Estilo Art Déco ainda está presente em design de interiores

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postado em 20/06/2011 14:47 CorreioWeb /Admite-se

Na década de 1920, surgiu na Europa um movimento que atingiu várias áreas do cotidiano. Arquitetura, decoração, moda e desenho industrial são alguns dos ramos que compreendem o estilo Art Déco. Mesmo originado no Velho Mundo, torna-se muito popular nos Estados Unidos e é lá, de acordo com a arquiteta Yeda Garcia, onde se encontram os grandes exemplos do estilo aplicado na arquitetura, design de interiores, de móveis e de objetos.

Com forte influência do cubismo, a linguagem geometrizada encantou os europeus no momento em que estavam sofrendo com as destruições da primeira Guerra Mundial. Para Yeda, esse foi um movimento que trouxe uma atmosfera de novidade e que anunciava novos tempos.

Contribuindo com essa modernidade, afirma o presidente do Instituto Art Déco Brasil Márcio Roiters, estava o aumento da tecnologia e velocidade expressos, por exemplo, em aviões e navios. Estes últimos, grandes responsáveis pela disseminação do estilo. “A decoração dos navios era toda em Art Déco, e quando paravam nos portos e abriam para visitações, colocavam o estilo ao alcance do público.”

Antecedente do modernismo, o termo Art Déco vem da contração do nome da Exposição Internacional das Artes Decorativas e Industriais Modernas (Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes), ocorrida em 1925. Para Márcio, esse foi o auge do movimento. Mesmo sendo originado na década de 1920, chegou ao Brasil nos anos 30 e sobreviveu até o início da década de 1950. “Mas hoje voltou e é uma maneira de viver, uma nova estética”, afirma Roiters.

Ainda que tenha sido construída anos mais tarde Brasília tem algumas influências arquitetônicas do período, como os azulejos e painéis de Athos Bulcão e as esculturas de Bruno Giorgi – Meteoro, em frente ao Itamaraty e Os Candangos, na Praça dos Três Poderes.

À la 1920

Estilo que encantou europeus e norte-americanos no início do século, hoje serve de inspiração para a decoração de interiores. “As pessoas que costumam usar esse tipo de estilo são realmente apreciadores de arquitetura. Dá elegância ao ambiente, além de toques de bastante personalidade”, afirma o arquiteto e decorador Nardim Júnior. Mas é apenas uma influência, como alertam os arquitetos Luiz Fernando Grabowsky e Yeda Garcia. “Podemos fazer releituras, revisitar determinados estilos, mas sempre com um pé no nosso tempo”, opina a arquiteta. “Não se deve criar um cenário e sim uma atmosfera que beba na fonte desse estilo”, complementa Luiz.

Yeda afirma que para criar um ambiente com inspiração déco é bom usar alguns objetos autênticos, como vasos, cachepôs e luminárias. Eles fazem a diferença na decoração. Além disso, a geometrização das formas e padronagens inspiradas na natureza ajudam a criam a atmosfera.

Mobiliário de época, formas aerodinâmicas, uso de lambris ou madeiras mais escuras, iluminação indireta e arandelas nas paredes. Cores contrastantes e a laca preta com detalhes cromados. Tudo isso contribui, de acordo com Luiz Fernando Grabowsky, para se ter um pouco do estilo em casa. Mas para que a decoração do lar não pareça saída de um filme de época, Luiz recomenda evitar o uso de peças que não são úteis, nem práticas.

A elaboração do ambiente deve ser normal, com as peças em art déco servindo como detalhes. Para isso, existem várias combinações possíveis como aplicar as formas geométricas, a ornamentação com sancas de gesso, explorar as molduras em zigue zague, as estampas cubistas e as cores pastéis.

Luiz Fernando ainda recomenda misturar aos estofados, poltronas e cadeiras art déco, que ainda são encontradas no mercado. O arquiteto alerta que é bom evitar o rebaixamento de gesso — que tira o pé direito e fazem os móveis ficarem fora de proporção — e as cores claras e o branco, usando-as apenas nos tetos e portais.

 
No hall de entrada, projetado pelo arquiteto Nardim Junior, foram usados um aparador e um aplique de alabastro para conferir características art déco. Ainda foi usado um lustre de Sabino, famoso vidreiro francês do período.

 
Nessas salas projetadas por Luiz Fernando Grabowsky, o estilo aparece, entre outros, nos quadros com formas geométricas, nas esculturas e no zigue-zague do chão.

 
Na sala de jantar, também projetada por Luiz Fernando Grabowsky, pode-se encontrar o art déco nas arandelas, formas geométricas do quadro e parte de baixo da parede, no estofado em zigue-zague das cadeiras, no aparador e na escultura.

Serviço:
Neste ano, o Brasil receberá, pela primeira vez na América Latina, o 11º Congresso Mundial em Art Déco. O Rio de Janeiro venceu a disputa com Paris e será a sede deste Congresso Mundial, que será realizado entre os dias 14 e 21 de agosto.

Tags: design

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