"Valorizo as regiões que contenham espaços públicos e que possibilitam a quase escassa manifestação da natureza"
Nosso lar deve ser um ambiente sagrado. Essa é a importância de escolher bem o espaço físico onde passamos boa parte da vida, pensando não somente nos próprios prazeres, mas também no bem-estar familiar. Um parêntese: poeticamente, defino família como todas as pessoas queridas que frequentam minha casa e compartilham comigo a existência divina.
Morar bem é estar envolvido em uma arquitetura que se identifique com seu conforto pessoal e interpessoal. Dou atenção especial às cores das paredes, às artes e aos objetos que compõem a decoração do lar. Afinal, creio que a morada familiar deve ser uma extensão de cada personalidade que ali habita. O ambiente deve ser um, mas com a parte individual de todos que ali vivem sua respeitável e única vida.
A escolha da localização merece carinho, pois ela definirá a convivência social, sua rotina e seu cotidiano. Observar a funcionalidade da região, como a presença de comércios, escolas, supermercados, correios, espaços para atividades ocupacionais e de desenvolvimento, entretenimento, postos de saúde, entre outras, conta muito. Quanto mais perto da residência conseguimos suprir nossas necessidades, mais em casa nos sentimos no lugar escolhido.
Mesmo nas grandes cidades, valorizo as regiões que contenham espaços públicos e que possibilitam a quase escassa manifestação da natureza, como parques e praças. Além de melhorar o ambiente com verde esperança, o aroma das flores e a beleza da fauna, ainda que diminuta, são excelentes espaços para meditação, manifestações artístico-culturais e a consequente socialização e convivência.
Como artista, todas essas preocupações na busca do lar, doce lar são, na realidade, a busca por felicidade, paz e harmonia, grandezas que me inspiram a produzir música, poesia, filosofia, palhaçada e o viver bem na morada.
“Minhas mãos servem a ti Toque és tão carinhosa Namorar no teu jardim Fez nascer toda rosa...’’ (Na morada – 7 Estrelo)
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