Um deles é citado pela a arquiteta Roziane Faleiro. “Em tempos de sustentabilidade aparecem pisos de materiais novos, como o bambu.” Mas há opções para agradar a todos os estilos, disponíveis em tamanhos variados. “A tábua corrida, os tacos ou tacões e o parquet. Todos se compõem de réguas de madeira de larguras e comprimentos distintos, aplicadas sobre barrotes fixados no contrapiso”, explica.
Além dessas opções, a arquiteta Renata Basques diz que atualmente há revestimentos de madeira mais práticos, que podem substituir os tradicionais. “São os pisos mais finos em diversos tamanhos, com espessura menor e instalação feita por meio de encaixe lateral direto no contrapiso, fixado com cola ou parafuso”, detalha.
De acordo com ela, esse piso pode ser usado no caso de reformas que necessitem de um revestimento com espessura menor em substituição ao piso flutuante. “É bem mais interessante. Além disso, esse piso (indusparquet) ainda pode ser raspado e envernizado até cinco vezes”, comenta Renata.
Independentemente da escolha, a boa notícia é que todos os pisos podem ser reparados, conforme explica a arquiteta Patrícia Guerra
No entanto, para que possa ser reparado, o revestimento tem de estar em bom estado de conservação, como diz Renata Basques. “Para isso é feito um processo de raspagem e aplicação de novo verniz. Há também casos em que conseguimos aplicar um produto que promove o clareamento e transforma pisos muito escuros ou antigos”, indica.
MANUTENÇÃO De qualquer forma, ter cuidado com a manutenção ajuda a preservar a beleza dos revestimentos de madeira. “Com o passar do tempo, é comum os pisos apresentarem problemas como perda do brilho, arranhões, trincas ou descolamento de rejunte”, explica Patrícia.
Roziane Faleiro reconhece que a superfície sofre com os esforços de uso e passa a ter imperfeições. “Para revitalizar os materiais que estão nesse estado, é importante substituir as peças sem condição de uso, eliminar a superfície danificada por abrasão, retirar e reaplicar as massas que preenchem as frestas e, finalmente, aplicar resina para dar acabamento e garantir a proteção.”
Para conservá-los, os cuidados têm de ser frequentes. O uso de solventes orgânicos e o contato com a água estão proibidos nesse processo, para não danificar o acabamento. “A manutenção tem de ser frequente, com vassoura de pelo e pano macio levemente umedecido”, ensina Roziane.
RETOQUES Não importa se o revestimento é assoalho, taco, parquet, bambu ou outro. É essencial utilizar o produto correto para ter um bom resultado, como alerta Patrícia Guerra
Outra dica dada pela arquiteta é colocar feltro nos pés dos móveis para evitar riscos. O procedimento é necessário devido ao processo que envolve o tratamento que receberá o piso, que primeiro será lixado. “Depois é necessário varrer, passar aspirador de pó, a seladora e o verniz. Geralmente, recomenda-se entrar no ambiente 48 horas após o tratamento”, conta Patrícia Guerra.