Veja fotos do Salão de Milão 2010
Em 2001, presença marcante da família dos poli (polipropileno e polietileno). Cadeiras e pufes esbajam flexibilidade, translúcidos ou coloridos. O design abre lugar para as linhas curvilíneas as lado dos formatos mais brutos. Antecipando tendências, Marcel Wanders reveste uma poltrona de lã muito semelhante ao feltro, material que ganhou mais aparição nos últimos anos.
No ano seguinte, continuam as peças de plástico. O ano de 2002 deixa um pouco de lado as estampas para abrir uma variedade em cores únicas. O humor é ponto forte, como em uma das peças mais fabulosas dos irmãos Campana, uma poltrona forrada de bichos de pelúcia.
Em 2003, menos é mais. Os lançamentos trazem formas limpas e funcionais. O minimalismo predomina nos móveis e acessórios de decoração, com madeira, vidro e metal explorados em seu estado natural
A crise que afetou o setor moveleiro italiano em 2004 não impediu que novas tendências aparecessem no em Milão. Curvas em substituição às linhas retas, uso intenso de materiais mais quentes com a madeira, e conforto total. Sofás grandes, tecidos macios e mesas laterais para deixar tudo ao alcance marcaram a 43° edição da feira.
Recortes, relevos em tecidos e texturas priorizaram o toque e a sensação, em uma interação constante entre a superfície dos móveis e o usuário, em 2005. Nos materiais, o predomínio foi plástico, utilizando à exaustão, como muita cor e brilho. As estampas psicodélicas vieram com força e substituíram os florais.
A 45° edição do Salão do Móvel sofreu os ecos da crise na economia italiana. Por isso, em 2006 as peças que já eram conhecidas pelo público acabaram voltando, mas repaginadas. Ainda assim, a criatividade impulsionou a chegada de novidades. Entre as principais tendências, estão o uso das cores, a aposta em materiais como a lã e o feltro, além de móveis com formas que desafiam, mas não prejudicam o conforto.
Em 2007, muito preto e branco, saindo da frieza para se tornarem quentes e acolhedoras, vindas em detalhes, como os brilhos, as texturas e as formas, mais orgânicas e menos retas. Couro e metal foram os materiais da vez.
A volta ao passado deu o tom ao 47° Salão de Móvel, em 2008. Reinterpretações de estilos clássicos, com tramas, capitonê e artesanato, entre outras características, deixaram o design italiano mais quente e humano, remetendo a lembranças de peças antigas
Na edição de 2009, tecidos, bordados, e trançados revestiram a superfície das peças e convidaram ao toque. A pele dos móveis era o que determinava as formas, e não o contrário, como de costume. Isso deu origem a muita variação. Ainda sofrendo os reveses da crise econômica, o design italiano se dividiu em dois caminhos: um do otimismo, usando cores, estampas e brilhos, e o outro, da segurança, apostando em tons calmos e em materiais conhecidos.
No ano passado, a experiência tátil substitui o olhar. Materiais fingiram ser o que não eram, luzes formavam labirintos e as texturas se misturavam, enganando os olhos de quem visitava a feira. Os designers prezaram pelo ultraconforto e abusaram da criatividade. A grande onda era apostar em uma ampla gama de materiais, que ia do alumínio a uma lona que imitava tricô, passando por plástico, metal e madeira.