Descubra como cuidar do pet sem que ele comprometa a decoração da casa

É preciso preparar o ambiente para a chegada de um pet. Apesar de serem bons companheiros, com frequência eles destroem sofás, roem sapatos, quebram objetos e invariavelmente exigem muita dedicação

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postado em 01/09/2011 10:41 / atualizado em 01/09/2011 10:47 CorreioWeb /Lugar Certo
Reprodução/Internet/mdemulher
A decisão de ter um animal de estimação pode mudar não só a rotina dos donos da casa, mas também a decoração do lugar. É preciso preparar o ambiente para a chegada de um pet. Apesar de serem bons companheiros, com frequência eles destroem sofás, roem sapatos, quebram objetos e invariavelmente exigem muita dedicação.

Segundo o veterinário e professor universitário Jair Costa, para evitar problemas, o primeiro passo é verificar se o perfil do proprietário é compatível com o perfil do animal. Ou seja, o dono deve levar em conta a disponibilidade de tempo livre que possui para passear com o bichinho, o espaço que tem na casa ou apartamento para recebê-lo e até a disposição dos móveis e objetos para evitar acidentes.

Quem mora em lugar pequeno, por exemplo, mas quer ter um cachorro, deve evitar um labrador ou golden retriever, raças que necessitam de espaço. Já os mais ocupados e que passam a maior parte do tempo fora de casa, tendem a enfrentar problemas com poodle, maltês ou yorkshire, cães que se apegam à presença das pessoas e não gostam de ficar sozinhos.

O veterinário explica que o descuido ou descaso com os bichos de estimação pode acarretar distúrbios no comportamento do animal. “Isso faz com que eles comecem a comer objetos inanimados e a urinar fora do lugar”, afirma. “Para a decoração, o dano maior é no sentido de destruir materiais mesmo”.

A estudante de Administração Priscila Freitas Santos é dona, atualmente, de Nick, um poodle de seis anos de idade. Ela já teve seis cachorros ao longo da vida e garante que esse nunca deu muito trabalho. “No máximo pegava meias e roía até rasgar”, conta.

Quem aprontava mesmo era o antecessor de Nick, o duchshund Kipper. “Ele devia ter uns cinco meses e seus dentes estavam crescendo, por isso ele mordia o pé da mesa. Nós não sabíamos mais o que fazer, aí resolvemos colocar pimenta para ver se ele parava. Mas não adiantou nada. O pé da mesa está estragado até hoje”, relata a estudante.

Habituado a atender cães, gatos, papagaios e até iguanas na unidade destinada aos animais de pequeno porte em um hospital veterinário, o professor Jair Costa dá dicas do que deve ser evitado dentro de casa para garantir o bem-estar dos pets.

“Objetos pequenos e plantas não são recomendados para nenhuma raça de cachorro. Os filhotes tem tendência a comer e morder todos os objetos. E algumas plantas são tóxicas, como a espada-de-são-jorge e a samambaia, que são tóxicas para cães e gatos”, alerta o especialista.
Usando jogos e brinquedos, a estudante Priscila Freitas evita que seu cachorro destrua meias - Mariana Fagundes/CorreioWeb Usando jogos e brinquedos, a estudante Priscila Freitas evita que seu cachorro destrua meias

Os felinos são mais seletivos com a alimentação, portanto, não vão sair comendo tudo o que encontrarem pela frente como fazem os cachorros. No entanto, eles exigem uma dinâmica maior com o ambiente: afiam as unhas nos sofás e no armário de madeira, saltam de uma estante para outra e dormem nos lugares mais inesperados.

Portanto, para os donos de gatos o professor recomenda que se invista no enriquecimento ambiental, comprando brinquedos que dão vazão a algumas necessidades fisiológicas do animal. Um exemplo disso são as bolinhas com guizos, que podem suprir a necessidade de caça, ou as hastes envoltas por sisal ou barbante, que servem para o bichinho afiar as unhas.

Outro cuidado essencial que se deve tomar quando se tem gatos em casa é manter os objetos frágeis, em especial os de vidro, fora do alcance dos bichinhos. Mesmo que de um modo geral os gatos tenham reflexo bastante apurado, é melhor prevenir possíveis acidentes.

Jair Costa também observa a importância de conservar em dia a vacinação para garantir a saúde da família e a higiene da casa. “Os animais domésticos podem ser portadores de doença, a mais comum delas é a raiva”, ressalta.

Apesar dos riscos de perder um sapato, um vaso de flores ou mesmo um sofá durante a trabalhosa jornada de ser dono de um pet, quem tem um garante que todo o empenho vale a pena porque é compensado com muito carinho e cumplicidade pelos bichinhos.

Tags: decoração

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