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| Sandra Ribeiro alerta para a verificação da faixa etária a que os brinquedos se destinam antes da instalação no prédio |
Resgatar um pouco do convívio social que antigamente ocorria na rua. Com a revisão das dimensões entre o público e o privado, trazidas por fatores como a violência e a falta de tempo, arquitetos, engenheiros e decoradores passaram a desenvolver projetos que fazem com que ambientes internos possibilitem a vivência que antes envolvia toda a comunidade de um bairro.
Com isso, além do estético e do funcional, o trabalho de reconstrução de ambientes de convivência tem como objetivo promover o bem-estar emocional e a socialização. Arquiteta, urbanista e superintendente de Relações Institucionais do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), Marília Machado diz que a rua sempre foi um espaço de convivência, possibilitando diversas experiências relacionais, característica que foi perdida com o passar do tempo. "Hoje, é um espaço de passagem e se a criança não for para a rua vai ficar só na televisão, no computador, e perderá essa vivência", observa.
A arquiteta enumera alguns itens que podem contribuir para recuperar esse contato interpessoal e como meio ambiente, tanto em casas como nas áreas de lazer comuns de condomínios. "É bom colocar uma vegetação que permita pisar. Há uma série de forrações resistentes que podem ser utilizadas para este fim", conta.
A pavimentação é totalmente desaconselhada por Marília Machado. Mas caso seja feita, ela diz que é imprescindível que se permita o escoamento de água. "Uma opção para isso é o uso de blocos intertravados, que possibilitam a absorção de água, além de serem econômicos, já que é necessário pouco material para sua instalação", conta. Muito utilizados nas ruas, os blocos intertravados têm sistema de encaixe e são vazados, permitindo o crescimento e a conservação das forrações.
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Além disso, equipamentos como gangorra, escorregador e caixa de areia, que deve ser mantida limpa para evitar a proliferação de doenças, também podem ser utilizados para aumentar o lazer e a interação entre as crianças. Mas ao se optar pelos brinquedos, a arquiteta da Direcional Engenharia, Sandra Ribeiro, alerta para verificação da faixa etária a que eles se destinam. "Casinhas e piscinas de bolinhas são para crianças de 2 a 8 anos, gangorras para a faixa etária de 1 a 4 anos, escorregadores e balanços são indicados para 2 a 6 anos, mesas infantis a partir de 1 ano e meio e playground múltiplo a partir de 3 anos", conta.
Para evitar acidentes, Sandra Ribeiro diz que é necessária a observância de algumas características ao se escolherem os equipamentos para a área de lazer. "Os brinquedos devem ter cantos arredondados, proteção nas plataformas e os escorregadores devem ser de polietileno para garantir a segurança. Normalmente, os brinquedos de plástico são mais seguros e vantajosos", fala.
INVESTIMENTO Para fazer com que os espaços livres de casas ou áreas comuns de prédios se transformem em locais atrativos para as crianças, é necessário investimento. Só a elaboração de um projeto arquitetônico desse tipo, que é desenvolvido tendo como base o metro quadrado para execução do trabalho e o nível de dificuldade que vai exigir, varia de R$ 2 mil a R$ 3 mil, no mínimo.
Por isso, a superintendente de Relações Institucionais do Crea-MG, Marília Machado, enfatiza a necessidade de fazer com que os espaços de lazer, além de possibilitar o divertimento das crianças, tenham múltiplos usos, principalmente em prédios. “Ali moram muitas famílias e toda a população vai ser usuária do local. E com o envelhecimento da população, é preciso privilegiar também os idosos”, lembra.
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