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Melhor pesquisa sobre e arte e arquitetura no Brasil é de professor da UFMG

Valéria Mendes - Portal Uai

Publicação: 31/08/2010 12:38 Atualização:

Rodrigo Bastos recebe prêmio pela melhor pesquisa sobre arte e arquitetura no Brasil (Arquivo Pessoal)
Rodrigo Bastos recebe prêmio pela melhor pesquisa sobre arte e arquitetura no Brasil
31 de agosto de 2010 - Em sua segunda edição, o Prêmio Marta Rossetti Batista reconhece o arquiteto, engenheiro e professor adjunto da Escola de Arquitetura da UFMG, Rodrigo Almeida Bastos, por sua tese de doutorado A maravilhosa fábrica de virtudes: o decoro na arquitetura religiosa de Vila Rica, Minas Gerais (1711-1822) como a melhor pesquisa inédita sobre arte e arquitetura escrita no Brasil. Trata-se de um prêmio nacional, organizado pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. Nesta edição, participavam trabalhos produzidos desde 2005, especialmente sobre os períodos barroco e modernista.

Galeria: veja fotos da arquitetura religiosa de Ouro Preto

A pesquisa tem o mérito de renovar a compreensão e o método de análise da arquitetura do século XVIII, e representa uma importante contribuição à história da arquitetura e do patrimônio arquitetônico e artístico de Minas Gerais, um dos acervos mais importantes do país. De forma inédita na historiografia, a arquitetura de Minas Gerais no século XVIII é analisada através da reconstituição histórica dos preceitos e doutrinas que orientavam, naquele tempo, a invenção e a fábrica da arquitetura. Foram estudados templos como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar e as igrejas das ordens terceiras de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo.

A pesquisa procura reconstituir a história e os sentidos de alguns dos exemplares mais paradigmáticos da arquitetura religiosa de Ouro Preto, ao mesmo tempo em que faz também, de forma inovadora na historiografia da arquitetura no Brasil, uma reconstituição histórica de preceitos e doutrinas artísticas que fundamentavam as práticas artísticas e arquitetônicas daquele tempo.

"Tive acesso a documentos inéditos e reconstituí conceitos antigos do século XVIII sobre arquitetura, afirma o professor. Ele explica que as edificações daquela época imitavam obras consagradas e por isso, são tão parecidas. Fazia parte do costume imitar o que tinha dado certo. Originalidade é conceito do século XIX e pequenas variações das edificações já causavam efeito de maravilhamento. Formosura, elegância, assseio, engenho, agudeza, perfeição são conceitos antigos que também foram analisados para reconstituir o método de pensar a arquitetura. Esses conceitos, recuperados pela pesquisa, perderam a operacionalidade nos séculos XIX e XX, e tiveram, assim, seus sentidos esquecidos ou transformados pela mentalidade romântica e moderna.

A tese foi defendida na Universidade de São Paulo, em março de 2009, sob orientação do professor Mário Henrique Simão D`Agostino.

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