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Mercado imobiliário

Novo ou usado?

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A escolha de um imóvel para residir é um momento crucial na vida de uma família, pois a decisão pode representar a finalização de um esforço de muitos anos. Diversos aspectos devem ser considerados, desde a localização, o tipo, dimensões, padrão de acabamento, entre tantos outros, que invariavelmente desembocam na questão determinante de o preço caber no orçamento disponível para a aquisição daquele bem.

Nesse cenário, surge uma dúvida que aparece como um divisor de águas na decisão, que envolve todas essas variáveis: a opção se dará por um imóvel novo, usualmente adquirido na planta, ou seja, representa o investimento em um bem a ser construído, com entrega futura, ou por um imóvel usado, já em condições de ser entregue imediatamente, mas que, em muitos casos, necessita de uma reforma, visando a sua restauração ou mesmo adaptações às necessidades do adquirente e de sua família?

Mesmo nessa circunstância, o fator preço realmente pesa, pois os usados se mostram extremamente competitivos, uma vez que apartamentos desse tipo são sempre mais baratos que os novos, chegando a custar até 50% menos, considerando sua tipologia, localização e classe de renda. Ainda que pese o fato de que as facilidades de financiamento são maiores nas unidades ofertadas por incorporadoras, o que restringe a comercialização dos usados.

Além da questão operacional de obtenção de recursos, é importante a observação de um outro fator que pode pesar na escolha, pois envolve despesas que vão além da aquisição, uma vez que devem ser calculados os custos adicionais no imóvel novo, tais como armários, box de banheiro etc., versus a necessidade e extensão da reforma do imóvel usado.

Se pudéssemos resumir alguns pontos a serem observados nessa difícil opção, como se fosse um check-list, vale a pena enumerar como vantagens dos imóveis novos as facilidades de pagamento, que permitem o parcelamento durante a construção, aliado ao financiamento obtido pela construtora. Costumam ter condomínio mais barato, têm áreas de lazer, maior número de vagas de garagem, não demandam manutenção e as instalações elétricas e hidráulicas são novas e dimensionadas para as necessidades atuais.

Como desvantagens, surgem a questão do preço, o fato de necessitarem de instrumentos para sua conclusão, que estima-se em, no mínimo, 5,% do valor do imóvel, o tempo de espera até sua conclusão e o fato de serem mais compactos.

Se comparados ao imóvel usado, podemos relacionar como vantagens desse tipo de aquisição o fato de serem sempre mais baratos, de estar disponíveis para uma ocupação imediata, ainda que precise de algum ajuste, o que elimina um gasto mensal com aluguel, e frequentemente, são mais amplos, espaçosos e confortáveis, especialmente com pé-direito mais alto.

No campo das desvantagens surge a necessidade de buscar ajuda de um especialista para analisar as condições do imóvel, especialmente as partes elétrica e hidráulica, que representam 10% de seu custo, a necessidade de reformas, o condomínio mais caro, a ausência de área de lazer e menos vagas de garagem.

Para alguns especialistas, esse conjunto de fatores acaba por refletir a maneira com que as pessoas se relacionam com a cidade, pois nos imóveis novos as pessoas se voltam para dentro, vivendo em apartamentos menores e com área de lazer, enquanto os antigos fazem com que aproveitem mais as opções que a cidade oferece.

*Engenheiro e advogado, sócio da Precisão Consultoria, e autor do livro Guia de negócios imobiliários - Como comprar, vender ou alugar seu imóvel

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