Novo lar, antigos móveis

Especialistas mostram como é possível economizar e aproveitar a mobília atual da família que está de mudança para outra casa ou apartamento

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postado em 14/06/2010 13:56 Júnia Leticia /Estado de Minas
Fotos: Eduardo Almeida/RA Studio
Um dos momentos mais significativos e esperados na vida de qualquer pessoa é a mudança de casa ou apartamento, principalmente quando se trata de um imóvel próprio. Mais do que a simples ocupação de um espaço físico, mudar de ambiente significa reorganizar o local que possibilita momentos marcantes com a família e os amigos. Em tempos de discussões sobre sustentabilidade e desperdício, uma das maiores preocupações é como fazer essa transformação aproveitando ao máximo os móveis que a família tem. Mas, como as construções adotam espaços menores a cada ano, problemas como mesas que não caberão na nova sala de estar e guarda-roupas incompatíveis com quartos pequenos são constantes. Sendo assim, quais cuidados são necessários antes de mudar para não perder a mobília?

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A designer de interiores Tânia Freitas conta que o aproveitamento dos móveis, em termos de leiaute e estética, dependerá muito da planta do apartamento ou da casa que será ocupada. "Fatalmente, algumas coisas sobrarão e outras faltarão. Quanto mais parecido o novo ambiente com o antigo, maior será o ganho em termos de aproveitamento. Mas não se estresse, pois daí surge uma oportunidade para repaginar esteticamente aquilo que normalmente não nos atrevíamos em mexer", explica.

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Para a coordenadora do curso de arquitetura da Unipac, Renata Filipetto de Oliveira, o cuidado ao observar o espaço do novo apartamento é tão importante quanto a proposta de mudança de vida e de preservação da história da família presente no mobiliário que a acompanha. "Aproveitar os móveis na nova casa é, acima de tudo, uma grande economia para os primeiros tempos no imóvel, cheio de surpresas com contas e pequenos arranjos a fazer".

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Segundo ela, o comprador deve prestar muita atenção aos espaços que comportarão camas, mesas e sofás. Renata diz que isso pode causar surpresa desagradável nas mudanças sem planejamento. "Outras questões também devem ser levadas em consideração: existem armários planejados na nova casa? A família tem guarda-roupas, gaveteiros ou estantes grandes e pesados? Há como levá-los para o novo espaço sem prejudicar o ambiente acolhedor que deve ter um lar?", comenta.

O primeiro passo para quem quer fazer essas adaptações é saber onde se quer chegar, como explica Tânia Freitas. "Raramente, um objeto admite duas ou três adaptações. Pense bem antes e, se possível, desenhe, mesmo que ele não seja um primor. Se não desenhar, tente referenciar com uma foto ou ambiente que tenha a ver com aquilo que pensou. Evite agir por impulso".
A designer Tânia Freitas explica que a reutilização de peças depende da planta do imóvel: A designer Tânia Freitas explica que a reutilização de peças depende da planta do imóvel: "Quanto mais parecido com o antigo, maior será o ganho em aproveitamento"

APOIO

Contar com um bom profissional - arquiteto ou decorador - ajuda no planejamento daquilo que pode ser transformado, aproveitado ou que merece ser descartado, como observa Renata Filipetto. "Mas alguns cuidados podem ser tomados: examine o estado de conservação do móvel, qual função exercerá na nova casa, meça espaços e dimensões do mobiliário e defina sua localização para auxiliar, inclusive, no dia de receber a mudança", recomenda.

A professora fala, ainda, da importância de se analisar a real necessidade de se comprarem móveis novos para esses espaços. "A vontade irresistível de adquirir a mesa dos sonhos, exposta na vitrine, não será apenas um impulso? Muitas vezes, uma pátina, troca de tampo ou do estofado de cadeiras pode ser bem mais econômico e de valor estético e sentimental do que a compra impulsiva", diz. Renata lembra que os móveis deixados para trás precisarão ser revendidos ou doados, o que significa um trabalho a mais.

Para a designer de interiores Tânia Freitas, o planejamento é essencial para mudar sem exceder os gastos, os previstos e os que ocorrem mesmo sem previsão. "Incluo a escolha de uma boa empresa de mudanças. Prepare previa e pessoalmente a arrumação das coisas mais delicadas e de estimação, de forma a não correr riscos de danos", aconselha.
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