Casa Cor Minas elege os melhores ambientes de 2011 em seis categorias

Um júri formado por profissionais especializados escolheu os projetos mais bem elaborados da 17ª edição, e faz um brinde à sofisticação

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postado em 31/08/2011 10:27 / atualizado em 31/08/2011 11:37 Redação /Lugar Certo
Aberta desde o último dia 20 no Alphaville, em Nova Lima, Grande BH, a Casa Cor Minas Gerais já tem selecionados os melhores projetos. Um júri composto por profissionais especializados avaliou seis categorias: Projeto Mais Original, Projeto Mais Ousado, Melhor Projeto de Uso Público, Melhor Projeto Comercial, Melhor Projeto de Paisagismo, Melhor Projeto em Casa Cor. E ainda haverá um outro júri técnico, ainda em formação, que irá avaliar as questões voltadas para sustentabilidade nos projetos.

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A Casa Cor escolheu uma seleção de jurados que possuíssem um olhar apurado a respeito das questões estéticas e que ao longo da visita nos ambientes não houvesse conhecimento da autoria dos trabalhos, para evitar influências de qualquer tipo. A escolha dos projetos premiados é de critério exclusivo dos jurados e os prêmios concedidos para mais de um projeto foram devidos a empates na escolha dos jurados.

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O júri foi formado por Dan Zecchinelli, publicitário, Eduardo Gontijo, psicanalista e fotógrafo, Euler Andrade, publicitário, Fernando Ramos, arquiteto, Graça Otoni, estilista, Hélio Lauar, psiquiatra e colecionador de arte, Hindy Brandão, antiquária, Janine Ester, jornalista e editora da Revista Habitat, e Mary Figueiredo, designer.

Confira os ganhadores:

Projeto Mais Original: Bilheteria e Foyer, de Mariana Borges, arquiteta, e Thaysa Godoy, designer de interiores e pós-graduada em design de móveis
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Foyer, palavra de origem francesa, que significa salão nos teatros onde as pessoas possam se reunir durante o intervalo dos espetáculos. Daí nasceu o conceito do projeto das profissionais Mariana Borges e Thaysa Godoy para transformar os 80 metros quadrados de vão livre do espaço em um salão de expectativas, um lounge para receber os amigos, ou, simplesmente, para relaxar e ouvir uma boa música. Tudo isso num misto de cores, sons, formas e tecnologia interagindo-se harmoniosamente bem. A sustentabilidade é uma das características marcantes no ambiente: foi usada madeira de demolição de mais de cem anos restaurada e aplicada em toda a extensão da fachada, piso cimentício que imita com singular perfeição um piso de madeira, lareira à base de etanol e lâmpadas de LED.

Projetos Mais Ousados: Loft Ronaldo Fraga, de Cioli Cássius Stancioli, arquiteto e designer, e Home Office, de Sandra Diniz, arquiteta
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Idealizado para homenagear o estilista Ronaldo Fraga, o ambiente foi inspirado na vida desse profissional que viaja constantemente e utiliza uma moradia satélite que poderia ser alocada em qualquer lugar do mundo. O espaço integra quarto, banho e cozinha e se baseia no conceito de lofts dos EUA dos anos 70. Utilizou-se o efeito concreto, iluminação industrial, madeira, couro, peças customizadas e de reaproveitamento. A plotagem imitando o ladrilho hidráulico está presente na parede da cozinha (desenho do arquiteto) minimizando custos de fabricação, além da possibilidade de utilização da luz natural pelos grandes vãos em vidro e uso da tecnologia da automação, uma prática que alia conforto e economia. Como diferencial, pode ser destacado o mix de materiais. A memória afetiva do homenageado é resgatada nas plotagens de desfiles e croquis em texturas inovadoras, na colcha de fuxico e no manto "Semblantes" de Bispo do Rosário.
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No mundo moderno, o tempo vale ouro e está mais curto. As pessoas têm de realizar várias tarefas ao mesmo tempo. O homem deve ser excelente profissional e ainda estar em forma. E foi pensando no cotidiano de um jovem empresário que a arquiteta Sandra Diniz especificou um home office multiuso, que é a descrição de praticidade e bom gosto. Trabalho, relaxamento e cuidado com o corpo são as propostas do ambiente. A chaise e o painel para TV de vidro convidam a uma pausa. Já a preocupação com o corpo é simbolizada por elementos verticais, como organizador de pesos, a barra para exercício e outros. O revestimento eco dreno de uso externo, porém aplicado no interior do ambiente, a manta acústica impactsoft, a releitura de cimento natado no piso e a praticidade das estantes em drywall, além da mesa e gaveteiros dão o tom sofisticado e prático. A ideologia não poderia ser outra: trabalhar é importante, mas viver com qualidade e prazer é fundamental.

Melhor Projeto de Uso Público: The Art Bistrô, de Ana Paula Paolinelli, arquiteta, e Disco Lounge Interativo, de Flávia Freitas, engenheira civil, designer de interiores, light designer, Luciano Costa, engenheiro civil, designer de interiores, máster em arquitetura, e Maria Aparecida Teles, arquiteta
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O ambiente foi todo trabalhado para proporcionar conforto e satisfação ao público da Casa Cor. As tendências essenciais do projeto, escolhidas pela profissional Ana Paula Paolinelli, são as texturas mostradas na feira de Milão de 2011: papel que imita tecido matelassado; painéis em ripas de madeira com alto e baixo no relevo; tiras de espelho bronze que proporcionam textura e movimento ao material polido; mármore travertino sintético, que é ecologicamente correto; assim como o piso PVC, que imita madeira de demolição; deck de eucalipto de reflorestamento; lareira elétrica; lustre de cristal e tecido para sofisticar os ambientes. O mobiliário é vintage e contemporâneo.
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Um Disco-Lounge Interativo, medindo 73,80 m2, é a proposta dos profissionais para um dos maiores ambientes da Casa Cor deste ano. Ele traz a nostalgia e o charme do mobiliário vintage convivendo com a ousadia e a tecnologia da música eletrônica. Os criadores convidam o público para uma experiência de envolvimento e de diferentes sensações, já que as pessoas é que escolhem a viagem que querem fazer pelas canções das décadas de 1970 até hoje. O ambiente foi concebido em diferentes níveis, em que cores, texturas e a iluminação conduzem os visitantes até o lounge, passando por um painel interativo que apresenta a árvore genealógica da música eletrônica, onde os usuários podem interagir e conhecer a história da música eletrônica por um visualizador gráfico projetado no ambiente. A sustentabilidade foi uma preocupação em todo o processo de criação. Assim, entre os materiais usados, há um painel de MDF revestido por uma camada de garrafas PET. A iluminação foi toda projetada com cuidados ecológicos, usando LEDs e formando um espetáculo luminotécnico acolhedor e agradável, para as pessoas dançarem e curtirem o ambiente.

Melhor Projeto Comercial: Lounge Clube A, de Ana Paula Massote Rohlfs, arquiteta
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Alicerçado nos conceitos de sustentabilidade e funcionalidade, o Lounge do Lazer, da arquiteta Ana Paula Massote Rohlfs, tem cinco ambientes integrados: lounge, bilhar, espaço de conversação, espaço leitura e balcão de bar. A intenção é fazer os visitantes se sentirem em casa, o que é tendência na atual arquitetura de interiores. Foram utilizadas 170 peças de pinus, tonalizado e imunizado no tamanho de 4,5 m x 0,25 m, que são a coluna vertebral deste projeto. As longarinas, o bilhar com design contemporâneo, o castelato, o mármore moon face bruto e piso laminado level são as grandes novidades que merecem destaque no ambiente. Além disso, o jardim com árvores melaleucas, de 4m de altura, dá o toque de descontração no mobiliário em madeira certificada, mesa com cerâmica vitrificada, design da arquiteta, e poltronas contemporâneas.

Melhor Projeto de Paisagismo: Jardim do Encontro, de Clarice Maia, Erika Maia, Elvira Guimarães e Pedro Henrique Murta, paisagistas
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O ambiente é um espaço onde as pessoas podem se encontrar, sentar, observar a natureza e apreciar obras de arte. Foi criado a partir de reminiscências da infância no interior, quando as praças eram utilizadas para conversar e encontrar amigos e até fazer footing. Os profissionais Clarice Maia, Erika Maia, Elvira Guimarães e Pedro Henrique Murta criaram um jardim aconchegante, onde as pessoas podem viver experiências visuais e táteis, ricas em texturas, cores, formas, além de observarem as belíssimas obras de um grande escultor mineiro, Leandro Gabriel. O conceito de sustentabilidade é observado nas esculturas que utilizam materiais de refugo, velhas chapas de ferro, velhos discos de tratores e sucatas.

Melhor Projeto em Casa Cor: Sala de TV, de Bernadette Correa, arquiteta
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O que facilitaria a execução do espaço e ao mesmo tempo criaria um pano de fundo interessante para um ambiente de estar? Uma caixa de madeira. Esse foi o ponto de partida da arquiteta Bernadette Correa para começar a pensar no espaço que é uma sala de televisão. O lyptus foi a madeira escolhida não só pela aparência e textura, mas também por ser ecologicamente correta. Para dar contraste ao uso da madeira, o mobiliário é todo em preto e branco. Mais que uma sala de televisão, a ideia é ser um espaço com usos variados, como leitura, jogos, trabalho, estudo e relaxamento. Arrematando o projeto, uma cortina com tecido em linho branco emoldura a persiana em madeira.

Tags: cor

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600
 
Roberto - 31 de Agosto às 13:47
Coisa de viado.

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