O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, diz que o total de recursos investidos no mercado imobiliário em 2006 soma cerca de R$ 40 bilhões. Desse total, R$ 9 bilhões são da caderneta de poupança; R$ 5 bilhões de financiamentos das próprias construtoras e R$ 26 bilhões de recursos da autoconstrução para erguer novas unidades habitacionais.
O cenário positivo também pode ser observado pelo desempenho da Caixa Econômica Federal que, em nove meses, superou o orçamento previsto para financiamento imobiliário para todo o ano de 2006. A Caixa é principal operador do crédito imobiliário no país, responsável por 71% dos valores contratados e por 90% dos imóveis financiados. Além disso, o cumprimento, por parte dos bancos privados, da exigência do Banco Central de aplicar pelo menos 65% dos recursos captados na poupança em habitação está ajudando a impulsionar o setor.
O Bradesco, por exemplo, lançou, recentemente, o crédito imobiliário prefixado com taxa de 13,5% ao ano para financiamento, em 10 anos, de imóveis de até R$ 350 mil. O Santander, desde 2005, oferece financiamento com recursos do próprio banco, por 20 anos, com parcelas fixas para imóveis a partir de R$ 40 mil. E mais: financiamento com prestações fixas, sem TR, faz parte do último conjunto de medidas governamentais para incentivo do setor.
Assim, quem ainda não tem a casa própria pode preparar o espírito e o bolso, cortar despesas com produtos perecíveis, apertar o cinto e adquirir, finalmente, o que os economistas chama de bem durável, ativo fixo ou melhor traduzindo: o seu imóvel.