Pisos e revestimentos

Escolher o piso não é só questão estética; veja dicas

Considerar o uso e tamanho dos espaços, por exemplo, é essencial para compor bem o ambiente

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postado em 24/04/2017 14:36 / atualizado em 26/04/2017 18:22 Estado de Minas
Produzido com uma mistura de argila e minerais, o porcelanato garante durabilidade e uniformidade ao espaço - Pequenas reformas/Divulgação Produzido com uma mistura de argila e minerais, o porcelanato garante durabilidade e uniformidade ao espaço

Em questão de mercado, o setor de pisos e revestimentos cerâmicos vai devagar, mas em frente: o crescimento no mercado para o tipo de produto é previsto em 9,59% no período de 2016 a 2020, de acordo com levantamento internacional divulgado pela canadense Research Moz. E quem vai liderar o crescimento serão a China, o Brasil e a Índia. Ainda segundo o estudo, a área residencial é a principal responsável pela porcentagem, indicativo de que decoração e reformas estão nos planos de muita gente para até daqui a três anos.

Porcelanatos, cerâmicas, pastilhas, laminados e vinílicos... O mercado de pisos e revestimentos oferece uma gama completa de estilos, cores, matérias-primas e acabamentos. Diante de uma variedade elevada de opções, qual seria a melhor para cada ambiente? Antes de escolher o piso para um determinado ambiente ou para a casa toda, devem ser considerados vários aspectos, como o conceito, o estilo da decoração, as medidas do ambiente e também o uso de cada espaço. “Como existem diversos formatos disponíveis, devem ser escolhidos aqueles que sejam proporcionais ao tamanho da área da instalação: para ambientes pequenos, é recomendado usar formatos menores. Já em ambientes grandes, é possível usar peças maiores”, comenta Sabrina Campos, arquiteta da Telhanorte Conceito.

O primeiro passo é saber o tamanho da área a ser coberta. Sabendo a área total, é possível especificar a quantidade de piso necessária. Anderson Almeida, também arquiteto da Telhanorte, aconselha: “Lembre-se de comprar 10% mais que o necessário para possível substituição no futuro. Ainda que a peça se mantenha em produção pelo fabricante, a tonalidade pode mudar. Por isso, é sempre bom ter uma reserva”.

Peças em cerâmica são altamente resistentes, com possibilidade de aplicação em todos os cômodos da casa - GZT/Divulgação Peças em cerâmica são altamente resistentes, com possibilidade de aplicação em todos os cômodos da casa

Em seguida, é preciso escolher o modelo. Mas é exatamente nesse momento que surgem mais dúvidas. Porcelanato ou cerâmica? Vinílico ou laminado? E as pastilhas, quando usá-las? É preciso conhecer as características de cada um para tomar a melhor decisão.

Veja algumas indicações abaixo:

Porcelanato: Versátil, tem uma infinidade de tipos e formatos. Ideal para lugares de alto tráfego e áreas molhadas, pois apresenta alta resistência mecânica e baixíssima absorção de água. Produzido com uma mistura de argila e minerais, garante durabilidade, resistência à abrasão e uniformidade ao ambiente. “Hoje, o mercado já oferece mão de obra especializada e grandes formatos de porcelanato, com indicação de aplicação até mesmo em bancadas, mesas e nichos, possibilitando uma decoração moderna e sofisticada”, diz Almeida.

Cerâmica: Da mesma forma que os porcelanatos, as peças cerâmicas são produzidas somente com argila e são altamente resistentes, com possibilidade de aplicação em todos os ambientes da casa. “No entanto, a instalação desses produtos demanda mão de obra especializada e necessita de tempo maior para a execução da reforma”, explica Sabrina.

Pastilhas: Com multiformatos e diversidade de cores, exercem um efeito inovador na decoração de ambientes. Disponíveis em diversos materiais, como vidro, porcelana, pedra natural, aço inox e madeira, as pastilhas devem compor a decoração como detalhe, revestindo os nichos da parede. A manutenção carece de cuidados especiais, pois são peças mais delicadas.

Laminados: Compostos por lâminas de madeiras em larguras e comprimentos variados, oferecem praticidade e economia. Além de preço acessível, a instalação é prática e limpa, uma vez que as peças são de encaixe e utilizam apenas uma cola específica para assentamento. As peças devem ser evitadas em ambientes com alta exposição solar e nas áreas molhadas da casa, como cozinhas, banheiros e lavanderias, pois o contato com a água pode danificar a superfície.

Piso vinílico: É produzido em PVC flexível e reveste o piso do local em que será instalado. Além disso, tem entre dois e três milímetros de espessura, o que também facilita a instalação, que é rápida e limpa. “O piso vinílico tem surpreendido com sua tecnologia de impressão muito fidedigna à madeira, além da aparência e textura. Com vantagens em comparação ao piso laminado, é naturalmente acústico, sem a necessidade de uma manta específica, além de ser um produto impermeável, ideal para espaços de convívio com crianças e animais”, comenta o arquiteto.

Depois de conhecer os diferenciais de cada tipo de material, é possível escolher a melhor opção, levando em consideração a necessidade do espaço. Com relação aos acabamentos, o ideal é acompanhar o conceito do projeto, “do mais sofisticado ao rústico, os pisos e revestimentos cumprem papel primordial para a composição dos ambientes”, ressalta Sabrina.
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