uma dica básica: que ele esteja centralizado na altura dos olhos de uma pessoa com estatura mediana”, indica a arquiteta.

Daniela reconhece que dispor um quadro é uma tarefa que gera dúvidas. Mas para realizá-la não há regras. É preciso usar o bom senso. “A sugestão é sempre respeitar a proporção entre o quadro, a parede e o móvel acima do qual ele for colocado, pois se o móvel for muito grande e o quadro pequeno o efeito será negativo, dando um vazio.”

O designer de interiores da Líder Rafael Cândido diz que  assimetria  é uma tendência, mas tudo depende do gosto pessoal (Eduardo de Almeida/RA studio)
O designer de interiores da Líder Rafael Cândido diz que assimetria é uma tendência, mas tudo depende do gosto pessoal


O mesmo pode ocorrer com ambientes pequenos, se neles for colocada uma quantidade grande de quadros e objetos. O resultado é a poluição visual. “Se você for fazer uma composição – seja em sequência, alinhados, formando uma grande tela ou sem nenhum critério de distribuição –, o ideal é dispor todos os elementos no chão, próximos à parede, e tentar todas as possibilidades. Ou fazer um molde em papel com o tamanho de cada peça e dispor na parede com a ajuda de uma fita adesiva”, ensina Daniela.

Para estipular o número de quadros que vão ficar na parede, é preciso considerar a ideia que se quer passar no ambiente, segundo Rafael. “Se a intenção é fazer um ambiente over – bem carregado visualmente, com muita informação – devem ser usados muitos quadros, quase em toda a parede escolhida. Caso o objetivo seja o contrário, um ambiente bem leve, de um a dois quadros maiores são suficientes. Também há a opção de apenas um quadro no ambiente, para ser o ponto de destaque.”

FORA DO PADRÃO Segundo Daniela, a centralização do quadro não é uma regra. A disposição vai depender da quantidade a ser pendurada, o tamanho da peça e se a intenção é que ela seja o ponto focal ou faça parte de um conjunto. “No caso de um único quadro, leve em consideração o tamanho do móvel principal (sofá, mesa de jantar ou aparador) como ponto de referência para centralizá-lo. Mas nunca se esqueça de analisar as proporções. A dica é planejar e testar a composição desejada antes de furar a parede.”

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


Para deixar o ambiente com uma identidade, a arquiteta sugere a mistura de estilos, tamanhos, motivos, cores e formas diferentes, que podem conferir graça e dinamismo. “Fazer composições assimétricas e aleatórias é uma boa maneira de se conseguir isso. Também pode ter um ponto de referência, alinhando pela borda superior ou inferior”, diz Daniela.

Se os quadros forem dispostos em sequências horizontais ou verticais, o mais apropriado é dar um espaçamento entre 8cm e 10cm entre eles, como indica Daniela. “As paredes livres de mobiliário são ideais para fazer essas composições com vários quadros, estimulando a curiosidade. Se a quantidade de peças a ser colocada for grande, comece com uma distância de 40cm do piso.”

Para fazer uma composição interessante, Rafael sugere que todos os quadros sejam colocados juntos no chão e, a partir daí, a imaginação seja utilizada para criar formas. “Quando chegar à mais interessante, fixe um a um, para não perder a composição. Uma outra técnica é criar as formas dos quadros na parede com fita crepe e organizar da maneira mais harmônica.”

Com relação à forma mais utilizada de composição, o designer conta que a assimetria é uma tendência. Mas tudo depende do gosto pessoal. “Isso traz um ar contemporâneo para o ambiente. Porém, uma regra não pode ser esquecida: o quadro deve ficar na altura do olhar. Se forem muitos, formando uma composição, o centro dela deve ficar na altura do olhar. Em relação a um sofá ou bufê, por exemplo, o quadro deve ficar no máximo a 25cm de altura”, diz Rafael.

POSSIBILIDADES
As diversas possibilidades de uso dos quadros são apontadas por Milene. “Eles podem ser utilizados sozinhos ou não. Além de pendurados nas paredes, podem ficar apoiados no chão ou sobre um aparador. O tamanho do quadro a ser usado entra numa questão de proporção e está diretamente relacionado com o tamanho da parede e/ou a altura do móvel sobre o qual será colocado.”

“Podemos colocá-los em mais de uma parede de um ambiente. Quando eles são de tamanhos e alturas diferentes, podemos alinhá-los por cima ou por baixo, pois esse alinhamento traz harmonia à composição. A centralização deles não é obrigatória. Não há regra, e sim harmonia e bom senso aliados ao bom gosto.”

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


CERCADOS POR ARTE

Para valorizar ainda mais os quadros, é necessário ter atenção em relação à moldura que será utilizada. De vários estilos, elas são muito importantes para a valorização – ou não – da peça. Para Milene Donato, pode-se usar moldura em qualquer tipo de quadro, desde que elas não chamem mais atenção. “É importante adequar o estilo da moldura ao do quadro. No caso de se usar vidro, pode ser o comum ou o antirreflexo”, indica.

Em ambientes com papel de parede, onde é delicada a combinação com os adornos, o conselho de Daniela é usar uma moldura discreta – branca, de preferência – para deixar harmônica a sobreposição. “Mas não aconselho o uso de quadros em papel muito desenhado. Você acaba perdendo o foco dos dois”, ressalva.

Eles também podem ser valorizados com o uso de uma iluminação adequada. Esse recurso deve ser empregado sempre que se quiser dar destaque à peça, como observa Rafael. “A iluminação direta é a mais utilizada, mas deve-se tomar cuidado com o tipo de lâmpada. Geralmente, dicroicas precisam de um filtro, pois podem queimar a obra de arte. Opte por lâmpadas de LED, que não danificam a peça e consomem muito menos energia.”

FIXAÇÃO Outro importante cuidado para não estragar os quadros é a forma de fixação, que deve ser segura para evitar quedas. Nesse caso, podem ser usados pregos ou parafusos, como indica Rafael. “Há também pequenos ganchos adesivos para quem não quer trabalho nem buracos na parede. Porém, deve ser observado o peso do quadro quando se escolher esse sistema.”

Segundo Daniela, para a fixação de um quadro, uma boa solução é o uso de ganchos. “Mas não se esqueça de conferir a diferença de altura que pode haver antes de furar a parede. Outra solução é o uso de suporte adesivos, recomendado para quadros bem leves, evitando que as paredes sejam perfuradas.”

Dicas para instalação cor reta de quadros

» Análise
Estude o ambiente (estilo, proporção) para saber qual será a melhor peça a se utilizar no espaço.

» Formato
Se quiser dar a impressão de que o quadro é maior, utilize uma moldura côncava.

» Cautela
Cuidado para que a moldura para não chame mais atenção do que o próprio quadro.

» Umidade
Não se esqueça de verificar se há infiltrações e umidade na parede, e se possível, aplique uma proteção por trás do quadro (plástico, isopor ou cortiça).

» Intempéries
Evite colocar a tela sobre paredes onde o sol incida diretamente, para que não desbote.

» Pintura
Para não estragar a pintura da parede com a furadeira, cole uma fita crepe no local do furo.

» Sofisticação
A opção de gravuras ou fotos com passe-partout (a tela mais larga que separa a gravura da moldura) deixa o quadro mais sofisticado.

» Vidro
Quando o quadro tiver vidro, faça a opção pelo antirreflexo, para evitar ofuscamento.

» Sintonia
Procure adequar o estilo do quadro ao estilo da moldura.

 (Eduardo de Almeida/RA studio)

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