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| De acordo com pesquisa em vários sites de venda de imóveis, este mês, o valor dos apartamentos variava de R$ 150 mil, para dois quartos, a R$ 462 mil, para quatro quartos. Além do fácil acesso e proximidade do Centro, as ruas são asfaltadas e tranquilas |
A urbanização dá área onde ficavam as fazendas Boa Vista e Brejinho começou na década de 1950, quando a industrialização impulsionou o crescimento de BH. Naquela época, os bairros no entorno da área central estavam com a ocupação esgotada e a prefeitura teve de acelerar os loteamentos das regiões mais afastadas do Centro para atender as necessidades de moradia da população.
Segundo o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Bairro Santa Inês, situado na Região Leste, tinha, em 2000, 9.321 habitantes.
Quando o Santa Inês foi criado, os serviços de iluminação, água encanada e esgoto não eram suficientes para atender a população. Moradora do bairro há 40 anos, a contabilista Maria da Conceição Pereira Leite conta que o Santa Inês mudou muito desde que se mudou para o local. "Não havia muitas ruas e pouquíssimas vias eram asfaltadas. Como não havia comércio ou agência bancária, tínhamos de ir ao Centro", lembra.
Com quase 60 anos, o Santa Inês tem uma infraestrutura que, na maioria das vezes, dispensa a saída do bairro. No local há supermercados, escolas, academias de ginástica, agências bancárias e um amplo comércio, o que facilita a vida dos moradores. De fácil acesso, a principal avenida do bairro é a Contagem. O transporte coletivo é feito por seis linhas de ônibus e por duas estações de metrô - a José Cândido da Silveira e a Santa Inês.
As facilidades, somadas às características físicas do bairro, que ainda tem muitas casas e é bastante arborizado, contribuem para que Conceição Leite continue no bairro. "Gosto de morar no Santa Inês. Conheço todo mundo, e meus filhos nasceram e foram criados aqui", acrescenta.
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| "Gosto de morar no Santa Inês. Conheço todo mundo, e meus filhos nasceram e foram criados aqui" - Maria da Conceição Pereira Leite, moradora há 40 anos |
MERCADO IMOBILIÁRIO Segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário de Belo Horizonte, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG), o Bairro Santa Inês se classifica como médio. Os chefes de família têm renda média entre cinco e oito salários mínimos.
De acordo com a pesquisa, de março deste ano, os valores médios de aluguel na região são de R$ 564,29 para casa de dois quartos e R$ 591,67, para apartamentos de três quartos. No mercado de compra e venda, apartamentos de dois quartos foram avaliados entre R$ 78.443 e R$ 136 mil. Para apartamento de três quartos, o valor ficou entre R$ 82 mil e R$ 270 mil.
Especificamente no Santa Inês, de acordo com levantamento realizado em maio em sites de venda de imóveis, o valor dos apartamentos é superior e oscilou entre R$ 150 mil (dois quartos) a R$ 462 mil (quatro quartos). As casas foram cotadas entre R$ 215 mil (dois quartos) e R$ 650 mil (cinco quartos). Há poucas ofertas de aluguel, com valores que variaram entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil para apartamentos de três quartos.
Apesar de a maioria da população do Santa Inês morar em casas, a contabilista Maria da Conceição Pereira Leite observa o aumento no número de edifícios. "As casas antigas são compradas e no lugar são feitos prédios. Há muitos deles em construção", conta.
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