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| Natália Alves viu no programa a chance de se livrar do aluguel |
Se de um lado ainda não apareceram interessados na construção da moradia popular na capital, do outro, o número de pretendentes à casa própria se multiplica. Os dois primeiros dias de inscrição no programa Minha casa, minha vida, para as famílias com renda de até R$ 1.395, já contabilizam o cadastro de 80.176 pessoas em Belo Horizonte, entre os feitos por meio do site da prefeitura e em formulários de papel das regionais. As prestações a partir de R$ 50 e o valor máximo de mensalidade de R$ 139 (10%) da faixa de renda é um dos principais atrativos do programa. O fato de o interessado poder estar com o nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) é outra vantagem.
Antes mesmo de a prefeitura abrir as portas para receber os formulários, às 8h de quarta-feira, Natália Francisca Santos Alves já estava na fila, que dobrou o quarteirão no Shopping Caetés, no Centro da capital. Grávida de seis meses do segundo filho e sem trabalho, Natália viu no programa do governo a chance de se livrar do aluguel, de R$ 250. Seu marido é técnico em eletrônica e tem renda mensal de R$ 600. "Ele voltou a trabalhar há um mês e está com o nome pendente. Mas parece que eles não vão olhar isso", diz.
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| Patrícia Cordeiro não sabe se será beneficiada, mas se inscreveu |
A prestação de R$ 50 chamou a atenção da pensionista Maria Joaquina Alves Lino. "Nunca tentei comprar a casa própria antes porque não teria dinheiro para pagar. Agora, com R$ 50 qualquer um consegue", diz. Ela mora com dois filhos de favor no terreno da casa da sogra, no Bairro Betânia, Região Oeste da capital. A manicure Patrícia Cordeiro Neves gasta quase a metade do salário com aluguel. Ela tem três filhos e recebe R$ 380 por mês. O desembolso com aluguel é de R$ 150, em uma casa no Bairro Palmares, Região Nordeste. "Não sei se a região onde moro é considerada área de risco. Mas minhas amigas me orientaram para fazer a inscrição. É o que estou fazendo", diz.
As famílias que moram em áreas de risco, além das que já fazem parte do programa Bolsa-Moradia e do orçamento participativo da habitação, terão prioridade na prefeitura da capital (PBH) durante a seleção de candidatos para moradias de baixa renda.
De 14 deste mês a 21 de junho, a Caixa vai fazer a quinta edição do Feirão Caixa da Casa Própria, em 10 cidades. Em Belo Horizonte, o evento acontece de 15 a 17 deste mês. A Caixa lembra que poderão ser comprados imóveis que se encaixam dentro do programa Minha casa, minha vida, mas ressalta que as inscrições da baixa renda não vão ser feitas no evento.
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