Mostra em São Paulo é vitrine mundial

CAD Casa Arte & Design trouxe as novidades da arquitetura, decoração, design e paisagismo, aliando tecnologia e sustentabilidade

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postado em 07/11/2008 19:05
Espaço Conceito Bilheteria, de Graciela Piñero, integra as áreas interna e externa com a luz naturall - Inés Antich e Mayra Bernardina/Divulgação Espaço Conceito Bilheteria, de Graciela Piñero, integra as áreas interna e externa com a luz naturall
Com o tema Rumo à Sustentabilidade Menos CO2, arquitetos, decoradores, designers de interiores e paisagistas mostraram propostas alternativas em 44 ambientes projetados com soluções criativas, tecnológicas e confortáveis, aliados ao maior respeito à natureza, durante a segunda edição brasileira da CAD Casa Arte & Design. A mostra internacional de arquitetura, decoração, design e paisagismo, na versão nacional da Casa Decor, criada em 1992 em Madri, aconteceu em uma mansão em São Paulo, e foi encerrada no último dia 9. Atualmente, o evento também é realizado em Valência e Barcelona (Espanha); Milão e Torino (Itália); Londres (Inglaterra); Algarve, Porto e Lisboa (Portugal); e Miami (EUA).

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Sob curadoria da Sistema Ambiental, os participantes foram incentivados a utilizar propostas alternativas, que tivessem cunho social positivo e que contribuíssem ao melhor emprego dos recursos naturais, como reaproveitamento de entulhos, aproveitamento de águas pluviais, fontes de energia renováveis e materiais de baixo impacto ambiental.

Através dessas e outras medidas, a CAD Casa Arte & Design tentou diminuir, o máximo possível, os impactos ambientais. A primeira edição da mostra, realizada em 2007, emitiu 31,71 toneladas de CO2, segundo a Iniciativa Verde, uma organização de cunho ambiental. Para compensar essa emissão, em outubro foram plantadas 201 árvores nativas em área de proteção permanente da Mata Atlântica, o que conferiu à mostra a certificação do selo Carbon Free.

O evento, uma vitrine das novas propostas de moradia, aconteceu em uma mansão de 2,5 mil metros quadrados, no Alto de Pinheiros, construída em 1967 para a família do empresário chinês Ting Ho Chuan, e projetada com linhas modernistas pelo arquiteto Araken Martinho.

A programação contou ainda com fóruns de discussão sobre consciência ambiental na prática do design, premiação para os profissionais que melhor empregaram as práticas, estratégias e conceitos sustentáveis em seus projetos, para a proposta de uma cozinha ecológica disputado por estudantes de design de interiores, além de um trabalho social com uma entidade filantrópica paulista.

Organizada pela Decorar Brasil Eventos e Promoções, sob a batuta de Javier Campos Malbrán e as sócias Lucy Amicón e Marcela Portella, esta edição teve a intenção de guiar os olhares dos cidadãos para uma arquitetura consciente de seus impactos, ou seja, norteada pela preocupação com o ecologicamente correto, o socialmente justo e o economicamente viável. O novo conceito da mostra segue para a Casa Decor em Barcelona (Espanha), e depois para as demais edições em todo o mundo.

Os ambientes

Com o projeto Luminotécnica da Fachada e Calçada, a proposta do arquiteto e lighting designer Rafael Serradura foi destacar a casa como uma obra de arte multifacetada de cores e de efeitos. São quase 30 projetores de leds (que reduziram em 87% o consumo de energia), posicionados nas fachadas e na laje. Até as copas das árvores da calçada foram iluminadas. "O principal destaque é poder pintar a casa com a luz, brincando à vontade com milhares de matizes, e formar um grande conjunto artístico. É um show de iluminação e de economia", explica.
Alpendre e Sala de Ginástica: ares de sala de estar, e tecnologia com toque rústico  - Inés Antich e Mayra Bernardina/Divulgação Alpendre e Sala de Ginástica: ares de sala de estar, e tecnologia com toque rústico

Na mesma linha e em conjunto com os jovens participantes do Projeto Arrastão (organização sem fins lucrativos localizada na zona sul paulistana, que desenvolve ações de promoção social, educacional e de incentivo à cultura), ele criou o projeto Calçada Luz e Arte. "Convidei uma equipe maravilhosa para, juntos, criarmos um espaço tecnológico, social e sustentável. Jovens do Projeto Arrastão reproduziram a natureza em 18 painéis feitos das antigas portas dos armários, retiradas da casa expositora", explica o lighting designer. Para compor o efeito luminotécnico, projetores de leds iluminam o muro com uma grande variedade de cores, enquanto 90 lâmpadas halógenas, locadas no piso, destacam os painéis.

Com latas de embutidos recicladas e transformadas em charmosas galinhas distribuídas pelo jardim, junto a rosáceas de bambu (material natural e altamente renovável), a arquiteta Flávia Ralston criou o ambiente Por Cochere. "Escolhi trabalhar o reciclado, as cores e a iluminação diferenciada para dar um clima alegre e descontraído. E também para manter e valorizar o estilo atual da casa, com algumas soluções que minimizem o impacto ambiental", define. Na pérgula construída com chapas de aço, peças de acrílico colorido harmonizam-se com o conceito do projeto.

Leia mais sobre os outros ambientes que integraram a Casa Arte & Design

Envidraçado, o Espaço Conceito Bilheteria integrou as áreas externas e as internas com a luz natural. "A proposta foi criar um espaço-conceito que demonstre princípios de arquitetura sustentável, como a iluminação zenital, as placas fotovoltaicas e uma cobertura verde para trazer conforto térmico, entre outros. Tudo para economizar energia!", explica a arquiteta Graciela Piñero. O mobiliário ganhou fibras naturais, placas de resina reciclada, além de madeiras certificadas e de demolição.

Um ambiente cheio de bons fluidos, o Jardim das Boas-Vindas, inspirado na ilha de Bali, na Indonésia, foi a proposta do paisagista Keko Ferraz. "O grande destaque do espaço está exatamente no estilo balinês contemporâneo, que foi composto de estrutura de bambu, peças feitas de pedras, espelho-dágua, vasos, pastilhas e cores. Tudo em harmonia com as exuberantes espécies tropicais", descreve. Entre as soluções sustentáveis, estava o uso de energia solar para fazer o retorno da água do espelho.

Caracterizado como local de passagem, o Alpendre ganhou ares de sala de estar. "Resgatamos o seu caráter original, porém acrescentamos uma área de permanência. Criamos limites e um espaço social confortável e sustentável", explica a dupla de designers de interiores, Crisz Moura e Bia Mendonça. A parede principal foi formada por um mosaico de pastilhas nas cores bege, marrom e vermelha intercalado em painéis de madeira maciça e certificada. A opção pela instalação de leds garantiu o uso racional de energia.

Criado por Alessandra Ribeiro e Robert Weigt, o desafio do projeto Sala de Ginástica foi conciliar equipamentos de última geração com materiais de demolição. "Construímos uma Sala de Ginástica bem ventilada para diminuir o uso de condicionadores de ar, optamos pela instalação de aparelhos que economizem energia elétrica e priorizamos um espaço para atividades de solo", dizem os arquitetos. "Procuramos encontrar alternativas sustentáveis sem comprometer a sensação de bem-estar ao praticar exercícios físicos", concluem. A importância do Rio Amazonas está registrada num grande painel espelhado com vidro laminado.
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