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postado em 02/03/2009 17:05
Em frente à lareira revestida em pedra e decorada por oratório policromado, também com santas de roca e fragmentos de altar, futons orientais chamam ao repouso - Euler Júnior/EM/D.A Press Em frente à lareira revestida em pedra e decorada por oratório policromado, também com santas de roca e fragmentos de altar, futons orientais chamam ao repouso
Laura Valente

Num terreno remanescente da Zona Sul de Belo Horizonte, que se manteve preservado aos olhos de grandes construtoras que vivem de erguer arranha-céus, os arquitetos Cristiano Sá Motta e Ricardo Gruner criaram uma "vila mineira" que abriga escritório, ateliê e loft residencial.

Implantados num terreno de 500 m2, o escritório/ateliê ocupa 60 m2 e é uma construção original de 1930, reformada (retirada de paredes e forro, troca de esquadrias, piso) para ganhar o estilo "fábrica", onde fica o escritório da dupla. Daí as paredes revestidas de quadro negro, o piso taboado, as janelas altas, além da mesa sobre rodas que permite a mudança constante de layout, a decoração com luminárias Henrique Pessoa e com engrenagens antigas e descobertas em Tiradentes.

Conheça os ambientes da Casa Mineira:
Fachada
Quarto
Escada
Vista definitiva
Cozinha
Estar
Boas-vindas

Já o loft, que ocupa 160 m2, toma a parte mais alta do terreno - uma contrução nova, mas com uso de materiais de demolição e nas mesmas linhas da casa original, completando o conjunto desta "vila". Por estar no alto do terreno, tem uma vista única da cidade e ao mesmo tempo fica preservada dos olhares curiosos da rua. No piso inferior, sala de estar e jantar, cozinha, escritório e ambiente de som /TV fazem parte de um só espaço - nem mesmo o local reservado à despensa e outro, que abriga a geladeira, possuem portas. Em cima, o quarto, cujo telhado foi contruído com tesouras aparentes, é dividido pela disposição dos móveis em ambiente de dormir, closet, lareira, banho e varanda.

Grandes aberturas, muita claridade e ventilação, espaços grandes e sem paredes foram os objetivos do projeto, que prima pela composição bem-humorada da arquitetura e decoração, que mistura quinquilharias e objetos de arte, o moderno e o antigo, o tradicional com o totalmente autoral.

No mix de referências e estilos usadas para decorar, Cristiano e Ricardo dedicaram mais espaço para a art decó, mas também é possível encontrar objetos do século 19, peças do artesanato mineiro, coleções diversas que proporcionam ao espaço um colorido dinâmico, oposto ao "tom bege do mercado que deixa as pessoas pálidas".

Para quem não enxerga o conjunto da rua - e enquanto o jardim de bromélias e outras espécies não toma forma -, fica a impressão de tratar-se de um terreno sem graça. Para quem sobe as escadas (em breve haverá a alternativa do elevador, que será construído na lateral esquerda da área), a surpresa é garantida: enfim, uma construção atual com o calor necessário e característico de Minas, que em nada lembra os ambientes gélidos de casas projetadas e decoradas com referências copiadas de Milão.
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