Para compor o ambiente

Variedade de móveis, objetos de decoração e pisos disponíveis no mercado possibilita a criação de espaços únicos e personalizados. Mas é preciso cuidado para não exagerar

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postado em 03/05/2010 14:40 Júnia Leticia /Estado de Minas
Uso de móveis de apoio, como aparadores, bares móveis, cristaleiras e louceiros é recomendado pelos especialistas para enfeitar o conjunto de sala de jantar - Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press Uso de móveis de apoio, como aparadores, bares móveis, cristaleiras e louceiros é recomendado pelos especialistas para enfeitar o conjunto de sala de jantar
Para compor as salas de jantar não faltam opções. Aparadores, mesas de apoio, bares móveis, louceiros, cristaleiras, resfriadores de bebidas elétricos, máquinas de gelo e cumbucas de champagne são algumas das peças apontadas pelo designer de interiores Carlos Loyo. "Mas elas devem ser pensadas de acordo com as demandas dos usuários", explica.

Cadeiras e poltronas com mistificação de móveis de escritórios (giratórios, levemente reclináveis, entre outras) também deixam os espaços bem interessantes, como diz o designer de interiores. "Tampos giratórios casam bem com mesas circulares para até oito pessoas", comenta. Carlos Loyo também investe na mistura de madeira, cromados, espelhos, vidros e estofados, que, segundo ele, deixa o ambiente com cara de personalizado.

Para completar, o designer de interiores diz que papéis de paredes e tecidos com estamparia retrô, como poás, mandalas, camafeus e molduras, voltaram com tudo. "Tapetes, passadeiras, espelhos de fundos diferentes (cobre, preto) ou os vitorianos, lustres e pendentes imponentes misturados a microleds ou minidicroicas, pisos de cores mais uniformes com leve brilho também compõem o ambiente".

Uma boa opção para deixar o ambiente bem intimista e personalizado, de acordo com Carlos Loyo, é comprar peças diferenciadas em antiquários. Mas é preciso ter cuidado com os excessos. "Quadros, fotografias, esculturas, apliques de paredes, tudo pode, desde que pensado cuidadosamente para não poluir ou deixar o ambiente cheio de informações que tirem a atenção durante as refeições".
Eduardo Almeida/RA Studio

Com relação ao piso, também há uma infinidade de materiais disponíveis no mercado. A arquiteta Débora Lima cita os pisos frios, como os porcelanatos, cada vez mais acessíveis. "Eles proporcionam leveza, praticidade e elegância ao ambiente, principalmente os de tamanhos maiores (80cm x 80cm e 60cm x 60cm)", aponta.

Outra boa escolha são os laminados de madeira, que podem ser de cor clara ou escura, como conta a designer de interiores Adriana Geo. "O escuro fecha mais o ambiente. Neste caso, as paredes devem ser claras", diz. Apesar de as cores fortes conferirem charme à sala, ela aconselha a utilização de tons neutros, como camurça. "Uma cor muito escura diminui o ambiente. Mas se ele for bastante espaçoso, pode-se abusar dos contrastes", completa.

MULTIFUNCIONAL

"A boa culinária, cozinhar com os amigos e perto de todo mundo, caiu no gosto popular. Por isso, nada mais justo que trazer a sala para a cozinha ou vice-versa". A constatação é da arquiteta Débora Lima, que observa que, atualmente, diversos projetos levam em consideração que a reunião será feita em torno da mesa e do fogão. "Com isso, a sala de jantar deixou de ser um ambiente à parte para se tornar um espaço gourmet".

Para promover esta transformação, a arquiteta investe na utilização de painéis de separação entre os ambientes. "Outro modo de tornar o espaço multifuncional é fazê-lo parte do cinema em casa, que também é uma tendência das reuniões informais", conta.

No que se refere ao investimento para criar este novo ambiente, Débora Lima aponta os valores estimados. Segundo ela, um pedreiro de acabamento e um pintor cobram, por dia, R$ 120 e R$ 90, respectivamente. Para rebaixamento de forro, o custo é de R$ 35 o metro quadrado (m2) e o trabalho de um eletricista custa R$ 50 por ponto luminotécnico. Já o projeto varia de R$ 720 a R$ 1,2 mil e o mobiliário fica entre R$ 1,5 mil e R$ 5 mil, aproximadamente.
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