A magia das cores

Saber usá-las na decoração é algo que vai além da estética e do simples gosto pessoal. O emprego adequado pode surtir resultados que geram harmonização e equilíbrio dos moradores

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postado em 22/05/2011 10:12 Júnia Leticia /Estado de Minas
Tons são sensações e devem ser escolhidos de acordo com a impressão que se deseja causar - Eduardo Almeida/RA Studio Tons são sensações e devem ser escolhidos de acordo com a impressão que se deseja causar

Encontrar a tonalidade mais adequada a cada ambiente é sempre um desafio na hora de decorar. O arquiteto ou designer de interiores deve ter em mente que a cor é, antes de tudo, uma sensação e ela deve ser escolhida de acordo com a função que o espaço vai exercer e a impressão que se quer causar.

Nesse momento surgem inúmeras dúvidas. Será que existe um tom certo para cada cômodo? Há alguma regra que impeça que uma coloração quente seja usada em um quarto, por exemplo? Professora do curso de design de interiores do Inap, Maria de Lourdes de Souza garante que não existe coloração certa para determinado ambiente. Segundo ela, o que influencia na escolha é a personalidade de cada um. “Você pode usar qualquer cor, desde que encontre a tonalidade ideal, adequando à luminosidade de cada tom, encontrando uma harmonia entre os diversos matizes. Todas as cores combinam, todos os tons conversam entre si”, diz.

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Renovação da atmosfera
Algumas características das cores

Para especificar a cor, também deve ser levada em consideração a atividade a ser desenvolvida em cada ambiente, como indica a professora. Assim, é possível se apropriar dos benefícios de cada uma delas. “A cor traz uma mensagem não verbal que sempre é percebida pelo ser humano”, analisa. Maria de Lourdes cita alguns exemplos de como as cores podem atuar nos ambientes e nas emoções. “O vermelho é uma cor estimulante e nos sugere sofisticação e modernidade. O amarelo aquece como a luz do sol, nos acolhendo e nos envolvendo. O azul nos transmite organização e transparência. Assim, devemos ter uma coerência entre a sensação causada por cada cor e o uso do ambiente”, aconselha.

Esses significados são resultado do que é estudado pela cromoterapia. A professora explica que o termo refere-se à terapia que considera a influência das cores sobre o ser humano. “Sendo uma reflexão da luz, a cor é uma onda eletromagnética e, segundo os adeptos da cromoterapia, os diferentes comprimentos de onda nos influenciam diferentemente”, explica Maria de Lourdes.

E esse conceito pode ser um grande aliado para amenizar percepções e equilibrar as emoções, como aponta a professora. “Uma cor que nos transmita a sensação de quente poderá ser usada em um quarto, principalmente ser for em um local de clima mais frio, onde a sensação de calor é muito bem-vinda. Devemos evitar nesse ambiente cores que nos excitem, muito saturadas.”

Design de interiores da Mobiliadora Lider, Rafael Cândido é da mesma opinião. De acordo com ele, de forma geral, quartos pedem cores que transmitem serenidade, como verde e azul, além de cores neutras. “Os quartos são ambientes tranquilos porque a maioria das pessoas vive um dia agitado e precisa disso para acalmar os ânimos.”

Maria de Lourdes de Souza, designer de interiores - Eduardo Almeida/RA Studio " title="Eduardo Almeida/RA Studio " /> "A cor traz uma mensagem não verbal que sempre é percebida pelo ser humano" - Maria de Lourdes de Souza, designer de interiores
Entretanto, não há uma regra que impeça que uma coloração quente também seja usada. “Existem, também, os quartos que precisam ser energizados, como os de pessoas em depressão, por exemplo. Pessoas nessa situação necessitam de quartos que estimulem à vida”, aponta Rafael Cândido.

ACONCHEGO

Já a sala de TV pede cores escuras, como preto, cinza e marrom, que, conforme o designer, são mais aconchegantes ao olhar. Em cômodos com espaços reduzidos, a recomendação é fazer o contrário. “Ambientes pequenos, como o banheiro ou a cozinha, pedem cores claras, como o branco”, completa.

Para a decoradora Simone Nunes, cada local da casa vibra com um determinado tom. Por isso, há certas especificidades. “Em um ambiente direcionado à alimentação, podemos utilizar cores ou peças avermelhadas ou alaranjadas, já que essas tonalidades estimulam o apetite”, exemplifica.

Nos quartos, ela também recomenda o verde e o azul, que fazem a renovação dos fluidos do local e transmitem tranquilidade. Mas ela reforça que é preciso respeitar o gosto de cada morador. “Se você pintar sua casa com cores que não estão lhe agradando, isso pode provocar, a longo prazo, mal-estar e depressão”, alerta Simone Nunes.

Tags: cores

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geraldo - 22 de Maio às 11:32
Com a globalização as coisas estão mudando numa velocidade incrível, o que era cafona, hoje não, depende da forma como se olha e sente, no designer interior´não é diferente.Viva a globalização.

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