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| Para o arquiteto Júlio Torres, é preciso ter atenção ao conforto dos quartos, às instalações de um restaurante e ainda à oferta de um pequeno centro de convenções ou de salas de reunião |
O custo elevado é um fator que dificulta a modernização dos hotéis. De acordo com o arquiteto Júlio Torres, sócio do escritório de arquitetura Torres Miranda, para a montagem de apenas um quarto adequado a atender com conforto um hóspede, são necessários, em média, cerca de R$ 20 mil. "A modernização é cara, porque esse custo é praticamente multiplicado pelo número de unidades do hotel. Portanto, pensar em soluções que agilizem a obra, para que os quartos entrem logo em funcionamento e tragam retorno rápido do investimento feito, é fundamental, aproveitando o desenvolvimento tecnológico da indústria, que oferece produtos e sistemas que diminuem muito o tempo de execução das reformas", diz.
De acordo com o arquiteto, para atender o perfil dos turistas que usam a rede hoteleira de Belo Horizonte, cidade mais vocacionada ao turismo de negócios, é preciso ter atenção, nos projetos de construção ou reforma de um estabelecimento, ao conforto dos quartos, às instalações de um restaurante e ainda à oferta de um pequeno centro de convenções ou de salas de reunião. "Para essas áreas, já temos no mercado sistemas que favorecem a agilização das obras. Embora o uso desses sistemas, na maioria das vezes, demande um investimento mais alto do que o necessário para a execução da obra de forma convencional, o ganho de produtividade compensa a diferença, porque o ambiente fica pronto em menos tempo, pode entrar em operação e proporcionar um retorno mais rápido dos recursos aplicados na reforma", explica.
Entre os sistemas industrializados disponíveis no mercado brasileiro que se adaptam à reforma de hotéis, Júlio Torres cita os banheiros prontos. "São contêineres com um banheiro já montado, inclusive com as instalações elétricas e hidráulicas. Se a estrutura do quarto já está pronta, é só encaixar o contêiner. Já a execução ou reforma de um banheiro, de maneira convencional, é bastante demorada e temos de computar aí o tempo gasto também no desenvolvimento e aprovação dos projetos", observa.
REPAGINAÇÃO A alvenaria convencional também pode ser substituída na divisão dos ambientes internos dos hotéis, assinala o arquiteto. "As placas de gesso acartonado, mais conhecidas pela marca registrada Drywall, já têm uso bastante disseminado nos empreendimentos hoteleiros. Têm qualidade e preço semelhantes aos da alvenaria convencional, instalação bem mais rápida e flexibilidade, se houver necessidade posterior de repaginação do ambiente, além de receberem qualquer tipo de revestimento", destaca.
Para o revestimento de fachadas, lembra Júlio Torres, há também sistemas que permitem a diminuição do tempo de uma obra. "Temos um sistema de gradamento que é afixado na fachada e o revestimento é encaixado sobre ele. Por esse sistema podem ser instalados, com grande agilidade, vários tipos de revestimento, como placas cimentícias, granito ou vidro. O custo ainda é alto, mas, como permite andamento mais rápido da obra, compensa na relação custo/benefício", avalia.
Já para os revestimentos internos, de piso e parede, produtos convencionais como tinta, papel de parede, porcelanato, cerâmica, laminados de madeira e carpete funcionam bem em projetos de construção ou de reforma de hotéis. "Houve uma evolução desses produtos, inclusive no quesito de facilidade de instalação ou execução. Existem as tintas de secagem rápida e os revestimentos que podem ser aplicados sobre os acabamentos antigos. Há ainda produtos novos. Quem por exemplo não abre mão da madeira maciça no piso pode optar por um piso de madeira certificada com espessura menor que um centímetro", atesta.
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