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Ânimo para crescer Investimento em infraestrutura está transformando o Brasil em um dos principais mercados de equipamentos de construção do mundo

Joana Gontijo - Lugar Certo

Publicação: 01/12/2009 09:42 Atualização:

Mega-feira que aconteceu em junho em SP já mostrava o reaquecimento do setor de máquinas e equipamentos, e projetou negócios de R$ 3 bi para os próximos três anos (Joana Gontijo/Lugar Certo)
Mega-feira que aconteceu em junho em SP já mostrava o reaquecimento do setor de máquinas e equipamentos, e projetou negócios de R$ 3 bi para os próximos três anos
O que vai acontecer nos setores produtivos e econômicos do Brasil nos próximos anos? Apesar dos reflexos da crise financeira internacional, a expectativa é que o país passe por um boom de investimentos, nos setores públicos e privados, ancorado em medidas como o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), a exploração dos campos de petróleo do pré-sal, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas no Rio em 2016. Um estudo apresentado em novembro pela Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema), comparou os efeitos da turbulência global a partir do ano passado e os prognósticos do setor até 2013, e mostra que o otimismo pode ter base real.

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Fôlego renovado
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O Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos de Construção 2009 mostra que, enquanto o mundo registrou uma queda de 46% na venda de equipamentos da linha amarela nos últimos dois anos, o Brasil obteve a marca positiva de 10%. Os EUA e a Europa, por exemplo, registraram decréscimo igual a 60%. Os dados confirmam que uma mudança estrutural no mercado está em andamento. Há anos, o Brasil vem se tornando um importante local de produção mundial para exportação de equipamentos. Em 2004, EUA e Europa representavam 49% da demanda mundial do setor. Atualmente são apenas 29%, como atesta a OHR (OFF-Highway Research).

Veja mais fotos da feira que agitou o setor em SP
Veja mais fotos de máquinas e equipamentos

A venda total de equipamentos de construção no Brasil, incluindo caminhões rodoviários, tratores pesados de pneus, guindastes e gruas, deve atingir a marca de 82 mil unidades até 2014, conforme o levantamento. O parâmetro de comparação registra 53 mil unidades comercializadas em 2008. O setor que deve puxar esta alta é o de infraestrutura, com 45 mil unidades, seguido da construção civil (24 mil), mineração (10 mil) e agricultura (3 mil). "O setor de infraestrutura puxa a economia como um todo. O Brasil está saindo da crise puxado por ela. Outro fato preponderante para o mercado é que já temos uma situação de obras comprometidas como o PAC, a Copa do Mundo, a Olimpíada e a exploração do pré-sal", destaca o economista da Insight Consultoria Econômica e professor Ph.D. da PUC-SP, Rubens Sawaya, um dos coordenadores do estudo.

"Isso confirma o otimismo que temos para o futuro. Tivemos um volume de vendas de R$ 10 bilhões no ano passado, somos 200 mil empresas no Brasil voltadas a construção e representamos 18% do PIB. Só em setembro deste ano, o setor criou 160 mil empregos segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estática e Estudos Socioeconômicos), três vezes mais que a área de serviços", disse Afonso Mamede, presidente da Sobratema e diretor da Noberto Odebrecht.

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