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| Valder dos Passos fazia reformas prediais e decidiu apostar nesse tipo de construção |
Em tempos de projetos para construção a todo vapor e carência da mão de obra para concretizar as edificações, a preocupação é como concluir tanto trabalho. Não é novidade que os atrasos ocorrem e as justificativas para isso são as mais diversas. No entanto, há as exceções, ou seja, projetos que conseguem seguir o cronograma das obras. Existem até mesmo aqueles que surpreendem pela velocidade com que são concluídos, deixando dúvida quanto à sua qualidade. Mas, graças à tecnologia, e com planejamento, isso é possível, segundo especialistas.
Um dos motivos para a agilidade nas obras é o tipo de construção que determinado empreendimento realiza. Quando elas são por administração, todo o processo construtivo (criação, desenvolvimento e finalização) é rápido. Isso ocorre porque, desde o seu início, a construção é destinada ao investidor, tendo, assim, metas e prazos bastante distintos se comparada a uma obra convencional.
Outra característica desse tipo de obra que permite desenvolvimento veloz do empreendimento é a quitação do imóvel durante a edificação do empreendimento, de acordo com o diretor da Construtora Casa Mais, Peterson Querino. “O investidor faz 100% do pagamento do imóvel durante o prazo de obra.”
Em contrapartida a esse investimento, a construção não pode ter atraso superior ao que foi previsto. “Esse prazo influencia diretamente no retorno do montante investido, que gira em torno de 35%. Sendo assim, em caso de atraso, existe uma relevante multa contratual”, adverte Peterson.
Mas, afinal, o que define uma obra por administração? Segundo o diretor da imobiliária Incorporar Rede Imvista, Cristiano Fernandes, o sistema ocorre quando um grupo de investidores forma um condomínio, “e contrata uma construtora ou um engenheiro com o propósito de construir um empreendimento”, completa.
Presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-Minas), Paulo José Vieira Tavares confirma que essas construções são realizadas por um grupo de investidores mas a preço de custo, como acrescenta. “Além dos investidores, o grupo é composto por um corretor de imóveis, que, baseado nas informações técnicas do engenheiro, consegue um terreno com melhor aproveitamento.”
Depois de comprado o terreno, passa-se a escritura com a fração ideal em nome de todos os condôminos, como conta Paulo Tavares. “Aos investidores, caberão o custo do terreno, dos projetos, taxas, serviços e materiais, tudo conforme orçamento estimado. Esse tipo de obra proporciona economias tributárias e financeiras”, diz.
DIREÇÃO Engenheiro civil e de segurança do trabalho, Valder dos Passos aposta nessa ideia desde 1998, quando investiu em obras por administração no Bairro Castelo, na Região da Pampulha. “Visualizei que seria um local que cresceria bastante. Na época, tinha uma empresa de reformas prediais e fazia condomínios, paralelamente”, conta. Mas como o trabalho era bastante desgastante e ele sempre conversava com pessoas que investiam nesse tipo de empreendimento, Valder resolveu arriscar-se no novo negócio. “Tomei a decisão porque focaria o trabalho em uma única direção, que é fazer condomínio por administração”, diz.
Rapidez garantida Sucesso da empreitada resulta da contratação de mão de obra de confiança, do planejamento dos custos a serem arcados e da contratação de construtora especializada no segmento
O preço e a forma de pagamento, segundo Peterson Querino, diretor da Casa Mais, é o que difere o financiamento desse tipo de obra (eduardo almeida/ra studio)
O preço e a forma de pagamento, segundo Peterson Querino, diretor da Casa Mais, é o que difere o financiamento desse tipo de obra
Como toda a obra é paga pelos investidores, que têm interesse em que ela seja concretizada com rapidez, não há atraso na entrega. “Dessa forma, não existe problema com fluxo de caixa para o empreendimento”, explica o diretor da Construtora Casa Mais, Peterson Querino. O único motivo que poderia fazer com que os trabalhos ficassem atrasados é a falta de verba por parte dos investidores, como confirma o diretor da imobiliária Incorporar Rede Imvista, Cristiano Fernandes.
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| O preço e a forma de pagamento, segundo Peterson Querino, diretor da Casa Mais, é o que difere o financiamento desse tipo de obra |
Nesse tipo de construção, o investidor realiza o pagamento de um valor como sinal, geralmente representado pelo pagamento do terreno. O restante é divido em parcelas mensais, que deverão ser quitadas durante a obra. A Casa Mais, especializada no segmento econômico, é uma das construtoras que operam essa fatia de mercado. “Temos bastante conhecimento construtivo, o que nos permite atuar também em obras voltadas para investidores. A nossa entrega das edificações nos prazos determinados é um dos itens que nos credenciam a participar desse segmento”, assegura o diretor da construtora.
As obras por administração podem ser tanto residenciais quanto comerciais. Essa definição dependerá do tipo do empreendimento e/ou do acordo feito entre os investidores na formação do condomínio, como esclarece Cristiano. “Se for um prédio residencial, por exemplo, as unidades poderão, ao seu término, ser vendidas a terceiros com ganho de capital ou até mesmo para uso próprio dos investidores. Fica a critério de cada investidor ou do que foi acordado entre eles no início do projeto”, explica.
A diferenciação desse tipo de construção começa já no início do projeto, pela rapidez com que é realizada a sua comercialização. Isso ocorre porque os empreendimentos por administração, geralmente, são pequenos, atendendo uma maior demanda do mercado, conforme afirma Paulo José Vieira Tavares, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-Minas). “Além disso, o mesmo corretor de imóveis que compra o terreno agora entra para alugá-lo ou comercializá-lo, agilizando o negócio.”
Já para Cristiano, a rapidez na comercialização depende de alguns fatores. Caso o objetivo dos investidores seja vender na planta, depois de providenciado o registro da incorporação (RI), que é obrigatório, junto ao cartório pertencente à região do terreno, é possível vender o imóvel por um valor bem mais acessível do que quando ele estiver pronto. “Mas se não tiver preço e forma de pagamento equiparada com a realidade do mercado, a concretização dessas vendas pode não ser tão rápida”, analisa.
FINANCIAMENTO Relativo à quitação da obra, também há diferenças entre o pagamento desse tipo de negócio e um financiamento convencional, como a cobrança de juros. “A obra por administração é custeada durante o período de construção pelos condôminos investidores, estando inclusa a taxa de administração da construtora contratada, sem juros”, esclarece Cristiano Fernandes.
O diretor da Incorporar Rede Imvista completa, esclarecendo que, ao fim de cada etapa da obra, faz-se o fechamento das despesas, acrescidas da taxa de administração da construtora, e rateia-se o valor entre os condômínos investidores. “Já o financiamento convencional é predefinido e acrescido dos juros desse financiamento, além das taxas de seguro e de administração.”
Para Peterson Querino, o que difere o financiamento desse tipo de obra de um convencional é o preço e a forma de pagamento. “No caso de obra por administração, o cliente paga um valor bem menor pelo imóvel. Mas, em compensação, tem um desembolso maior de sinal e durante a obra. Na venda, o cliente tem uma condição de pagamento mais facilitada, com um financiamento bancário ao fim da obra, mas o preço que paga pelo imóvel é o cobrado pelo mercado”, diz. Por isso, ele diz que não há contras nessa modalidade de construção.
Riscos contornadosO presidente do Creci-Minas, Paulo Tavares, confirma os benefícios das obras por administração para os investidores. "Compra-se em condição mais facilitada, não se paga juros ou gastos excessivos. Não tem contras", diz.
Além do retorno financeiro, o engenheiro Valder Passos diz que vê como vantagem a possibilidade de concentrar o trabalho de engenharia em uma única direção. Outro ponto positivo é poder administrar o negócio também como condômino, "tornando-me parceiro de outros investidores. E a construção já é registrada em cartório no nome da pessoa que está investindo", completa.
Cristiano Fernandes, diretor da Incorporar Rede Imvista, reconhece como vantagem o fato de o custo ficar mais em conta, isso quando a construtora é idônea e experiente. Mas ele vê desvantagens no sistema. "Se algum dos investidores se apertar financeiramente, não tendo condições de arcar com sua parte do compromisso, sobrecarregará os demais, podendo ocorrer atrasos no andamento da obra ou até mesmo sua paralisação."
De acordo com Valder, realmente há um risco, que ele classifica como pequeno, de um dos investidores entrar em dificuldade financeira e comprometer o restante do grupo. "Por isso, gosto de grupos menores - de, no máximo, oito - formado por pessoas que já conheço bastante."
Observados os riscos, quem investe nesse tipo de negócio garante que é possível construir com qualidade, como afirma Peterson. "Em obras por administração, isso é um grande diferencial. Afinal, uma construção com um excelente acabamento reforça e valoriza o investimento realizado pelo comprador, contribuindo para uma velocidade maior na sua venda quando da conclusão da obra." Valder diz que a qualidade depende muito dos prestadores de serviço encarregados de erguer a edificação.
Prós e contras das obras por administração» Vantagens
• Não se pagam juros.
• Não há gastos excessivos, já que os próprios investidores fazem parte do condomínio.
• Custo da obra mais acessível quando a construtora é idônea e experiente.
• Caso o investidor queira vender, é possível oferecer o imóvel com condições facilitadas de pagamento.
» Riscos
• Se algum dos investidores tiver problemas financeiros e não conseguir arcar com sua parte do compromisso, sobrecarregará os demais, podendo ocorrer atrasos no andamento da obra ou até mesmo sua paralisação.
• Má administração, que pode vir a aumentar em muito o custo da obra, ultrapassando a margem de erro inicial.
Esta matéria tem: (23) comentários
Autor: Carlos Felipe Guimaraes
Para quem ainda acha que essa história de bolha é invenção: última pesquisa da Confederação Nacional da Indústria-CNI, de janeiro, confirma crise e desemprego na construção. A pesquisa está disponível no blog www.observadordomercado.blogspot.com Leiam e tirem suas próprias conclusões... | Denuncie |
Autor: Fábio Lima
MUDAR DE PROFISSÃO ... KKKK ... TÁ DE SACANAGEM COMIGO NÉ ... | Denuncie |
Autor: Carlos Felipe Guimaraes
Ô Fábio Lima, bem que eu queria ser o responsável por esse blog, ter tido essa idéia genial, de prestar um serviço de informação independente, sem o peso dos anunciantes. Fica assim não. Já pensou em mudar de ramo, fazer um concurso público, voltar a estudar, em candidatar a vereador ou ao BBB 13? | Denuncie |
Autor: Fábio Martins
Falando em matéria tedenciosa, o jornal Estadão publicou hoje (31/01) a seguinte matéria: "Imóveis oferecem bons ganhos". Sabem qual foi o resultado? uma enxurrada de comentários, todos detonando a matéria... vejam no link http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/imoveis-oferecem-bons-ganhos/ | Denuncie |
Autor: Fábio Lima
CARLOS, COM CERTEZA O ACESSO VAI SUBIR MUITO E VER QQUE VOCE EH TENDENCIOSO E SO COLOCA O QUE TE INTERESSA. MAS ESSAS PESSOAS QUE ACESSARAM SEU BLOG, E ACESSARAM A MATERIA NA INTEGRA, NUNCA MAIS VAO ACESSAR. A TENDENCIA EH FICAR NO ESQUECIMENTO. | Denuncie |
Autor: Carlos Felipe Guimaraes
Caramba! O blog do Observador do Mercado tem um novo seguidor, o Fábio Lima! Seja bem-vindo ao grupo! Sabe tudo do blog, hein! Sinta-se em casa, pois tem muito corretor e ex-corretor seguindo...sempre envio minhas contribuições de pauta...Há, os seus comentários fizeram o nº de acessos subir muito... | Denuncie |
Autor: Fábio Lima
LEIAM A MATÉRIA E TIREM SUAS CONCLUSÕES: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,empresas-tentam-evitar-uma-nova-bolha-de-flats,100773,0.htm COM CERTEZA VÃO NOTAR QUE O BLOG É TEDENCIOSO AO EXTREMO. | Denuncie |
Autor: Fábio Lima
GERALDO, QUE COMENTÁRIO !!! PARABÉNS ... PENSO QUE VOCÊ ESTÁ DESPERDIÇADO FAZENDO COMENTÁRIOS COM ESSE NÍVEL DE CULTURA AQUI ... VOCÊ PODERIA ESTAR PUXANDO CARROÇA NO RIO DE JANEIRO ... | Denuncie |
Autor: Fábio Lima
BOM .... MAS O ZÉ DA BOLHA QUE COLOCA APENAS O QUE LHE INTERESSA NO SEU BLOG, NÃO SABE NEM A DIFERENÇA DE FLAT PARA CONDO-HOTEL. | Denuncie |
Autor: Fábio Lima
UM BOM EXEMPLO EM BH, É O HOTEL MERCURE. FOI NEGOCIADO POR APROXIMADAMENTE R$ 100 MIL E HOJE VALE R$ 480 MIL. QUEM FICOU COM EMPREENDIMENTO LUCROU TODOS ESSES ANOS E AINDA TEVE O BEM VALORIZADO EM QUASE 500%. | Denuncie |
Autor: Fábio Lima
ESSA PARTE AÍ VOCÊ NÃO COLOCOU NO SEU BLOG NÉ? VOCÊ SÓ COLOCOU QUE ALGUMAS PESSOAS QUE INVESTIRAM EM HOTÉIS E VENDERAM NO MOMENTO ERRADO PERDERAM DINHEIRO. ISSO É IGUAL A AÇÃO ... SE ELA CAIU MUITO O PREÇO É MELHOR DEIXAR ELA GUARDADINHA QUE UMA HORA VAI RECUPERAR. | Denuncie |
Autor: Fábio Lima
CARLOS, esta é uma parte: "O empreendimento que marcou a retomada da expansão da oferta em São Paulo foi o hotel Ca%u2019D%u2019Oro, lançado na rua Augusta pela Brookfield em setembro de 2011. Seis horas após o lançamento, todas as 147 unidades do apart-hotel estavam vendidas, a um preço médio de R$ | Denuncie |
Autor: Manfredo Linhares
Como engenheiro civil aposentado, tendo atuado durante o "Milagre Econômico", sinto-me à vontade para opinar: Há sim uma bolha de preços, porém, começa a perder força. Mas a culpa não é das construtoras, mas do governo, que deixou o setor à deriva, sem qualquer controle para evitar a especulação. | Denuncie |
Autor: geraldo silveira
carlos e fábio que tal os dois marcarem um encontro no motel para discutirem sobre a bolha, tomarem uma cervejinha, sairem de mão dada e darem um celinho para celebrar a união??? | Denuncie |
Autor: Carlos Felipe Guimaraes
Já que citaram o bog, matéria de hoje (30/01) traz outra excelente matéria do jornal Estadão sobre o trauma da bolha brasileira dos flats, onde pessoas compraram uma unidade por 250 mil e venderam, três anos depois, por 60 mil. Veja a matéria no excelente blog www.observadordomercado.blogspot.com | Denuncie |
Autor: Fernando Jaguar
ZÉ DA BOLHA, QUE FRUSTAÇÃO E ESSA, PROCURE COMPRAR SEU IMÓVEL, OU PEÇA A SEUS PARENTES UMA FORÇA , VOCE LUTAR CONTRA UM UNIVERSO QUE VOCE DESCONHECE, BEIRA LOUCURA, PROCURE OUTRA PROFISSÃO QUE LHE DÊ CONDIÇÕES DE COMPRAR SUA TÃO SONHADA MORADIA E ACABE COM SUA RAIVA E RANCOR CONTRA O SETOR DE CONST. | Denuncie |
Autor: Fábio Lima
Das incorporadoras de capital aberto que já divulgaram prévias operacionais, PDG Realty, Cyrela, Gafisa, Rossi Residencial, Even Construtora e Incorporadora, EZTec e Trisul cumpriram suas metas de lançamentos. A Brookfield Incorporações chegou a 98% do ponto mínimo de seu guidance de lançamentos. | Denuncie |
Autor: Fábio Lima
CONTINUANDO: PARA QUEM NÃO LEU A MATÉRIA TODA NO VALOR ECONÔMICO ACESSEM O SITE: www.valor.com.br. PORQUE AS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO VÃO LANÇAR MENOS ESSE ANO ??? POR FALTA DE VENDAS ? NÃO ... APENAS PARA GERAR CAIXA COM TODOS OS LANÇAMENTOS QUE ESTÃO PRESTES A SEREM ENTREGUES. | Denuncie |
Autor: Fábio Lima
É CARLOS VOCÊ DEVE SER O BLOGUEIRO DAQUELE BLOG QUE SE ESCONDE ATRÁS DE UMA FOTO DO OLHO E NÃO COLOCA O NOME NO BLOG. O BLOGUEIRO SÓ TRANSCREVEU UMA PARTE DA NOTÍCIA DO VALOR ECONÔMICO. E PARA QUEM NÃO ENTENDE. ESSAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO TEM AÇÕES NA BOLSA E O INVESTIDOR QUER REALIZAR O LUCRO. | Denuncie |
Autor: Carlos Felipe Guimaraes
Por falar em bolha, digitem no Google "Resultado das construtoras derruba farsa do crescimento". Trata-se de uma excelente matéria do jornal Valor Econômico, e serve para aqueles que ainda insistem em negar o óbvio... | Denuncie |
Autor: Fábio Lima
Mais um comentário do "ZÉ DA BOLHA ECONÔMICA" ... KKKKK | Denuncie |
Autor: Fábio Martins
Errata: Tática | Denuncie |
Autor: Fábio Martins
"Em tempos de projetos para construção a todo vapor e carência da mão de obra para concretizar as edificações, a preocupação é como concluir tanto trabalho..." Sempre fazendo média com o setor de construção...o correto seria: "Em tempos de crise na construção...". EM, essa ática já ficou manjada... | Denuncie |