Tubulação externa para os encanamentos: complexidade e custos são variáveis
Se depois de fazer as contas na ponta do lápis o administrador chegar à conclusão que os custos de implantação da medição individual são inviáveis para o condomínio, ou se ainda houver dúvidas entre os condôminos sobre os benefícios do sistema, os moradores podem optar por outras medidas que promovam o uso racional da água no edifício.
De acordo com Ronaldo Ribeiro, diretor da Prosind, empresa que administra cerca de 200 condomínios da capital e de municípios da Região Metropolitana, iniciativas simples, como a proibição de usar água para a lavação de passeios ou a automatização dos sistemas de irrigação de jardim, reduzem o consumo e, portanto, as despesas com água. “É preciso que os condomínios mantenham também campanhas permanentes para o consumo consciente de água e energia, despesas que aliadas ao custo de pessoal representam 80% dos gastos totais de um edifício.”
Na avaliação do diretor da Prosind, as campanhas de conscientização podem levar a mudanças de comportamento do condômino dentro de seu apartamento, o que repercutiria em um consumo global menor para o condomínio. Entre os itens que devem ser enfocados pelas campanhas, Ronaldo Ribeiro cita a diminuição do tempo do banho, inclusive nas banheiras de hidromassagem, maior critério no uso da água para limpezas, a necessidade de eliminação dos vazamentos e a substituição de produtos antigos, como vasos sanitários com descarga hidráulica, por outros mais modernos, que permitam maior controle de vazão e economia de água.
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