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Decisão rápida Diante da crise econômica mundial, imobiliárias apostam na objetividade de quem vende e de quem compra para manter mercado aquecido no início do ano e aumentar os lucros

Publicação: 30/12/2008 07:40 Atualização:

Adriana Bordalo, da RKM Engenharia, diz que venda de imóveis aumenta em 10% nesta época do ano (Gladyston Rodrigues/AOCUBO FILMES)
Adriana Bordalo, da RKM Engenharia, diz que venda de imóveis aumenta em 10% nesta época do ano
Elian Guimarães

A vantagem do setor imobiliário nos últimos meses do ano é que as vendas são consolidadas com maior rapidez e firmeza, explica o presidente da rede Net Móveis, José De Filippo, devido ao menor número de pessoas que apenas especulam a disponibilidade do mercado. Com as notícias de uma crise econômica mundial, alguns proprietários oferecem descontos, mas há grande objetividade de quem vende e de quem compra, o que compensou a redução da procura no fim do ano, acredita De Filippo.

O presidente da rede não acredita que essa crise vá afetar tanto o mercado. "Nosso crédito imobiliário não depende de capital estrangeiro e é basicamente financiado pelo Fundo de Garantia e pela caderneta de poupança". Rodrigo Colares, da MRV, disse que a empresa procurou chamara a atenção dos clientes para a redução da taxa de juros, que baixou para 4,5% ao ano. As últimas semanas de dezembro são de oportunidades para o setor, uma vez que o cliente está com o décimo-terceiro no bolso e tem disponibilidade e tempo para pesquisar imóveis.

O desejo de começar o ano em uma casa nova é outro ponto mostrado por Colares para manter o mercado aquecido no fim do ano. "A crise não atinge a MRV, porque nosso público não é suscetível a crises. É uma classe econômica. Estamos melhor que há dois meses, principalmente depois do pacote da Caixa Econômica Federal, que reduziu os juros e 99% dos empreendimentos da MRV são financiados pela CEF".

Segundo o diretor comercial da construtora, até o penúltimo trimestre desse ano, a empresa apresentou um crescimento de 160%. Apesar de todo o crescimento da indústria da construção, ainda estamos longe de suprir o déficit habitacional.

Adriana Bordalo, da RKM Engenharia considera que os números confirmam a excelência do período para o setor. "A venda de imóveis aumenta em torno de 10% nos finais de ano", conclui. Algumas empresas investem também em promoções para os corretores, incentivando as vendas e, conseqüentemente, aumentando os lucros.

Este é o caso da Direcional Engenharia. Segundo a coordenadora de Comunicação e Marketing, Raquel Thomaz, são estabelecidas metas de fim de ano e cada corretor que atingir essa meta participa de sorteio de prêmios. "Em 2008, foram sorteados seis carros. A marca do carro dependeu do empreendimento vendido, podendo ser um Gol, um Honda Fit ou um Honda Civic".

A empresa também não descartou as promoções para atrair novos clientes. Futuros moradores foram presenteados com um cheque-desconto na compra de um apartamento. O valor do cheque variou entre R$ 6 mil a R$ 20 mil, conforme o empreendimento. "Começamos a distribuir esses cheques nas corretoras ainda em novembro e, até 20 de dezembro, todos que compraram um apartamento ganharam o desconto".

A Gran Viver anunciou a oferta de lotes em até 36 vezes fixas durante os meses de novembro e dezembro.

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