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| Diretor comercial, Marcus Ferraz diz que Brasil é terreno fértil para o crédito imobiliário |
A decisão de compra de um imóvel é muito delicada. Para a maioria, envolve um comprometimento que pode durar até 30 anos para quitação das prestações de um financiamento. Erroneamente, os brasileiros costumam pesquisar somente a casa que desejam comprar, sem se informar apropriadamente sobre as opções de crédito. E, quando o fazem, se limitam a comparar as taxas de juros. O trabalho realmente é grande e minucioso. São mais de 240 opções de crédito imobiliário no país. Nesse cenário, surge uma oportunidade para especialistas: prestar consultoria sobre as melhores alternativas conforme o perfil do cliente. Um hábito comum no exterior, em que de 30% a 40% das vendas são feitas com esse assessoramento, ele começa a chegar ao Brasil e a Minas Gerais pelas mãos da Sagace, empresa de consultoria e crédito imobiliário.
Depois de dois anos de pesquisa e levantamento dos detalhes dos financiamentos, a equipe da Sagace criou um sistema que busca, simula e avalia os vários produtos das diferentes instituições financeiras que atuam no setor. Sempre comparando o custo efetivo total. Ou seja, o gasto como um todo e não de apenas um ou outro item. Segundo o diretor de estratégia comercial, Marcus Ferraz, a empresa sugere qual é o melhor prazo, tipo de amortização, valor da entrada, entre outros. "Lidamos com todas as instituições, mas não somos vinculados a nenhuma. A imparcialidade é o fomento desse negócio", defende.
Leia a continuação desta matéria: Economia de tempo e dinheiroOs clientes têm acesso a uma seleção de produtos de crédito, para imóvel urbano residencial ou comercial, novo ou usado. Também são financiados terrenos e os imóveis em processo de construção - incluindo torres residenciais ou conjuntos comerciais e condomínios horizontais. "Há um erro de planejamento muito comum por parte do consumidor. Ele costuma avaliar se o valor da prestação cabe no orçamento. Caso consiga pagar sem sufoco, fecha negócio. Mas, se prestasse atenção no quanto está pagando de seguro por danos físicos do imóvel, seguro por morte ou invalidez permanente, taxa inicial e taxa de administração, perceberia que está jogando muito dinheiro fora e que poderia pagar um valor similar ao da prestação, porém, em menos tempo", ensina Marcus.
O diretor exemplifica com uma simulação de um imóvel de R$ 500 mil, em que R$ 150 mil serão financiados num prazo de 180 meses. Ambos têm taxa de correção pós-fixada, juros de 12% ao ano e são corrigidos pela TR. A diferença do banco A para o B se dá na taxa inicial e no seguro. O primeiro tem R$ 1 mil de taxa e seguro de R$ 338,10, enquanto o segundo cobra R$ 890 e R$ 187,67, respectivamente. Ao fim dos 15 anos de contrato, o financiamento com o banco A seria R$ 17 mil mais caro, ou seja, uma diferença de mais de 10%.
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