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| No mercado, apartamentos de dois quartos foram avaliados entre R$ 170 mil e R$ 550 mil, em fevereiro |
O bairro foi formado na década de 1920, em terrenos da ex-colônia Adalberto Ferraz, idealizada para abrigar diversos sítios onde seriam produzidos alimentos que abasteceriam a capital. Hoje quase nada faz lembrar os caminhos do Anchieta que podiam ser percorridos pelos bondes da Viação Elétrica nos primeiros anos de Belo Horizonte. Apesar de ainda tipicamente residencial, o comércio variado e a verticalização mudaram a aparência do bairro.
Edifícios antigos se misturam aos empreendimentos modernos e luxuosos. Essas características, somadas a uma boa infraestrutura, valorizam a área. Morador do Anchieta há 12 anos, o administrador aposentado Aureo Luiz Gama de Macedo destaca as facilidades do bairro. "Tem muitos bares, supermercados, açougues, padarias, agências bancárias, hospital, tudo perto, e ainda estão construindo um shopping na Avenida Francisco Deslandes", conta.
Apesar do desenvolvimento, uma peculiaridade observada no bairro é que alguns moradores ainda conservam hábitos comumente vistos em cidades do interior, como frequentar a casa de vizinhos regularmente. "Ainda acontece isso. Mas, à medida que o bairro cresce, as pessoas se isolam. Normalmente todos têm suas atividades", observa Aureo Macedo.
O bairro abriga, ainda, o Parque Julien Rien, com 14.530 metros quadrados (m²) de área. Inaugurando em 1978, o local é uma área de proteção ambiental, que integra um cordão de parques situados no entorno da Serra do Curral. Com duas entradas, uma pela Avenida Bandeirantes e outra na Praça Marino Mendes Campos, o parque também tem espaços para recreação.
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| Aureo Luiz Gama de Macedo, morador do Anchieta há 12 anos: "Tem muitos bares, supermercados, açougues, padarias, agências bancárias, hospital, tudo perto, e ainda estão construindo um shopping na Avenida Francisco Deslandes" |
VALORIZAÇÃOEstudos feitos em Belo Horizonte, por meio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG), classificam o Anchieta como de classe "luxo". Essa classificação é obtida a partir da renda média dos chefes de família do bairro, que é igual ou superior a 14,5 salários mínimos.
De acordo com a pesquisa, realizada em fevereiro deste ano, os valores médios de aluguel na região são de R$ 1.245 para apartamento de dois quartos e R$ 935,71 para os de três quartos. No mercado de compra e venda, apartamentos de dois quartos foram avaliados entre R$ 170 mil e R$ 550 mil. Para os de três quartos, o valor mínimo para venda, de acordo com a pesquisa, foi de R$ 160 mil e o máximo, R$ 680 mil. Na pesquisa, não há valores para casas e nos classificados de imóveis também não há ofertas desse tipo de imóvel.
Desde que se mudou para o Anchieta, o aposentado Aureo Luiz Gama de Macedo concorda que houve uma valorização dos imóveis. Uma das razões é a tranquilidade. "É um bairro fácil de se chegar e sair, não é barulhento, tem um trânsito razoável, além de ficar muito próximo da Savassi e do Centro", diz.
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