Cerâmica em Milão

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postado em 30/08/2010 10:54 Lilian Monteiro /Estado de Minas
Ousadia no uso das cores da Toscana deixa de lado preconceito sobre os tons da nossa bandeira - Lema/Divulgação Ousadia no uso das cores da Toscana deixa de lado preconceito sobre os tons da nossa bandeira
30 de agosto de 2010 - Com toda sua experiência, a maior surpresa da feira para Eraldo foi o que chamou de low tech: “A grande sensação foi o móvel de cerâmica, que nunca tinha sido feito. Mesas e bancos. O modelo de banco em torno vitrificado de Marcell Wanders fez sucesso. A ideia de usar um elemento simples, ser global e local ao mesmo tempo foi o máximo. Assim como as mesas de Karim Rashid. Tudo partiu de uma cerâmica italiana dos anos 1950, que só produzia peças tradicionais. Ela convidou grandes designers para criarem a partir de uma matéria-prima que não custa caro e nem exige tecnologia dispendiosa. Os Irmãos Campana fizeram uma mesa em terracota, que lembra o sertão brasileiro. O objetivo é ser universal e resgatar a origem, ir ao barro. É o desenvolvimento de um peça com ponto de partida no inconsciente coletivo, o fazer simples e secular. Novamente, é a aplicação do novo pensamento”. Falando nos Irmãos Campana, Eraldo conta que eles desenharam pela primeira vez objetos. Fizeram peças de resina com fibras vegetais, como vasos e fruteiras: “Verdadeiras obras de arte”.

Frutas foram recorrentes: em plotagens, de vidro ou em alto relevo | Wood Chair, peça criada pelo Grupo Front, com design da cultura pop - Eraldo Pinheiro/Divulgação Frutas foram recorrentes: em plotagens, de vidro ou em alto relevo | Wood Chair, peça criada pelo Grupo Front, com design da cultura pop
Quanto ao que deve chegar por aqui, Eraldo acredita na força das estantes como verdadeiras paredes de livros: coloridas, com conhecimento e memória: “São as estantes ambientando”. Outra aposta, que saltou aos olhos do arquiteto, foi a composição do ambiente nas cores azul, verde e amarelo. Tons que, apesar de carregarem certo preconceito do brasileiro por remeter à bandeira – valorizada apenas em época de Copa do Mundo –, foi criada para lembrar a região da Toscana e ficou de muito bom gosto: “Vale ressaltar como tendência que a cor da feira foi o azul, desde o turquesa até o cobalto e anil”. Por fim, apesar de não abrir mão das inovações, Eraldo esclarece que nem tudo foi só pop em Milão: “A feira continua com o requinte formal, beleza, forma e conforto que a caracterizam”

Em alta

1) Azul como cor na decoração
2) Altorelevo
3) Frutas
4 ) Móveis de cerâmica
5) Tampos de mármore levigados (sem brilho)
6) Cores da bandeira nacional
ou da Toscana
7) Polígonos e poliedros
(vide casa de abelha)
8) Sofás modulares
9) Tapete patchwork
10) Estantes que enfeitam como quadro, soltas do chão, cuja composição dos volumes
decoram como uma tela
11) Cavaletes: a forma mais primitiva de apoio volta com força
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