Estado de Minas
  • RSS RSS
  • Você está em

Construção civil vive momento de entusiasmo Tanto recursos dos bancos privados como da Caixa Econômica Federal vêm sendo amplamente concorridos mês a mês

Publicação: 11/05/2008 15:29 Atualização:

A construção civil mineira, assim como a nacional, vem vivendo um momento de entusiasmo. No estado, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão trazendo um desenvolvimento interessante. Incrementam a atividade construtora em cidades-pólo, além da Região Metropolitana de Belo Horizonte, e, na esteira desse crescimento, são incentivadas outras atividades, uma vez que a construção civil movimenta a geração de emprego e renda, incentivando o consumo e fazendo a economia girar.

Para Minas Gerais, a previsão de investimentos do programa federal é da ordem de R$ 4 bilhões, distribuídos entre recursos públicos e privados em 43 cidades. São principalmente obras de habitação, estradas, saneamento, usinas hidrelétricas, entre outras de infra-estrutura.

Além desse segmento, o mercado imobiliário vem recebendo injeção de ânimo, depois de anos de paradeiro. Somente em Belo Horizonte, a velocidade de vendas (VV) de novos apartamentos – que mede o dinamismo da comercialização de imóveis – passou de 9,93% no primeiro bimestre de 2007 para 19,31% no mesmo período deste ano. De acordo com a Fundação Ipead/UFMG, que calcula esses números, foi a melhor VV registrada desde que o órgão iniciou a pesquisa de mercado na capital em 1994.

Também no mesmo período, as vendas de unidades residenciais deram um salto de 82,28%, passando de 457 para 833 imóveis comercializados, o segundo melhor resultado já registrado num primeiro bimestre desde a implantação do Plano Real. Apenas 1995 foi superior, com 1.214 unidades vendidas em seus dois primeiros meses.

Outro dado que mostra que a construção civil, depois de um longo período de maus bocados, está retomando suas atividades é o volume de financiamentos para o setor. Tanto recursos dos bancos privados como da Caixa Econômica Federal vêm sendo amplamente concorridos mês a mês. Para ter uma idéia desse quadro, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinará neste ano um volume recorde de recursos às áreas de habitação, saneamento e infra-estrutura para todo o país.

Conforme a Caixa, o orçamento do fundo para este ano prevê a aplicação de R$ 14,2 bilhões, distribuídos em R$ 8,3 bilhões para o setor habitacional, R$ 3,9 bilhões para saneamento, R$ 1 bilhão para o Programa de Arrendamento Residencial e R$ 1 bilhão para obras de infra-estrutura dentro do programa Pró-Transporte.

Todos esses números atestam que o momento está excepcional não só para o mercado imobiliário, mas para toda a indústria da construção e para a economia nacional. Afinal, este setor é um dos termômetros do crescimento do país. E a tendência é que o volume de recursos a ser aplicado no setor produtivo cresça ainda mais com a recente conquista do país do grau de investimento seguro, ao alcançar melhor classificação para receber investimentos estrangeiros.

Nem mesmo a recente elevação da taxa de juros (Selic) pelo Banco Central (BC) em meio ponto percentual, para 11,75% ao ano, parece desmotivar os investidores, que têm apostado suas fichas na conjuntura favorável do mercado interno. Porém, se essa tendência de crescimento dos juros se mantiver, é provável que o ponto de interrogação volte a acentuar o ânimo dos empreendedores.

Contudo, nós, do setor da construção, que no estado representamos 5,07% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro e sabendo que a economia vive momentos cíclicos, esperamos que esse momento demore muito a chegar. E que os bons ventos continuem a soprar.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro, Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Compartilhe

| Mais


ofertas em destaque