Beleza funcional

Instalação bonitas e adequadas melhoram desempenho de equipe e atraem clientes

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postado em 17/07/2008 14:21
Jackson Romanelli/EM/D.A Press
O médico ortomolecular Telmo Diniz criou um espaço que fortalece o conceito de saúde e bem-estar

A dedicação das empresas, dos mais diversos setores, para assuntos de gestão e de pessoal é fundamental para o bom desempenho. Mas, cada vez mais, as corporações estão percebendo a necessidade de investir em um outro setor: o local de trabalho. Com a equipe bem instalada, há reforço da identidade corporativa e da motivação dos funcionários, além de ser um cartão de visitas para os clientes.

Ao traduzir o papel da corporação por meio de detalhes e toques personalizados, a arquitetura reforça a missão do empreendimento. Quando planejou a mudança para a Savassi, o médico ortomolecular Telmo Diniz optou pelo conceito nas obras da Longevitá Clínica e Spa Ortomolecular. “Queria associar o projeto à imagem de saúde e qualidade de vida”, diz ele. Funcionando plenamente desde a última segunda-feira, a Longevitá tem três sistemas de som independentes onde as músicas são selecionadas conforme o tratamento a ser realizado. Luzes de diferentes cores projetadas em paredes para efeitos de cromoterapia, visando reativar a energia do organismo. “Sempre focamos no conforto físico e mental. E a estrutura é parte fundamental”.

Ana Sallum, responsável pelo projeto, revela ter se preocupado com o visual, as sensações e também com a funcionalidade do imóvel. “Por ser uma clínica com foco na beleza e no bem-estar, o projeto precisa ser belo e harmonioso. Para demonstrar a preocupação com a saúde, usamos um material emborrachado, antibactericida e de fácil limpeza no piso. As cores mais utilizadas, que transmitem a sofisticação do local, são branco, prata e verde, além de espelhos nas paredes. O intuito é criar um local de paz e tranqüilidade. Um refúgio na cidade”, garante a arquiteta.

Justamente pela especificidade de cada negócio, os projetos de arquitetura especiais demandam grande pesquisa em busca de formas e materiais mais adequados. “Se fosse um escritório de direito, certamente iria destinar uma área para a biblioteca, e procurar passar a sensação de confiança e organização”, exemplifica. “O único porém de um imóvel especializado é uma maior dificuldade em vendê-lo futuramente. Muito provavelmente demandaria mudanças para usos diferentes do concebido inicialmente”, avalia Ana.

DIFERENCIAL
Paulo Bernardes vê, no zelo em vários aspectos do negócio, o sucesso da Manoel Bernardes. O ambiente onde recebe os clientes merece destaque. “A imagem de uma empresa de luxo é muito importante. Além de procurar associar nosso nome a grandes marcas, temos investido na restruturação de todas as nossas lojas. Além de bonito, o ambiente deve ser receptivo, deixando o visitante confortável. Antigamente as lojas eram tão luxuosas e requintadas que chegavam a inibir. Não pode ser assim”, decreta o diretor de varejo da joalheria.

Na redefinição do layout da Manoel Bernardes, Paulo aposta num ambiente sensitivo e “quente” com uso de madeira nobre, couro cor de chocolate como revestimento de mesas e acabamentos em mármore, tapete e espelho, aliados ao sistema de som e cheiro próprio da marca. Já os sistemas de segurança devem passar o mais desapercebido possível. Toda a transformação tem custo alto, cerca de R$ 200 mil por cada espaço de 60 metros quadrados. “A vida útil da loja é curta. Caiu de 10 para cinco anos. Mas vale a pena. O cliente sai bem, leve e as vezes nem sabe o motivo, embora tenha percebido um bem-estar. Nossa idéia é criar ambientes que imprimam modernidade e contribuam para embelezar e valorizar a jóia, somando experiências sensoriais para que o cliente tenha prazer em estar na loja. E em voltar, claro.”

O arquiteto José Henrique Lanna também utilizou os princípios da arquitetura comercial no projeto da casa de festas Domus XX, da qual é sócio. Ele explica que o primeiro passo é definir a área de construção, que deve atender não só ao conceito do empreendimento, mas também ao público. “A ligação entre local, conceito e contexto deve estar inserida na arquitetura”, explica José Henrique. O Domus XX está instalado no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, conhecido como um pólo de eventos. “Os clientes não enfrentam trânsito para chegar, é uma área industrial e realizar festas até a madrugada é permitido”, pontua o arquiteto.

Outra estratégia que fez a arquitetura contribuir para o conceito do espaço é a construção da casa com vão livre, com 1,4 mil metros quadrados. O Domus XX precisou ser projetado para comportar a alta rotatividade de pessoas em um mesmo final de semana. “Para uma festa ser montada, muitos serviços estão envolvidos e a circulação de cargas pesadas, como arranjos de flores e mobiliário, é grande”, ressalta José Henrique. O conceito de flexibilidade, conciliando diferentes usos, influenciou tecnicamente o projeto arquitetônico, voltado para a agilidade, custo-benefício e modernidade.
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