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Sem espaço para amadores Instalação de para-raios exige contratação de empresas habilitadas e profissionais com experiência na área. Outros produtos também ajudam a formar rede de proteção em casa

Júnia Leticia - Estado de Minas

Publicação: 01/02/2010 10:44 Atualização:

O professor Ronaldo Kascher diz que o tipo de projeto do sistema de prevenção varia conforme a arquitetura do imóvel (Gladyston Rodrigues/Esp.EM/D.A.Press)
O professor Ronaldo Kascher diz que o tipo de projeto do sistema de prevenção varia conforme a arquitetura do imóvel
Seja em edificações, seja em áreas abertas, os para-raios devem ser projetados e construídos por empresas habilitadas e experientes, como ressalta o professor do Departamento de Engenharia Eletrônica e de Telecomunicação da PUC Minas e diretor da Kascher Engenharia, Ronaldo Kascher Moreira. "Além disso, o responsável técnico deve ter registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agricultura (Crea), sob pena de o usuário não ficar plenamente protegido", alerta.

Antes de instalar o para-raios, é necessário realizar o levantamento da edificação ou do local. Em seguida, é elaborado o projeto, conforme a Norma NBR 4519, que deve ser implantado por uma empresa idônea e habilitada para isso. "Não existe uma solução-padrão e a arquitetura da edificação influi muito no projeto", observa.

Segundo ele, o melhor é que o especialista preveja o sistema de instalação do para-raios na elaboração do projeto civil da edificação. "Soluções mais seguras e econômicas são obtidas com a utilização da ferragem estrutural como elemento de condução das descargas. Isto só é possível contratando-se o projeto de sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) juntamente com o projeto civil ou de arquitetura".

O custo total, incluindo projeto, instalação e material, varia de R$ 1 mil (pequenos sistemas) a mais de R$ 1 milhão (plantas industriais complexas). "Os preços para prédios de apartamentos variam de R$ 15 mil a R$ 100 mil. O valor é em função da complexidade do trabalho. O projetista habilitado procurará a alternativa mais econômica e segura. Não existe solução pronta ou de 'prateleira' e com preço pré-tabelado", informa Ronaldo Kascher.

Com ou sem para-raios, é possível proteger equipamentos eletroeletrônicos e telefônicos contra descargas elétricas. Entretanto, segundo o professor José Osvaldo Saldanha, ainda não existe uma proteção 100% eficaz. "No entanto, os protetores disponíveis no mercado atenuam bastante os problemas. Mas, em dias de grande tempestade, é aconselhável desligar os equipamentos das tomadas", diz.

FILTROS

No mercado há dois tipos de protetores para a rede elétrica, conforme o professor. Um deles é o filtro de linha, que evita que ruídos elétricos existentes na rede atrapalhem o funcionamento dos equipamentos e diminuem um pouco os valores das sobretensões que chegam até o equipamento. "O outro é a tomada protegida, que evita que as sobretensões cheguem aos equipamentos".

Os protetores para rede elétrica que incorporam em seu projeto varistores - componentes eletrônicos que evitam que a sobretensão danifique o equipamento - são os melhores. "O protetor para a rede telefônica é diferente do utilizado na rede elétrica. Para a rede telefônica existem protetores especiais. Os equipamentos que mais queimam são aqueles ligados às duas redes ao mesmo tempo, como telefone sem fio e computador com placa de fax-modem. Nestes equipamentos é necessário instalar protetores nas duas redes", explica o professor.

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