Para se ter uma idéia da alavancagem no segmento da construção civil em 2006, basta lembrar que alguns números atestam a boa fase: de janeiro a outubro, o faturamento das revendas de materiais de construção cresceu 4,5% em relação ao mesmo período de 2005, de acordo com a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).
Pesquisa realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/MG), Sindicato da Habitação de Minas Gerais (Secovi-MG) e Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas da UFMG (Ipead) mostrou que o mercado mineiro apresentou elevação do volume de transações de 2004 para 2006 (13% de 2004 para 2005, e 18,94% de 2005 para 2006).
O valor médio dos apartamentos transacionados em BH também subiu, passando de R$ 96.542, em 2005, para R$ 109.782, em 2006, representando um aumento de 13,71%. O levantamento foi feito com base nas emissões do Imposto sobre Transações de Bens Imóveis (ITBI) até outubro de 2006. Entretanto, no decorrer de 2006, a pesquisa aponta uma queda no volume de transações de apartamentos e casas (que representam, juntos, 73,50% das transações imobiliárias em BH). O volume de transações de apartamentos, que era de 1.661 unidades em janeiro, caiu para 1.511 em outubro (último mês pesquisado).
Mas a média de negociações no ano ficou em 1.740 negócios (contra a média de 1.659,42 de 2005), o que representa um aumento na média das transações de 4,86%, informa o presidente da CMI/MG e Secovi-MG, Ariano Cavalcanti. No segmento de casas, o ano começou com 411 negócios em janeiro e finalizou outubro com 393 transações, mantendo uma média de 446 negócios por mês.
O valor médio das casas negociadas em outubro foi de R$ 109.159. Já com relação ao segmento de salas e lojas, o aumento de preços foi mais constante. O volume de transações de salas que, em janeiro, era de 128 unidades, passou em outubro (último mês da pesquisa) para 201 unidades (aumento de 57,03%), mantendo uma media de 186 unidades por mês. No tipo lojas, o movimento foi semelhante, mas o aumento de transações foi mais expressivo, de 66 para 111 unidades, representando um aumento de 68,18% no número de transações.
O balanço de 2006, portanto, é positivo. Embora o mercado reconheça que se esperava mais, os números registram melhoras nos segmentos de venda e locação. “O aumento do valor médio das unidades, como apartamentos (que aumentaram 13,71% em relação a 2005), aliado ao aumento no número de transações de 18,94%, comprovam a melhora do mercado”, destaca Cavalcanti. O segmento comercial que registrava uma retração mais acentuada, também reagiu.