Confortável refúgio

Especialistas dão dicas para escolher a cama certa

Definição da cama não é tarefa simples e exige paciência e estudo das características do quarto onde ela será instalada. Fundamental é garantir bem-estar na hora de dormir

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postado em 25/09/2011 08:38 / atualizado em 25/09/2011 09:19 Júnia Leticia /Estado de Minas


 A arquiteta Raquel Nogueira diz que modelos com cabeceira dão maior comodidade para quem lê na cama - Eduardo Almeida/RA Studio A arquiteta Raquel Nogueira diz que modelos com cabeceira dão maior comodidade para quem lê na cama
O sono é fundamental para recuperar as energias e criar um ambiente propício a ele faz toda a diferença para acordar revigorado. O quarto deve ser tranquilo e agradável para garantir o descanso e a cama é decisiva para atender esse requisito. Afinal, um terço de nossa vida passamos sobre ela. Por isso, é preciso ficar atento sobre o tipo de móvel utilizado. Atualmente, com o estresse diário, é preciso buscar no quarto e, sobretudo, na cama, um refúgio. Esse lugar especial deve combinar com a identidade do usuário e recompor o esforço realizado durante o dia. Para aliar esses aspectos, é preciso conhecer o que há disponível no mercado. Só assim será possível escolher entre as opções disponíveis no mercado. Arquiteta da Lider Interiores, Raquel Nogueira diz que há a cama padrão com estrado e cabeceira, a cama só com o estrado, o painel usado como cabeceira e o box ou estrado. “Também há a bicama, composta pela cama comum e estrado auxiliar, e a beliche, móvel pouco usado atualmente”, observa. Além desses modelos para solteiros ou casal, a designer de interiores Iara Leão diz que há também os chamados treliches. “Eles têm abaixo da cama convencional uma embutida e outra por cima, com acesso por escada. Existe, ainda, a cama de casal, de solteiro, de viúva, que seria uma cama mais larga que a de solteiro e mais estreita que a de casal”, explica.
Entre todas essas, a arquiteta Natacha Nascif destaca a cama tipo box, mais usada atualmente por otimizar espaço. Segundo a arquiteta, o móvel economiza cerca de 10 centímetros do local destinado à cama. “Mas existem vários outros tipos, como a cama estilo japonês, formadas por plataformas baixas e simples e que podem assumir várias formas de cabeceira. Essas estão pouco acima do nível do solo.” Outros modelos citados pela arquiteta são as suspensas, uma solução para pequenos espaços, assim como as bicamas, e as com gavetas, ideais para quem necessita de mais espaço para organizar suas coisas. “As de estilo dossel, usadas principalmente no Norte e Nordeste do país para a proteção contra insetos, podem dar um charme todo especial aos quartos quando acompanhadas de uma decoração pertinente”, indica Natacha.
Observar a distância entre o móvel e as paredes do quarto é necessário para garantir uma área de circulação adequada - Eduardo Almeida/RA Studio Observar a distância entre o móvel e as paredes do quarto é necessário para garantir uma área de circulação adequada
Outro modelo pouco convencional são as articuladas – tipo cama de hospital – e bipartidas, com aparência de uma cama de casal convencional, porém com colchões individuais. Independentemente do tipo de cama, o importante é estar atento a detalhes como a circulação de ar. “As que usam estrado, por exemplo, possibilitam que o colchão se mantenha arejado, evitando o mofo. São recomendadas para casas de praia e de campo”, explica. ACABAMENTO Aliado ao tipo de cama, há os materiais dos quais elas podem ser feitas. E, nesse quesito, a variedade é grande. Entre eles, o que está sendo mais usado são as cabeceiras ou painéis estofados, conforme Raquel Nogueira. “Eles proporcionam um maior conforto como encosto de cama”, comenta. Há, ainda, as tradicionais camas feitas com as madeiras usuais, como imbuia e carvalho. Mas elas também podem ser feitas em recouro – um misto de aparas de couro, resinas e outros produtos – ou laqueadas da cor que a pessoa desejar. Iara Leão fala que é possível encontrar, em menor proporção, as de ferro trabalhadas ou retas, seguindo estilos mais clássicos. “E também contemporâneo, moldadas com formas ergométricas, seguindo tendências internacionais. Existem, ainda, lançamentos em fibras de vidro para decorações personalizadas, que podem ter design, formas e tamanhos fora dos convencionais.” A designer de interiores Carolina Lage diz que as camas também podem ser revestidas de tecido. No caso das box, há uma infinidade de cabeceiras, que geralmente são instaladas na parede e podem ultrapassar a largura da cama. “Às vezes, a parede toda ou até o teto. As cabeceiras podem ser almofadadas, em tecido, couro e em madeira. Inclusive no caso de marcenaria, podem ter iluminação embutida.”
A arquiteta Natacha Nascif diz que o formato de cama mais procurado atualmente é a queen box, por ter boa relação custo/benefício e fácil adaptação em vários ambientes - Eduardo Almeida/RA Studio A arquiteta Natacha Nascif diz que o formato de cama mais procurado atualmente é a queen box, por ter boa relação custo/benefício e fácil adaptação em vários ambientes
SEGREDOS PARA ESCOLHER A SUA CAMA Já deu para perceber que escolher uma cama não é tarefa tão fácil assim. E, se nesse ponto do texto você estiver preocupado em errar ao escolher a sua por causa da variedade de cuidados que devem ser seguidos, fique tranquilo. Confira algumas dicas de especialistas sobre como decidir o modelo para sua casa. A arquiteta Natacha Nascif diz que o formato de cama mais procurado é a queen box. “Além de se adaptar bem à maioria dos espaços, é confortável, tendo um bom custo/benefício.” Para dar um charme no quarto usando as queen box, basta pintar a parede do fundo, como sugere a arquiteta. “De verde-oliva, azul-marinho, cinza-chumbo ou optar por uma cabeceira de madeira ou de tecido para compor o quarto. Cabeceiras são uma boa solução para qualquer tipo de quarto, deixando o ambiente mais acolhedor”, explica. Para a designer de interiores Carolina Lage, a melhor solução está sujeita a vários fatores, que incluem o tipo físico do usuário. “A opção dependerá do espaço físico que a pessoa dispõe. Geralmente, para ambientes menores, a cama box é uma ótima opção, pois podemos criar a cabeceira de acordo com o espaço disponível. Se for pequeno, podemos, inclusive, fazer uso de um papel de parede na cabeceira.” As camas de cabeceira estofadas são a alternativa preferida pela arquiteta Raquel Nogueira. “Além de serem lindas, proporcionam maior conforto ao usuário e permitem a personalização do móvel, visto que o tecido permite vários tipos de estampas e texturas”, comenta.
Fotos: Eduardo Almeida/RA Studio
Mas como cada caso é um caso, a designer de interiores Iara Leão acredita que a melhor opção dependerá das necessidades de quem usará a cama, do local disponível para colocá-la e do orçamento. “Aí vale a pessoa ter sempre em conta o tamanho do seu espaço. É bom que isso seja colocado na planta, dimensionando, assim, a circulação, que não será comprometida. E o morador poderá fazer a escolha com mais segurança.” Se o problema é um quarto muito pequeno, com pouca circulação, o melhor é escolher as camas mais baixas, pois elas ocupam menos espaço no ambiente, conforme explica Raquel. “É importante também entender que a cama deve ter cores neutras, mais discretas, pois é uma peça de grande destaque no quarto. Cores vibrantes podem deixá-lo cansativo.”

 

POSIÇÃO A escolha do local em que ela ficará é outro desafio, principalmente em um quarto com dimensões reduzidas. E como o espaço para a circulação no ambiente é fundamental, Natacha Nascif diz que deve haver, no mínimo, 60 centímetros de cada lado da cama. Além disso, “outra opção é encostar um dos lados da cama de casal na parede. Mas essa alternativa indico somente para quartos bem pequenos”, adverte. Carolina Lage também sugere colocá-la próximo às paredes. “Nesse caso, podemos projetar um painel em marcenaria ou estofado para compor, rechear a cama de almofadas e compor as cores de acordo com a decoração. Assim, você terá um espaço de circulação melhor dentro do quarto.” Mas esses não são os únicos cuidados na hora de escolher uma cama. “Devemos sempre priorizar alguns itens, como resistência, praticidade para limpeza e manutenção”, enumera Iara Leão. Aí, sim, vêm a beleza e, por fim, o estilo e o tamanho que mais se adaptarão ao espaço, ao gosto e ao bolso. Raquel diz que a cama é a peça fundamental no quarto, o principal móvel desse espaço. “Assim, antes da escolha, a pessoa precisa entender exatamente o que deseja, além de perceber as características e benefícios de cada móvel.” A manutenção é outro importante aspecto a ser levado em consideração, principalmente para quem tem pouco tempo ou é alérgico. Neste caso, as camas de madeira são as mais indicadas, porque são mais fáceis e rápidas de limpar no dia a dia.

"Devemos sempre priorizar alguns itens, como resistência, praticidade para limpeza e manutenção" - Lara Leão, designer de interiores
SEGURANÇA EM TODAS AS IDADES Com relação às dimensões do móvel, há padrões definidos no mercado. Para a cama de casal é 1,40m x 1,90m; solteiro 0,90m x 1,90m; queen, 1,60m x 2,00m; viúva; 1,10m x 1,90m; e king, 1,93m x 2,03m. No caso de necessidades especiais, a alternativa é encomendar o móvel. Mas, além das preocupações com a dimensão, o consumidor precisa fica atento a medidas de segurança, principalmente no caso de crianças, idosos e pessoas obesas. No primeiro caso, Iara Leão diz que, na sua maioria, as camas já vêm com os reforços. “Necessário para uma boa segurança e uso, acompanhando o crescimento da criança, como fundos móveis, que descem à medida que a criança começa a se levantar sozinha, e gradil lateral, que segue o mesmo processo.” A arquiteta Natacha Nascif diz que, atualmente, existem no mercado algumas camas próprias para crianças de até 5 anos. “São mais baixas e têm grades, indispensáveis para evitar as quedas. As grades também podem ser instaladas em outras camas, entre o colchão e o estrado.”
Eduardo Almeida/RA Studio
O ideal, segundo Carolina Lage, é que no caso das crianças possa se contar com redes ou grades removíveis, que vão trazer segurança e impedir que elas virem durante a noite e caiam. “Também deve-se prestar atenção na localização da cama. Para crianças, evite camas muito próximas das janelas.” Quanto à cama para as pessoas com sobrepeso, já há opções desenvolvidas com barras mais compridas e que usam um sistema alemão de fixação chamado mini-fix. Para os idosos, a designer informa que existem no mercado grades para proteção, que podem ser adaptadas a quaisquer camas. Com relação ao preço, há grandes variações, que são proporcionais ao modelo, tipo, qualidade, dimensões, marca, entre outros aspectos. Uma cama box casal padrão pode custar entre R$ 500 e R$ 2 mil. Para quem quer ter estilo, sem gastar muito, é preciso lembrar ainda que quanto maior o tamanho, mais caros são os enxovais. “As especiais ou redondas também têm jogos de camas mais caros, pois não estão nos padrões do mercado”, ressalta a designer.

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