Uma luz sobre os negócios

A iluminação pode ser capaz até de definir a escolha de consumidores em uma loja. Ter um bom projeto luminotécnico significa um aliado a mais nas estratégias para aumentar as vendas

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postado em 10/07/2009 17:37
Dirceu implantou na loja em que é sócio-proprietário projeto que ampliou as visitas - Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes Dirceu implantou na loja em que é sócio-proprietário projeto que ampliou as visitas
Mesmo imperceptível às vezes ao grande público, a iluminação em uma loja pode ser capaz até de definir a escolha dos produtos pelos consumidores. Profissionais da área alertam arquitetos e designers de interiores para a importância deste recurso na hora de pensar em um projeto comercial, e o varejo cada vez mais está percebendo a iluminação como uma aliada nas estratégias para alavancar as vendas. A afirmação é da especialista em marketing e técnica em iluminação, responsável pelo Centro de Treinamentos da Philips do Brasil (Lighting Application Center - LAC Brasil), Acácia Caitano, que ministrou, no início deste mês, a palestra Projeto Luminotécnico Comercial, no Minascasa, em Belo Horizonte, em parceria com a Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD).

"No passado, a iluminação em um espaço comercial era pensada apenas em sua aplicação funcional. Hoje, é possível criar ambientes dentro da loja, de acordo com os interesses específicos do empresário. Este é um recurso que deve ser considerado pelos arquitetos e designers desde o início do projeto, casando com a proposta arquitetônica e de decoração dos espaços, como o tipo de piso, o mobiliário. Quando bem trabalhada, a iluminação será capaz de atrair o cliente para dentro da loja, fazer com que fique ali mais tempo, gaste mais, e saia satisfeito, podendo voltar mais vezes", ressalta Acácia.

Veja mais de projetos para iluminação comercial

Como explica, para cada loja existe um jogo de luzes ideal. Diante das variações de tipos de produtos e público, o projeto de iluminação pode e deve fazer uso dos elementos que mais combinam com o estabelecimento e seu segmento, continua. "Uma loja que vende roupa pede iluminação diferente da que vende perfume, por exemplo. Nesta última, a luz não pode ser muito intensa para não esquentar os produtos. Da mesma maneira, uma que vende perfume para um público da classe A exige iluminação diferente da que vende para a classe D. As tonalidades brancas da luz, ou mais frias puxadas para o azul, ou mais quentes próximas do amarelo, também vão variar se é um estabelecimento para a elite ou outro popular. Se o ambiente é requintado e quer transmitir conforto, ou se esses aspectos não são os mais importantes".

Outro ponto a ser observado é o índice de reprodução de cor das lâmpadas, que deve ser o mais fiel possível. "Se não é uma lâmpada de qualidade, o cliente pode enxergar uma cor e descobrir outra em casa, o que pode gerar insatisfação". Uma dica é substituir as lâmpadas halógenas comuns pelas de vapor metálico, que aliam baixo consumo de energia, bom nível de reprodução de cor, maior eficiência e vida útil mais longa, como os modelos Master Colour disponibilizados pela Philips.

Durante a palestra, Acácia também abordou os temas temperatura de cor, iluminação decorativa e de arquitetura, e novas tecnologias. Os LEDs (diodos emissores de luz) oferecem diversas possibilidades em efeitos de cores, para pontos direcionados, e a técnica ambiscene, de iluminação dinâmica, permite que todas as luzes em um ambiente sejam alteradas com o toque de um botão. "Você pode programar as cenas, e trocar as luzes como quiser. Durante o dia, para a noite, no fim de semana. O cliente pode ser atraído ao pensar: qual será a cor que aquela loja está hoje? A iluminação deve ser pensada para valorizar o que o estabelecimento tem de melhor".
Phlips do Brasil/Divulgação

O sócio-proprietário da Eletro Nobre, loja do Minascasa especializada em utensílios para a cozinha, Dirceu de Oliveira, implantou em janeiro um novo projeto de iluminação, mais econônimo e barato, que já rendeu aumento de 30% nas visitas à loja. "O ambiente ficou mais atrativo, a vitrine também, e o nível de visualização dos produtos melhorou muito, ganhando destaque. Quem passa na porta consegue ver o que está lá no fundo, e acho que isso fez com que os clientes quisessem entrar para conhecer. Para mim, a iluminação é tão importante quanto os próprios produtos", acrescenta.

Escolha

Na opinião da professora de iluminação e acústica da Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Roberta Lopes, a palestra lembrou a importância do briefing para os projetos de iluminação. "Antes de decidir lâmpadas e seu posicionamento, é preciso entender realmente o cliente e o estabelecimento. É necessário estudar os perfis: localização da loja, iluminação natural, público-alvo, comportamento dos clientes, tipos de produto, entre outros. Se o briefing está claro, o profissional responsável pelo projeto poderá pensar quais são as melhores cores e quantidade de luz para o ambiente, por exemplo. Acho que um projeto adequado tem tudo para estimular os negócios da loja. Pode até não ser visível ao olhar comum, mas a iluminação faz toda a diferença. O apelo sensorial é muito grande. A pessoa pode ter uma visita muito mais agradável à loja se a iluminação for aconchegante".

Para a decoradora Elizabeth Boroni, um assunto fundamental sobre o papel da luz nas estratégias para atrair o público em um estabelecimento comercial é a atenção aos detalhes. "É preciso iluminar alguns pontos específicos, como o local dos produtos de destaque, e usar a iluminação para chamar a atenção do cliente".
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