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Vida de condomínio: Contratação de mão de obra temporária

Redação - Estado de Minas

Publicação: 23/11/2009 16:20 Atualização:

Leonardo da Mota Costa explica que a substituição do funcionário é atribuição da conservadora contratada (Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes)
Leonardo da Mota Costa explica que a substituição do funcionário é atribuição da conservadora contratada
Se a contratação direta de funcionários traz benefícios ao condomínio, como um maior controle das atividades a serem desenvolvidas, mais segurança para o prédio e redução de custos, exige também da administração mais capacidade e empenho para solucionar problemas como a substituição do trabalhador licenciado ou em período de férias. "Quando a mão de obra é terceirizada, a substituição do trabalhador, seja em função de folgas, licença ou férias, é atribuição da conservadora contratada. Já quando o condomínio opta pela contratação direta de funcionários, a seleção e contratação do substituto têm de ser feitas pelo síndico, que precisa ser cuidadoso para não colocar em risco a eficiência dos serviços necessários à manutenção da rotina do edifício e principalmente a segurança dos moradores", diz o vice-presidente das Administradoras de Condomínio da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Leonardo da Mota Costa.

Segundo ele, o ideal é que o condomínio mantenha um cadastro de trabalhadores temporários a que possa recorrer no caso da necessidade de substituição de um funcionário. "Muitos condomínios já têm esses cadastros, com o registro de dados de funcionários temporários que já trabalharam no prédio. Recorrer a esse banco é a melhor solução, pois a idoneidade e a capacidade do trabalhador já foram testadas e aprovadas. Portanto, basta checar quem entre os cadastrados está disponível no período em questão."

O cadastro deve ser atualizado periodicamente, para facilitar as contratações temporárias emergenciais. "É desejável que o banco seja atualizado periodicamente com novas informações sobre a capacitação do funcionário e sua experiência e que apresente o maior número possível de opções", afirma Leonardo.

Mas, se o condomínio ainda não formou o seu cadastro, a opção é recorrer à contratação de empresas que forneçam mão de obra temporária. Mas o síndico deve ficar atento à capacidade e idoneidade da empresa contratada e do funcionário designado por ela para a função. "É preciso buscar referências no mercado, com outros condomínios e em entidades como o sindicato, sobre a idoneidade e experiência da empresa e dar preferência àquelas que sejam indicadas por pessoas ou instituições da confiança do síndico", alerta. Além disso, é preciso exigir da empresa nota fiscal e as comprovações dos pagamentos de salário ao trabalhador temporário e dos impostos e contribuições que incidam sobre a sua contratação.

Outro cuidado é fazer uma checagem prévia do currículo apresentado pelo trabalhador designado para a substituição no condomínio. "Recomendo que todas as referências sejam checadas e que o funcionário seja entrevistado pelo síndico ou pelo responsável pela administração do edifício, para minimizar riscos de problemas futuros", adverte. No condomínio, o porteiro, por exemplo, exerce função estratégica, de controle de acesso às dependências do prédio, importante para a manutenção da segurança dos moradores e de seu patrimônio individual e coletivo. "Se ao checar as referências do funcionário o sindico notar alguma incoerência, ou se não houver empatia com o funcionário, deve exigir da empresa locadora de mão de obra temporária a indicação de outro trabalhador."

Se a experiência com o trabalhador temporário indicado pela empresa for positiva, observa Leonardo, o síndico pode aproveitar a oportunidade para começar a desenvolver o próprio banco de dados, registrando informações desse funcionário em um cadastro. Assim, quando precisar novamente de serviços temporários pode procurar o funcionário e fazer uma proposta a ele. "Principalmente quando se trata de contratação definitiva, minha experiência mostra que o trabalhador prefere se empregar diretamente no condomínio, porque, salvo algumas exceções, consegue melhor salário e condições de trabalho", afirma.

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