Divisórias multiplicam ambientes e aconchego em casa

Instalação de divisões é boa alternativa para quem precisa criar novos ambientes nas residências. Criatividade permite garantir a utilidade da peça, mesmo em imóveis menores

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postado em 27/11/2011 11:43 / atualizado em 27/11/2011 14:27 Júnia Leticia /Estado de Minas
Técnica de separar ou isolar espaços dentro de casa ganha novas funções conforme as tendências de estilo - Eduardo de Almeida/RA studio Técnica de separar ou isolar espaços dentro de casa ganha novas funções conforme as tendências de estilo

Elas integram e, ao mesmo tempo, dividem os ambientes. Fazem parte da decoração e, ainda por cima, favorecem a circulação do ar. As divisórias podem ser uma ótima solução na hora de separar os espaços com charme e funcionalidade. Por isso, alguns profissionais, atentos às facilidades e possibilidades oferecidas pelo recurso, lançam mão dele em seus projetos. Para a designer de interiores Iara Santos, as divisórias são práticas e bonitas, definindo os ambientes com graça, além de serem muito úteis, mesmo que hoje não estejam sendo tão utilizadas quanto no passado. “Elas tornam os ambientes mais versáteis, de acordo com a necessidade do espaço”, segundo Iara.

Um dos motivos para que atualmente o recurso não tenha a mesma presença nos ambientes como no passado é a diminuição dos imóveis. “Acho que pode ser porque as casas e apartamentos têm dimensões menores ou projetos mais elaborados e pensados para as famílias contemporâneas”, comenta Iara.

Mas mesmo não estando tão presentes nos lares de hoje, as divisórias resistiram bem ao tempo, já que, conforme a decoradora Patrícia Dietze Pereira de Ligorio, elas foram inventadas pelos chineses por volta do século 2. “Com a função de proteger os espaços dos ventos, receberam, então, o nome de dyobu (parede de ventos)”, explica a designer.

A arquiteta Flávia Soares diz que esse tipo de produto permite
aconchego acústico em alguns locais - Eduardo de Almeida/RA studio A arquiteta Flávia Soares diz que esse tipo de produto permite aconchego acústico em alguns locais


Depois vieram os biombos, introduzidos pelos japoneses como peças decorativas, utilizando pinturas. Apesar disso, há diferenças entre as duas peças. “As divisórias são fixas e os biombos, também considerados divisórias, têm mobilidade devido à sua estrutura ter dobradiças”, diz Patrícia.

Desde então, as divisórias vêm sendo muito utilizadas como objeto de decoração encostadas nas paredes. “Como divisor de ambientes, cabeceira de cama, artifício para esconder alguma imperfeição no ambiente ou mesmo criando um ambiente mais reservado”, afirma a decoradora. O uso tem sido grande em locais distintos, tendo um grande apelo funcional. “Sendo muito usado em consultórios, hospitais, camarins de teatros e, hoje, como peça de decoração e também para dividir os espaços, já que os ambientes conjugados estão muito em moda”, afirma Patrícia.

Além da privacidade, as divisórias são muito utilizadas para conferir aconchego acústico onde é necessário, como revela a arquiteta Flávia Soares. Para isso, podem ser utilizados os mais diversos tipos de materiais. “Podem ser feitas em madeira, gesso, laminados, tecidos e estruturas de alumínio ou metálicas, entre outras”, comenta a arquiteta.

A designer de interiores Iara Santos gosta de usar a peça por ser um item prático e bonito na decoração - Eduardo de Almeida/RA studio A designer de interiores Iara Santos gosta de usar a peça por ser um item prático e bonito na decoração


TAMANHO FIXO OU SOB MEDIDA

A designer de interiores Iara Santos cita, ainda, drywall (gesso), vidros, cortinas, pedras (granito e mármore), plantas e até mesmo móveis. Quanto ao tamanho, também há várias opções. “As dimensões são de acordo com o espaço e a necessidade que está sendo suprida”, considera. Plástico e papel também podem ser utilizados na confecção das divisórias, de acordo com Patrícia Ligorio, que confirma a variedade de tamanhos de acordo com as necessidades do solicitante. “Em geral, a medida é de 1,50m a 1,80m, mas podendo ser feitas sob encomenda”.

Flávia Soares explica que as divisórias podem ir do piso ao teto, caso as queira dar maior privacidade ao ambiente. “Pode ter, aproximadamente, 1,80m para privacidade visual ou em torno de 1,20m para privacidade das pessoas quando estão sentadas”. Para escolher o local onde colocá-las, o requisito é que a peça não seja um obstáculo à circulação. Observado esse aspecto, a decoradora diz que as divisórias podem ser usadas em qualquer ambiente. A arquiteta não tem a mesma opinião.

A arquiteta Estela Netto diz que o uso dessas peças de decoração cria em alguns ambientes o efeito de expansão. Ela recomenda a instalação de modelos móveis - Eduardo de Almeida/RA studio A arquiteta Estela Netto diz que o uso dessas peças de decoração cria em alguns ambientes o efeito de expansão. Ela recomenda a instalação de modelos móveis


SOLUÇÃO PARA EVITAR OBRAS
Instalação de divisórias em casa é prática e limpa, sem que haja necessidade de fazer intervenções
com pedreiros. Praticidade de poder mudá-las de lugar é outra vantagem


Se você é daqueles que achava que as divisórias só se restringiam a escritórios, a esta altura já deve estar quase mudando de ideia. Afinal, com tantas possibilidades de materiais e tamanhos disponíveis no mercado, dá para abusar do uso desse recurso, principalmente em espaços que exigem delimitação, mas nos quais não cabe a construção de uma parede. A designer de interiores Iara Santos diz que a principal vantagem das divisórias é possibilitar resolver com praticidade e harmonia a divisão do ambiente. Mas é preciso saber como empregá-las no espaço para que o efeito não seja desagradável. “A desvantagem no uso delas talvez pode ser não serem bem planejadas, o que torna difícil a sua utilização e deixa o ambiente muito pequeno em sua divisão”, adverte.

Mas, para a arquiteta Flávia Soares, a mera divisão do espaço não é o principal diferencial do recurso, cada vez mais utilizado em residências de forma decorativa. “A maior vantagem é a opção de diversificar o leiaute, pois elas são desmontáveis.” Há, ainda, a versatilidade e o efeito de expansão do ambiente, conforme explica a arquiteta Estela Netto. “Você pode ter um espaço mais amplo, mais fluido, e usar divisórias móveis, que permitam abrigar novos usos com o passar do tempo, sem que haja necessidade de obras”, aponta.

A decoradora Patrícia Ligorio também ressaltou a praticidade como importante ponto a favor do recurso, já que para utilizá-lo não é necessário quebrar o piso ou paredes. “A instalação é rápida, mas é necessário um profissional realizá-la”, frisa. O mesmo não ocorre, por exemplo, com o biombo. “É só colocá-lo no ambiente e, caso haja necessidade, poderá ser trocado de lugar”, acrescenta a decoradora.

Para a decoradora Patrícia Ligório, é importante observar nos biombos a harmonia entre as peças e o material usado - Eduardo de Almeida/RA studio Para a decoradora Patrícia Ligório, é importante observar nos biombos a harmonia entre as peças e o material usado


Aliás, apesar de serem recursos distintos – divisória e biombo –, é comum que o consumidor tenha dúvidas quanto às suas diferenças. A mobilidade é o principal diferencial entre eles, como chama a atenção Flávia Soares. “A divisória é um elemento fixo, não pode ser movimentado e pode ser à meia altura ou do piso ao teto. Já o biombo é um elemento móvel e, geralmente, é usado de forma decorativa”, explica.

DIFERENÇA De acordo com Estela Netto, os biombos são, na verdade, um tipo de divisória que tem como característica interessante justamente o fato de ser móvel. “O que nos dá mais flexibilidade quanto ao seu uso do espaço”, explica a arquiteta. Mas, por serem mais decorativos que as divisórias, a designer de interiores Iara Santos diz que eles são mais difíceis de se adequar ao espaço.

Mesmo assim, quem quiser optar por biombos como divisórias, Patrícia Ligorio diz que eles podem ser comprados prontos. “Mas existe a possibilidade de ser executado um projeto e torná-lo peça única de decoração. O ponto principal que devemos observar é a harmonia entre as peças e que material empregar no biombo, para que ele se integre ao ambiente”, revela a decoradora. Entretanto, se o espaço disponível for reduzido, mas necessitar de algo para dividi-lo, há outra solução. “No caso de ambientes muito pequenos, podemos também utilizar móveis, como o aparador, que também divide o espaço.”

INVESTIMENTO Em relação ao custo das divisórias, a designer de interiores Iara Santos diz que vai depender de sua função no espaço e do material usado. “Se for um ambiente mais sofisticado, o vidro bronze é uma boa opção, pois não veda totalmente e ainda divide o ambiente”, exemplifica. De acordo com a decoradora Patrícia Ligorio, o projeto para ambientes com divisórias, em média, R$ 600 e a execução fica em aproximadamente R$ 1 mil, dependendo do material a ser utilizado. “Mas existem no mercado modelos prontos a partir de R$ 700.”

Eduardo de Almeida/RA studio


EM SINTONIA COM TODA A DECORAÇÃO


Agora que alguns já pensam em utilizar as divisórias em casa, vem outra questão: como compô-las com móveis, cortinas, tapetes, enfim, os diversos objetos que fazem parte do ambiente? “A combinação deve ser feita em sintonia com o restante do projeto, de acordo com as texturas e cor do ambiente”, diz Iara Santos. De acordo com Estela Netto, não existem regras pré-estabelecidas para a composição do espaço. Por isso, não há como definir, previamente, critérios na hora de escolher as peças em consonância com a divisória ou vice-versa. “Vamos pensar apenas que a pessoa deve ter consciência do que quer, das suas necessidades, seu estilo, dos seus valores e espacializar isso.”

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Já com relação ao conforto, o mais importante é organizar tudo, tendo em mente onde cada elemento ficará. “A principal dica é planejar bem o leiaute e prever bem os pontos elétricos para não ficar com muita tubulação aparente. A não ser que essa tubulação seja parte do projeto”, considera a arquiteta Flávia Soares. Para tornar o ambiente aconchegante, prático, funcional e, ao mesmo tempo, barato usando as divisórias, a dica da decoradora Patrícia Ligorio é verificar o espaço no qual o recurso será utilizado para que ele não fique carregado. “Pois a peça tem que entrar em harmonia com o restante do contexto.”

Outro ponto a ser considerado é o tipo de decoração que já é utilizado no espaço, caso o recurso seja empregado depois que já tiverem sido adquiridos os móveis e as demais peças. “Se o ambiente for amplo e mais clean, pode ser usado um biombo com mais informações”, diz Patrícia. Mas se o caso for dar suavidade aos ambientes, principalmente se eles forem de pequenas dimensões, o melhor é apostar em recursos que não fechem totalmente a visão. “Sempre que precisar criar uma barreira visual sem obstruir o espaço, use peças vazadas, pois elas proporcionarão mais leveza ao ambiente”, sugere.

Independentemente da escolha, a arquiteta Estela Netto considera que as divisórias são itens que sempre podem conferir charme e personalidade aos ambientes. “Às vezes, uma peça que quebre a decoração é interessante, como usei na Casa Cor. Em um ambiente mais sóbrio, mais clássico e atemporal, entrei com uma divisória de ônix, que serve quase como uma escultura. É algo com um apelo visual muito grande.”

Mas, de maneira geral, para quem não quer errar na hora de inserir o elemento em um ambiente, a arquiteta Flávia Soares diz que o que dá certo na elaboração do projeto é colocá-la em ambientes amplos, sem muitas alvenarias. “São ideais a esse tipo de projeto.”

LEVEZA Para a designer de interiores Iara Santos, o ideal é harmonizar cor com textura de materiais, funcionalidade com praticidade e beleza com conforto. Sem isso, a garantia é de poluição visual. “Um biombo grosseiro, peças com um peso visual que incomoda os olhos e atravanca o espaço são alguns dos itens que comprovadamente ficam ruins na elaboração do projeto.” Em cozinhas, é possível separar a área de trabalho da de almoço com bancadas de granito ou ilhas de fogão, conforme a designer. “Banhos e lavabos podem ser divididos com uma pedra. Madeira pode separar um closet do quarto. São exemplos de praticidade e funcionalidade”, indica Iara Santos.

Eduardo de Almeida/RA studio

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